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Europeus querem incentivar carro elétrico

Europeus querem incentivar carro elétrico

04/05/2010 Divulgação

Infraestrutura para o abastecimento de veículos elétricos e normas uniformes para os veículos do futuro são as prioridades da UE na luta para reduzir emissões de CO2. Estratégia de 40 pontos foi apresentada em Bruxelas.

A Comissão Européia divulgou sua estratégia para a redução de emissões de veículos automotores. Uma das principais metas do comissário europeu de Transportes, Antonio Tajani, é o fomento a motores elétricos. No conjunto de 40 medidas sugeridas, a prioridade é montar uma rede de infraestrutura para o abastecimento de veículos elétricos e a criação de normas uniformes para os veículos do futuro. Enquanto na Ásia e nos Estados Unidos carros elétricos recebem fomento especial e são produzidos em série, na Europa nem existem padrões para a eletromobilidade. Por isso, ainda em 2010, a Comissão Européia pretende elaborar diretrizes para a segurança e para postos de abastecimento de veículos elétricos, a entrarem em vigor no próximo ano. "É preciso assegurar que os carros possam ser abastecidos não só à porta de casa, mas em toda a União Européia", exigiu o comissário europeu de Transportes, Antonio Tajani. Em dois anos, a montadora francesa Renault pretende ter instalada toda uma rede nacional de abastecimento de veículos elétricos. "Esperamos ter um padrão europeu ainda antes disso", salientou Tajani.

Fomento a motores mais econômicos

Em sua estratégia, no entanto, União Européia (UE) não opta por um tipo de motor para atingir a meta de reduzir suas emissões até 2050 entre 80% e 95% em relação a 1990. Por isso, será incentivado tanto o desenvolvimento de motores mais econômicos movidos a gasolina e óleo diesel, quanto o de tecnologias alternativas, como células de combustível. "Ao final, naturalmente é o mercado quem decidirá", estima o comissário europeu. Incentivos para a compra de veículos ecológicos, como o bônus fiscal introduzido na França, deverão ser mais bem coordenados pela Comissão Europeia. O trânsito de carros e caminhões é responsável por um quarto das emissões de CO2 na Europa. A porcentagem de carros elétricos nas ruas ainda é marginal, mas estudos apontam que até 2030 ela poderá crescer até 30%. Tajani deixou clara sua preferência por motores elétricos. "Essa tecnologia tem um potencial significativo para a solução radical de uma série de problemas", destacou o relatório de uma equipe de especialistas apresentado pelo comissário. Até 2012, a Comissão pretende certificar-se se carros elétricos representam algum tipo de risco, como, por exemplo, se seu funcionamento silencioso pode constituir uma ameaça para os pedestres.

Alto preço das baterias

Enquanto isso, em Berlim, a Confederação das Indústrias Eletrotécnicas da Alemanha reivindicou maiores esforços na pesquisa e solicitou apoio político. Para que carros elétricos se tornem mais atraentes, sugeriu incentivos à compra e ao uso dos veículos elétricos, como estacionamentos gratuitos. Por outro lado, a confederação vê como obstáculo o alto custo das baterias, mesmo se produzidas em massa: "Para um alcance de 150 quilômetros, já são 8.100 euros". Mesmo assim, uma pesquisa de opinião realizada na Alemanha indicou que carros elétricos são os veículos do futuro. Segundo 60% dos alemães, essa tecnologia substituirá os tradicionais motores de combustão, informou a Associação Alemã das Empresas de Informação (Bitkom), que encomendou a pesquisa.

Merkel convoca indústria para reunião

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, convocou representantes da indústria para um encontro de cúpula, quando deverá ser lançada uma plataforma para a eletromobilidade no país. Quatro grupos de trabalho serão incumbidos de desenvolver tecnologias de tração e armazenamento, assim como tomadas e infraestruturas uniformes para os tanques de eletricidade. A meta do governo e da indústria é criar condições para que "ao menos 1 milhão de carros elétricos circule pelas ruas da Alemanha até 2020". Uma das intenções do governo alemão é incentivar estados e municípios a incluírem veículos elétricos em suas frotas, mas o financiamento ainda está sendo discutido.

Ao mesmo tempo, pretende-se melhorar o balanço de missões de dióxido de carbono das montadoras através da dedução múltipla dos carros elétricos (veículos com menos de 50 gramas de emissão de CO2). Assim, ficaria mais fácil para as fábricas respeitar os limites impostos pela UE, que atualmente permite 130 gramas de CO2, como média para as frotas. A indústria automobilística promete investimentos de peso em tecnologias de baixa emissão de carbono, nos próximos dois anos. Fala-se em 40 bilhões de euros, grande parte dos quais, destinada aos carros elétricos.

Para mais informações acesse o site DW-World.



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