Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Inovação aberta: por que tantas empresas estão delegando a inovação às startups?

Inovação aberta: por que tantas empresas estão delegando a inovação às startups?

01/09/2020 Alexandre Pierro

Você já ouviu falar em inovação aberta?

O termo foi criado pelo pesquisador Henry Chesbrough, em 2003, com o lançamento do livro “Open Innovation: The New Imperative for Creating And Profiting from Technology”.

A ideia, segundo o autor, é expandir os limites das organizações e contar com colaboradores externos para que a inovação flua de forma múltipla. Genial, certo? Mais ou menos.

Definitivamente, não sou contra a inovação aberta. Muito pelo contrário. Acredito que o intercâmbio de ideias e principalmente o oxigênio trazido por startups ou mesmo universidades é primordial para o processo de inovação de qualquer empresa.

No entanto, tenho visto muitas empresas apostarem todas as suas fichas na inovação aberta, deixando de lado a importância de estimular e valorizar a inovação que é gerada por seus próprios colaboradores.

O estilo startup é mesmo apaixonante, em especial para quem já está cansado das formalidades e burocracias do mundo corporativo. No entanto, cabe destacar que nem tudo são flores nesse universo.

Segundo um levantamento da aceleradora Startup Farm, de 2016, 74% das startups fecham após cinco anos de existência.

Ou seja, a grosso modo, os projetos desenvolvidos por elas já nascem com uma chance significativa de dar errado.

Em tempos de recursos contados, como boa parte das empresas enfrenta hoje com a crise do novo coronavírus, isso é impensável. E não se trata de um valor baixo, acessível para o mercado.

Segundo o estudo 100 Open Startups, o valor médio dos contratos de inovação aberta é de R$ 140 mil. Ou seja: muito dinheiro aplicado e que precisa dar um retorno mensurável!

A pesquisa ACE Innovation Survey 2020, que ouviu empresas de vários portes e segmentos, mostra que quase todas as empresas que faturam acima de R$ 1 bilhão estão trabalhando com startups.

Cerca de 44% delas tem um departamento interno responsável pela busca de startups, enquanto 30% afirmaram ter ajuda de consultorias.

Metade dessas empresas dizem contratar startups como fornecedores, 25% afirma fazer investimentos nelas e 17% revelam já ter comprado ao menos uma startup.

As maiores iniciativas de inovação aberta presente nessas empresas foram hackathons (40,7%) e engajamento de executivos na mentoria de startups (22,2%).

Todas essas iniciativas são válidas, desde que seja levada em consideração a estratégia específica de cada empresa.

Contudo, não podemos, em hipótese alguma, apenas delegar a responsabilidade da inovação para as startups, que em sua maioria desconhecem profundamente a cultura e os objetivos da empresa patrocinadora.

Mais frustrante ainda é não dar voz e vez ao público interno, que clama por atenção para suas ideias – que muitas vezes são simples, mas com alto potencial de impacto na realização de valor da companhia.

Estimular o intraempreendedorismo é tão – ou até mais – importante que a conexão com o mundo exterior.

Uma boa forma de orquestrar e mensurar os resultados tanto da inovação aberta quanto da fechada é por meio da utilização do framework internacional de inovação estabelecido pela ISO – Organização Internacional de Padronização, a ISO 56002.

Depois de 11 anos de estudos e um consenso entre 164 países, a ISO formulou um guia de boas práticas em inovação, na qual defende a criação de um sistema de gestão da inovação altamente personalizado e com foco nos resultados.

Ao adotar a ISO 56002 como norteador para os processos de inovação, a empresa define suas metas, política e visão, canalizando todos os esforços para um único objetivo: aumentar a realização de valor.

E, um dos capítulos da norma fala justamente sobre a necessidade de criar programas de estímulo à geração de ideias pelas partes interessadas internas e externas. Indo além, a ISO reforça a necessidade de recompensar os inovadores, seja de forma financeira ou não-financeira, a fim de garantir que a inovação venha por todos os lados.

Dessa forma, a empresa terá mais quantidade de iniciativas, podendo gerar ainda mais qualidade para suas inovações.

De modo geral, o que a ISO 56002 reforça é a necessidade de desenvolvermos uma direção estratégia, com uma abordagem orientada por processos e indicadores capazes de mostrar se a empresa está no caminho certo ou se precisa fazer algum ajuste de rota.

Outro ponto fundamental é o desenvolvimento de uma cultura colaborativa, adaptativa e resiliente, capaz de tornar a instituição mais forte e preparada para lidar com as adversidades.

Quem simplesmente aposta todas as suas fichas na inovação aberta, ignora todo o potencial do público interno.

A inovação deve ser um processo intrínseco e horizontal para toda a empresa, não devendo ficar restrita a uma área, departamento, laboratório e muito menos às startups.

Afinal, santo de casa faz milagre sim. Ele só precisa que a gente se lembre e “reze” por ele.

* Alexandre Pierro é sócio-fundador da PALAS e um dos únicos brasileiros a participar ativamente da formatação da ISO 56.002, de gestão da inovação.

Fonte: InformaMídia



Startup lança jornada para quem quer deixar o consumo de carne e derivados

Healthtech Dei Um Tempo, reconhecida pela metodologia que apoia pessoas na mudança de hábitos indesejados, reúne especialistas e lança um programa especial para este público crescente.

Startup lança jornada para quem quer deixar o consumo de carne e derivados

Mais de 500 startups inscritas no “ilmpact”

Iniciativa do Innovation Latam em parceria com a Fundação Dom Cabral qualifica startups comprometidas com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável definidos pela ONU.

Mais de 500 startups inscritas no “ilmpact”

Startup de logística recebe aporte e investe em nova plataforma de compras de fretes

Everlog atende indústria, varejo e e-commerce e, ao completar cinco anos em 2021, amplia soluções e projeta dobrar de tamanho

Startup de logística recebe aporte e investe em nova plataforma de compras de fretes

Startup aposta em robôs para hiperautomatizar processos

Run2Biz se lançou no mercado dois dias antes da pandemia estourar, superou as dificuldades e hoje já concorre com gigantes internacionais.

Startup aposta em robôs para hiperautomatizar processos

Petrobras divulga 30 startups pré-selecionadas para edital de inovação

Candidatas disputarão, até o fim do ano, aportes para projetos em diferentes verticais tecnológicas.


Startup de contabilidade recebe Prêmio Empresa Brasileira do Ano 2021

Empresa é reconhecida pelas práticas de gestão e recebe honraria da Latin American Quality Institute.

Startup de contabilidade recebe Prêmio Empresa Brasileira do Ano 2021

Startup de saúde lança app de carteira digital de vacinas

Solução na nuvem permite centralizar e gerir todos os dados sobre as vacinas tomadas e a serem tomadas por familiares, funcionários e alunos.


Instituto Mauricio de Sousa e a startup Matraquinha fecham parceria

Ação visa levar mais informações sobre o autismo com o personagem André.

Instituto Mauricio de Sousa e a startup Matraquinha fecham parceria

Mobills lança comparador de cartão de crédito

A tecnologia permite que qualquer pessoa analise e compare mais de 67 opções de cartões de crédito existentes no mercado para entender qual mais se adequa ao seu perfil.

Mobills lança comparador de cartão de crédito

Mercur abre inscrições para Programa de Conexão com Startup

Iniciativa que integra o Projeto de Inovação da empresa tem inscrições abertas até o dia 3 de setembro.

Mercur abre inscrições para Programa de Conexão com Startup

MaxMilhas acelera retomada e compra startup no ramo de hotéis

A empresa faz sua primeira aquisição e acelera plano de diversificação em novas verticais do turismo.

MaxMilhas acelera retomada e compra startup no ramo de hotéis

Programa prepara startups mineiras para atraírem investimentos

Capital Empreendedor 2021 visa orientar e capacitar startups para se aproximarem e negociarem com investidores.

Programa prepara startups mineiras para atraírem investimentos