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Gravidez e realidade

Gravidez e realidade

20/06/2006 Divulgação

"Se de um lado a medicina avançou, aumentando as chances de gravidez das mulheres com problemas de infertilidade, por outro, ainda há entraves sociais, burocráticos e, principalmente, financeiros que precisam ser mais bem equacionados, tanto pela rede pública de saúde, quanto pela medicina privada", aponta Dr. Newton Eduardo Busso, um dos diretores do Projeto Beta.

A reprodução humana ganhou, na última década, aliados sem precedentes na medicina. "Novas técnicas de fertilização foram implementadas, profissionais se reciclaram, pesquisas foram bem sucedidas e novas substâncias passaram a integrar o dia-a-dia de clínicas, hospitais e profissionais de saúde", é o que afirma Dr. Newton, ginecologista e obstetra, especialista em reprodução humana e um dos diretores do Projeto Beta - Medicina Reprodutiva com Responsabilidade Social.

De acordo com o médico, hoje, a realidade é um pouco mais reconfortante para as mulheres que pretendem engravidar. "Tratamentos à base de hormônios, a revolucionária fertilização in vitro (FIV) e outras técnicas mais acessíveis, como o processo de fertilização por ciclo natural ou espontâneo, fecundação estimulada a partir do único óvulo produzido a cada mês, são alternativas viáveis e, porque não dizer, vitoriosas", aponta Dr. Busso.

O especialista lembra que a técnica de fertilização "in-vitro", popularmente conhecida como "bebê de proveta", já possibilitou o nascimento de mais de um milhão de bebês, nos últimos 25 anos, data do primeiro procedimento. "As mulheres que não tinham nenhuma possibilidade de ter um filho, atualmente, têm 50% mais chances de engravidar", comenta.

Se de um lado a medicina avançou, aumentando as chances de gravidez das mulheres com problemas de infertilidade, por outro, ainda há entraves sociais, burocráticos e, principalmente, financeiros que precisam ser mais bem equacionados, tanto pela rede pública de saúde, quanto pela medicina privada. "O SUS (Sistema Único de Saúde), que desde 1988, determina o acesso universal dos brasileiros a exames, consultas, cirurgias e assistência farmacêutica, 'engatinha' em quesitos elementares e ainda deixa a desejar sob diversos pontos de vista".

Segundo Dr. Busso, o principal problema é econômico. "Não há recursos suficientes; na seqüência, vem o aspecto social: cada vez mais brasileiros migram para a rede pública, acuados pelo desemprego e pelo achatamento dos salários, que acabam afastando a saúde das prioridades do orçamento familiar", salienta.

De acordo com o especialista, por esses e outros motivos, seria difícil imaginar, neste momento, que o sistema público de saúde pudesse direcionar seus parcos recursos no incentivo a programas e métodos de fertilização. Ele ressalta que, no Estado de São Paulo que detém uma das maiores receitas orçamentárias do país poucos são os hospitais que oferecem tratamentos gratuitos. "O único a disponibilizar o procedimento, sem absolutamente qualquer custo, incluindo medicamentos, é o Hospital Pérola Byington, da Secretaria Estadual da Saúde, especializado em saúde da mulher. Os demais hospitais credenciados pelo SUS, no país, incluindo o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, normalmente oferecem o método de fertilização, mas não os remédios, que custam caro", afirma o médico, que complementa: "Evidentemente, há espaço para avanços, e acreditamos que os gestores da rede pública buscam alternativas viáveis para garanti,r à mulher, o direito de ser mãe; mas ainda há uma lacuna significativa entre o real e o ideal".

A solução mais eficaz, sob o aspecto de urgência que o assunto suscita, é a organização da medicina privada em torno de planos que facilitem o acesso a tratamentos de infertilidade. Foi pensando nisso que o grupo de médicos frustrados com o abandono de tratamentos para engravidar, por parte de vários casais, devido à falta de condição financeira, criou o Projeto Beta - Medicina Reprodutiva com Responsabilidade Social.



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