Portal O Debate
Grupo WhatsApp


Má alimentação mata mais do que cigarro, afirma estudo

Má alimentação mata mais do que cigarro, afirma estudo

07/04/2019 Deutsche Welle

Estudo global afirma que má dieta alimentar é fator de risco responsável pelo maior número de mortes no mundo.

Má alimentação mata mais do que cigarro, afirma estudo

Pessoas em todo o mundo estão comendo muito pouco alimentos saudáveis e demais dos não saudáveis, afirmou um estudo científico publicado nesta quinta-feira (04/04) na revista médica The Lancet.

Segundo o estudo, uma má dieta alimentar é responsável por mais mortes do que qualquer outro fator de risco, incluindo o hábito de fumar. Cerca de 11 milhões de pessoas morrem todos os anos devido à má alimentação.

Uma em cada cinco mortes no mundo em 2017 estava associada a uma má dieta alimentar, que provoca doenças cardiovasculares, cânceres e diabetes tipo 2. O cigarro matou 8 milhões, afirma o estudo.

O estudo Carga global da doença examinou as tendências de consumo de acordo com 15 fatores, entre 1990 e 2017, em 195 países.

A maior proporção de mortes relacionadas com a dieta alimentar foi registrada no Uzbequistão (195º colocado), seguido por Afeganistão, ilhas Marshall e Papua Nova Guiné. Os países que tiveram a menor proporção desse tipo de morte foram Israel, com apenas 89 óbitos por 100 mil pessoas, seguido por França, Espanha, Japão e Andorra. O Brasil ficou na 50ª colocação.

"Este estudo afirma o que muitos pensam há vários anos: que uma dieta pobre é responsável por mais mortes do que qualquer outro fator de risco no mundo", disse o autor da pesquisa Christopher Murray, da Universidade de Washington.

Na média global, o consumo per capita de bebidas com açúcar é dez vezes superior ao recomendado, e o de sódio, 86% superior. As pessoas comem, em média, apenas 12% da quantidade recomendada de nozes e grãos. O consumo de carne vermelha é 18% superior ao considerado adequado.

No Brasil, detectou-se uma deficiência de consumo de grãos e cereais integrais, assim como nos Estados Unidos, na Alemanha, na Nigéria, na Rússia e no Irã.

O estudo concluiu que as dietas mais fatais são aquelas com muito sódio (encontrado no sal) e as com insuficiente ingestão de cereais integrais, frutas, nozes, grãos, vegetais e ômega-3. A ingestão de bebidas doces, açúcares, gorduras e carne vermelha têm menor influência.

Para os pesquisadores, portanto, "as mortes se associam mais com não comer suficientemente alimentos saudáveis do que com comer demais dos que são ruins para a saúde".

Segundo os dados, das 11 milhões de mortes, 10 milhões foram por doenças cardiovasculares, 913 mil por câncer e 339 mil por diabetes tipo 2.

Mas manter uma dieta saudável e equilibrada não depende apenas da vontade das pessoas. A pesquisa mostra que a desigualdade econômica influencia negativamente nas escolhas alimentares. Em média, chegar às porções de frutas e vegetais recomendadas pelos médicos (cinco por dia) custa apenas 2% da renda das famílias nos países ricos, mas mais da metade da renda familiar nos mais pobres.

A partir do estudo, os autores defendem que as autoridades devem se concentrar em impulsionar dietas equilibradas e o acesso a produtos saudáveis em vez de focar na restrição de alimentos menos saudáveis.

Fonte: Deutsche Welle



Autismo, comorbidades e Covid-19

Muitos pais ficam com dúvidas sobre como o novo coronavírus (COVID-19) pode ser perigoso ou não para quem tem o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).


Pais, acolham seus filhos adolescentes

Eles podem estar sofrendo…


STF reconhece profissão de optometrista

A exemplo do que acontece no exterior, prescrição de lentes de grau não é mais exclusividade de médicos no Brasil.

STF reconhece profissão de optometrista

O home office e a dor nas costas

Muitos não possuem os devidos materiais para evitar dores na hora de fazer o home office.

O home office e a dor nas costas

Psicólogo mineiro lança canal educativo sobre saúde mental

O espaço é dedicado à divulgação de conteúdo de utilidade pública, bem-estar e qualidade de vida.


Pandemia é “sinal amarelo” para risco de automedicação

Prática traz sérios problemas para a saúde e não trata adequadamente as doenças.

Pandemia é “sinal amarelo” para risco de automedicação

Pessoas com visão monocular lutam para serem reconhecidas como pessoas com deficiência

Cegueira de um dos olhos chega a reduzir o campo visual em 25%.


Plano de saúde não pode negar tratamento prescrito por médico e deve cobrir teste de Covid

Os planos de saúde limitam, de forma significativa, o tratamento a ser aplicado ao paciente.


Pico de bronquiolite deve ocorrer no segundo semestre

A pandemia mudou radicalmente o perfil das internações infantis neste ano.


Hipertensão: a primeira aferição é capaz de diagnosticar o problema?

O diagnóstico e o início precoces do tratamento da hipertensão arterial são fatores essenciais para o controle da doença.

Hipertensão: a primeira aferição é capaz de diagnosticar o problema?

Orientação médica à distância requer cautela nos procedimentos

A telemedicina é um modo de exercer a medicina em que o contato acontece por meios digitais, via voz e vídeo.

Orientação médica à distância requer cautela nos procedimentos

Diferencie fome emocional da fome física

Durante a pandemia do novo coronavírus, muitos de nós ficamos mais ansiosos com medo do futuro e com a sensação de que todos os dias parecem iguais.