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AVC é a principal causa de morte no Brasil

AVC é a principal causa de morte no Brasil

17/09/2006 Divulgação

Muitas vezes fatal, ou resultando em graves seqüelas, o acidente vascular cerebral (AVC), ou simplesmente derrame cerebral, vem sendo exaustivamente pesquisado, pois é hoje uma das principais causas de morte e de incapacitação física em todo o mundo. No Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde, o derrame é a principal causa de morte, ultrapassando o infarto.

Sua elevada incidência se deve ao aumento da expectativa de vida e a hábitos inadequados da população brasileira. Avanços científicos no tratamento e prevenção do AVC dão esperanças ao combate do derrame e também da sua recorrência cuja repercussão pode ser ainda mais grave que no primeiro caso.

O acidente vascular cerebral acontece quando as artérias carótidas (vasos do pescoço que levam sangue para o cérebro) ficam "entupidas" por placas de aterosclerose (restos de gordura, de cálcio, de coágulos sanguíneos, etc) que, de tempos em tempos podem desprender "pedaços" (chamados êmbolos), que vão para o cérebro, onde entopem vasos menores. A falta de circulação "mata" as células que receberiam sangue. Dependendo do local onde isso ocorre, o paciente sofrerá seqüelas maiores ou menores, podendo até mesmo falecer. 

A melhor maneira de combater o AVC é a prevenção. Segundo o Dr. Eli Faria Evaristo, neurologista do Serviço de Neurologia de Emergência do Hospital das Clínicas, em São Paulo, a incidência da doença pode ser reduzida drasticamente com uma medida relativamente simples: controlar os fatores de risco para AVC, como a hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, aumento do colesterol e triglicérides, alcoolismo e arritmias cardíacas. "O AVC traz um profundo impacto na qualidade de vida dos pacientes pelas graves seqüelas físicas e mentais que pode causar; leva a um impacto econômico, pois compromete a vida produtiva dos pacientes, além de gerar custos elevados no cuidado dos mesmos; tem impacto social, pois interfere profundamente na dinâmica familiar e da sociedade em que o paciente vive", afirma o Dr. Eli.

Quem já sofreu um derrame, além das possíveis seqüelas e limitações físicas, pode apresentar sério risco de sofrer um novo AVC ou complicações cardiovasculares. "Nos Estados Unidos existem 5 milhões de sobreviventes de AVC e estima-se pelo menos a metade desse número no Brasil. Dos sobreviventes da doença, 40% apresentam seqüela moderada ou grave e 25% mantêm algum grau de limitação física e/ou mental. Somente 10% não apresentam indícios aparentes desse tipo de evento", afirma o Dr. Jairo Lins Borges, cardiologista do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo.

Um estudo recente publicado na revista norte-americana Stroke demonstrou que o medicamento cilostazol é eficaz para inibir a progressão e induzir à regressão de placas de aterosclerose em artérias cerebrais de pacientes com doença cerebrovascular sintomática. Outro grande estudo mostrou que o cilostazol reduz em 42% o risco de AVC recorrente.

O medicamento apresenta ainda outros importantes efeitos, como redução de 15% dos níveis de triglicérides, aumento de 10% nos níveis do bom colesterol (HDL), diminuição do desenvolvimento de aterosclerose na parede das artérias (agente anti-aterosclerótico) e proteção das células cerebrais.

Fonte: Segmento Comunicação Integrada



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