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Pacientes oncológicos devem preservar a fertilidade

Pacientes oncológicos devem preservar a fertilidade

16/04/2006 Divulgação

“A fertilidade pode parecer algo distante e sem importância, quando se depara com um jovem com uma doença mortal, a ser vencida a qualquer custo. Assim, a profilaxia da infertilidade, nesta população, é uma medida eficaz e deve fazer parte do protocolo do tratamento oncológico em jovens do sexo masculino, em idade fértil e sem filhos”.

A decisão de ser pai pode ser postergada pelos mais diversos motivos e, ao contrário da mulher, os espermatozóides não envelhecem com o homem. Mas, em caso de prevenção e garantia, ele pode optar pelo congelamento do sêmen. “No caso de pacientes oncológicos, os tratamentos podem comprometer a função espermática, e a criopreservação do sêmen permite a utilização dos espermatozóides após o tratamento”, é o que afirma dr. Sidney Glina, urologista, especialista em reprodução humana, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia e um dos diretores do Projeto Beta - Medicina Reprodutiva com Responsabilidade Social.

De acordo com o médico, há vários casos em que pacientes oncológicos não obtiveram informações sobre a possibilidade da criopreservação, e acabaram se tornando inférteis definitivamente. “A terapêutica destes tumores baseia-se em quimioterapia e/ou radioterapia e, eventualmente, operações cirúrgicas que podem diminuir o potencial de fertilidade destes jovens. A radioterapia abaixo do diafragma e os agentes quimioterápicos destroem as células germinativas testiculares, muitas vezes de forma irreversível”, afirma o médico.

Segundo o urologista teremos, no futuro, uma legião cada vez maior de sobreviventes inférteis. “A batalha pela vida compromete a qualidade de vida no futuro. Em determinado momento, o importante é só vencer a doença, a qualquer custo, e este esforço envolve o paciente, a família e os médicos. Mas a doença, vencida há dez anos, serve de consolo para as dezenas de anos que virão sem a possibilidade de gerar um filho?”, indaga o especialista.

Sobre a criopreservação do sêmen

A criopreservação de sêmen é uma realidade na indústria da pecuária e, nos últimos 20 anos, para a conservação de sêmen humano, uma opção terapêutica no tratamento da infertilidade. Uma vez congelado, o sêmen pode ser conservado indefinidamente. O paciente colhe três ou quatro amostras, dependendo da qualidade do seu sêmen e da disponibilidade de tempo para o início do tratamento oncológico.

Ao sêmen, adiciona-se um crioprotetor, em geral o glicerol, que permite que o congelamento e o descongelamento ocorram sem haver dano celular. Após todo o processo, as amostras são conservadas em nitrogênio líquido, dentro de frascos especiais, a -196º C. Após o descongelamento, cerca de 40 a 60% dos espermatozóides sobrevivem podendo, dependendo do seu número, ser utilizados para a realização de inseminação artificial ou fertilização “in-vitro”. Hoje, pode-se conseguir gestações com números muito pequenos de gametas masculinos, através da injeção do espermatozóide no citoplasma do óvulo (ICSI).

Por isso mesmo, as amostras muitos ruins, com baixa concentração e/ou motilidade espermática devem ser congeladas. “Muitas vezes o paciente é alertado para a possibilidade de guardar o seu sêmen após iniciado a terapêutica e, nestes casos, é impossível saber qual foi a ação das drogas e radiações sobre os espermatozóides, e qual o potencial de transmissão de dano genético para a prole. Sendo assim, é fundamental inic iar o congelamento antes do tratamento”, relata.

A profilaxia da infertilidade, nesta população, é uma medida eficaz e deve fazer parte do protocolo do tratamento oncológico, em jovens do sexo masculino, em idade fértil e sem filhos. “É melhor poder descartar o sêmen criopreservado, quando a fertilidade não é afetada, do que não tê-lo para usar quando fosse necessário. Tratar a doença significa curar o paciente e prevenir seqüelas. A fertilidade pode parecer algo distante e sem importância, quando se depara com um jovem com uma doença mortal a ser vencida a qualquer custo”, finaliza o médico.

Sobre o Projeto Beta

O Projeto Beta é o primeiro centro especializado em medicina reprodutiva privado a tratar a infertilidade com responsabilidade social. O objetivo é oferecer soluções para problemas de fertilidade aos cerca de 15% dos casais que enfrentam dificuldades em obter gestação e muitas vezes acabam desistindo do sonho de terem filho devido à escassez de tratamento pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Ao adequar o custo do tratamento à classificação social de cada casal, o Projeto atende grande parte do público que não tem condições de pagar pelo tratamento, nas clínicas particulares, e que não encontra atendimento na rede pública.

É formado por um grupo de 50 profissionais da área de saúde e trata-se de uma iniciativa pioneira liderada pelos médicos: Elvio Tognotti (médico assistente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo); Jonathas Borges Soares (Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida); Nelson Antunes Junior (responsável pelo departamento de reprodução humana da Faculdade de Medicina do ABC); Newton Eduardo Busso (professor assistente da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa); e Sidney Glina (presidente da Sociedade Brasileira de Urologia).

Com uma equipe multidisciplinar, também formada por biólogos, embriologistas, ginecologistas, urologistas e enfermeiros, o Projeto Beta busca oferecer excelência no atendimento de casais inférteis e encontrar uma solução eficaz para o problema específico de cada um, utilizando estratégias que facilitem o acesso a tratamentos de infertilidade.

O Projeto realiza palestras gratuitas e orienta os casais sobre os tipos de tratamento oferecidos. Além disso, os casais podem tirar dúvidas com especialistas e passar por consultas, ultra-sonografia e análise seminal criteriosa. Após a escolha do melhor tratamento para o caso, são encaminhados à assistente social. Nessa etapa, é realizado estudo para a adequação do custo do tratamento ao perfil sócio-econômico dos casais.

O local das palestras é a avenida Angélica, 688 - auditório do primeiro andar - bairro Higienópolis, São Paulo. As inscrições devem ser feitas pelo telefone (11) 3826-7017, de segunda a sexta, a partir das 14h00. As próximas serão em 29/04 e 20/05.



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