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Cinco verdades sobre o Jejum Intermitente

Cinco verdades sobre o Jejum Intermitente

20/04/2017 Da Redação

Especialista em emagrecimento, Rodrigo Polesso, esclarece algumas dúvidas sobre o assunto.

Cinco verdades sobre o Jejum Intermitente

Com certeza um dos assuntos mais comentados desse ano, em se tratando de alimentação e emagrecimento, foi o Jejum Intermitente. Mas, ao contrário do que muitos pensam essa prática não é nenhuma novidade.

Segundo o especialista em Nutrição Otimizada e emagrecimento, Rodrigo Polesso, criador do programa Código Emagrecer de Vez e que há 7 anos se dedica a pesquisas sobre perda de peso, Jejum Intermitente sempre foi algo que os seres humanos fizeram naturalmente até poucas décadas atrás, só não tinha esse nome específico.

“Há não muito tempo atrás o comum era ter duas ou três refeições por dia e só. Hoje em dia nos é dito que precisamos comer a cada 3h ou até mais frequentemente, porém não existe embasamento científico para esse hábito”, conta o especialista.

Rodrigo explica que ao fazer o Jejum Intermitente as pessoas permitem que o corpo tenha tempo de digerir os alimentos de forma correta. “Com isso, seu corpo começa a queimar o açúcar e a gordura de má qualidade. Do contrário, se seu corpo está a todo momento processando alimentos, ele sempre estará em estado anabólico e nunca terá tempo para se reciclar”, explica o especialista.

Porém, essa prática ainda gera muitas dúvidas entre as pessoas. Para esclarecer algumas questões, Rodrigo listou 5 verdades sobre o Jejum Intermitente que ajudam a mostrar que essa prática é algo simples e traz diversos benefícios à saúde:

1 - Jejum Intermitente não é dieta


Segundo Rodrigo, ao contrário do que muitas pessoas pensam, Jejum Intermitente não é dieta. “Dieta é o que você faz nos momentos em que você come, já o Jejum Intermitente ocorre justamente da ação de ficar períodos sem comer”, ressalta. O especialista explica que existem alguns protocolos de jejum intermitente, como o de 12h, o de 16/8, de 24h, 36h e outros. “O protocolo de 16/8 é o que eu mais gosto, porque é muito fácil de se fazer no dia a dia, já que você faz todas suas refeições dentro de uma janela de 8 horas e passa 16h sem comer, incluindo as horas de sono”, ensina. Rodrigo alerta que, segundo o médico canadense Dr. Jason Fung, para pessoas em bom estado de saúde, a prática não tem nenhuma contraindicação, mas o ideal é fazer com acompanhamento médico, pois conforme ele explica para começar o jejum intermitente a saúde da pessoa precisa estar em dia.

2 - Ajuda a reciclar as células mortas

Neste ano, o cientista Yoshinori Ohsumi recebeu o prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia por grandes descobertas sobre o mecanismo de Autofagia, o qual explica o processo de reciclagem das células quando as pessoas estão em jejum. Nos seus estudos, o cientista relevou que os problemas nesse mecanismo de autofagia estão ligados diretamente com o surgimento de doenças como Parkinson e diabetes tipo 2. Assim, conforme Rodrigo explica, o Jejum Intermitente também contribui para muitos benefícios com a saúde, prevenindo doenças que chegam com o envelhecimento e promovendo longevidade. “Muitos estudos, como o do cientista Ohsumi, comprovam que a Autofagia é uma estratégia de neuroproteção do envelhecimento e doenças neurodegenerativas”, ressalta.

3 - Atua para solucionar a maior causa de ganho de peso


Rodrigo conta que muitas pessoas estão preocupadas com a quantidade de calorias existentes na alimentação, mas revela que a grande causadora de ganho de peso é a insulina. “Quase todo alimento, exceto gorduras puras, aumentam a insulina de alguma forma. Por exemplo, existem alguns alimentos, como o pão branco, que aumenta muito a insulina e outros como um pedaço de carne que aumenta bem menos, independente da quantidade calórica de cada um.”, explica. Ele ressalta que o que realmente importa é como o corpo reage à insulina. “O armazenamento de gordura é resultado de um problema hormonal e não calórico”, revela o especialista. Ao se praticar o jejum intermitente, dá-se folga ao corpo para que estes estímulos constantes da insulina parem e com isso, se colabora para a regularização do funcionamento deste hormônio.

4 - Não causa perda muscular

O especialista esclarece que alimentação e exercícios são coisas completamente diferentes. “Alimentação correta é um estilo de vida alimentar baseado no consumo correto e estratégico de alimentos”, revela. Ele ainda completa que esse tipo de alimentação correta ajuda a acabar com a gordura, já os exercícios tonificam e constroem músculos. Assim, ele aconselha que, se a pessoa está preocupada com os músculos, ela deve exercitar-se, mas se a preocupação é com a gordura, a pessoa deve cuidar primeiramente da alimentação. Ele conta que os estudos mostram que o Jejum Intermitente não provoca perda muscular até mesmo em jejuns de vários dias. “Percebemos que o corpo aumenta a secreção do hormônio do crescimento à medida que o jejum se prolonga”, ressalta.

5 - É adaptável e esporádico

Rodrigo revela que o jejum intermitente é adaptável à rotina de cada pessoa. “Você pode fazer o Jejum Intermitente quando quiser e onde quiser, como por exemplo três vezes na semana. Esse é o bacana, ele é adaptável para qualquer pessoa”, declara. O especialista conta que mesmo se a pessoa seguir algum tipo de dieta especial, não comer carne ou for intolerante a glúten, por exemplo, ela pode encaixar o jejum intermitente a qualquer momento. “Não importa qual dieta você segue, se estiver com a saúde em dia você pode fazer Jejum Intermitente”, finaliza.



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