Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Capacitação é o principal gargalo da Web3 no Brasil

Capacitação é o principal gargalo da Web3 no Brasil

10/05/2023 Adriana Molha

O problema da capacitação no Brasil passa por um histórico do mercado, não sendo apenas uma questão relevante para a Web3.

Capacitação é o principal gargalo da Web3 no Brasil

Apesar do Metaverso e dos NFTs terem ganhado bastante espaço na mídia tradicional nos últimos tempos, os termos ainda não fazem parte do cotidiano da maioria das pessoas. Afinal, é natural que essas buzzwords como Blockchain, NFTs, IAs, levem parte da população - em especial no Brasil - a pensar que os assuntos envolvendo inovação pareçam ser restritos ao mundo das startups, sendo algo muito fora de suas alçadas. O que definitivamente não é verdade.

No entanto, existem poucos cursos brasileiros quando se trata da formação de profissionais para entender a nova geração de tecnologias e o mindset da Web3. As tecnologias não se resolvem sozinhas, sendo necessário desenvolver uma cultura baseada na identificação de problemas para então observar quais tecnologias - e suas respectivas combinações - nos ajudam a resolvê-los. A própria Web3 nasce a partir dos desafios da Web2: comunidades, propriedade, soberania de identidade, descentralização, entre outros.

O problema da capacitação no Brasil passa por um histórico do mercado, não sendo apenas uma questão relevante para a Web3. Estamos falando da escassez de desenvolvedores nas mais diversas áreas e também do movimento do quite quitting. Soma-se a isso a relutância das pessoas em pensarem sobre "tecnologia" para além de alguns setores. Os cursos atuais que abordam a temática da Web3 possuem o desafio da atualização, já que de forma geral, tecnologias estão sempre em expansão e a Web3 segue se desenvolvendo.

Por isso que quando falamos sobre capacitação tecnológica e, em especial, inovação a partir de ferramentas Web3, os Estados Unidos continuam sendo uma boa referência. O que não significa que o Brasil não seja um dos países mais avançados com suas bases tecnológicas e pautas sobre regulação e sandboxes como, por exemplo, o pioneirismo do nosso Banco Central nestas pautas. Ainda como referência nos Estados Unidos, por lá, as comunidades de Web3 já estão mais maduras, bem como os próprios cases de aplicação de Web3 por parte das grandes empresas nas áreas de Blockchain, Inteligência Artificial e até mesmo as propostas de regulamentação de ativos digitais por parte da SEC (CVM americana). 

De um lado, tem o Congresso Americano discutindo pautas de regulamentação e, do outro, o mercado financeiro com ventures capitals dedicando boa parte dos seus investimentos para startups que trabalhem com tecnologias disruptivas. Este casamento movimenta o espaço de capacitação, aliados às universidades americanas que estão sempre tentando buscar alinhamento mercadológico com as tendências ditadas pelo Vale do Silício. 

Por ser uma revolução de mindset que impacta a maneira com que vivemos e trabalhamos, acredito que os cursos universitários no geral deverão se adequar para incorporar conceitos da descentralização. Afinal, a temática Web3 é transversal, não se trata de especialização única. Assim, por se tratar de um ambiente propício ao conhecimento e à inovação, as universidades devem ser o lugar para o debate saudável da construção da Web3. 

Mas como a Web3 é um desejo que nasce da descentralização e da soberania dos dados do usuário, também existem movimentos independentes de comunidades dedicadas a expandir esse conhecimento. Como por exemplo, a Bankless, que é uma DAO dedicada à discussão das finanças descentralizadas e que possui o objetivo de empoderar sua comunidade a partir de conteúdos e encontros sobre o assunto.

Nesse sentido, o Brasil não está tão atrás, com várias comunidades que se dedicam a capacitar pessoas, seja por meio de talks no Discord, encontros no Twitter Spaces e eventos. Fora da bolha, centros de educação mais tradicionais também estão cada vez mais atentos à disrupção da Web3. A tendência no curto prazo é que cada vez mais universidades e demais instituições de ensino promovam esses encontros, tanto para atualizar seus alunos, quanto para testar a temática em suas ementas acadêmicas.

É por isso que grandes empresas já estão impulsionando experiências com Web3 e criando novos produtos. Algumas já até criaram produtos dedicados a projetos em Web3. Assim, essas mesmas empresas buscam profissionais que tenham conhecimento em determinados campos da Web3, para assim gerar uma capacitação interna. Até agora, a capacitação para Web3 fora da bolha tem sido uma ação top-down: empresas promovem o conhecimento entre seus funcionários. 

A boa notícia é que a própria comunidade da Web3 está se esforçando para atrair mais pessoas para este universo. A meu ver, não entender a Web3 seria como chegar em qualquer empresa e não saber utilizar a internet para enviar e-mails, por exemplo. Por isso, destaco o papel da literacia digital como o modo de sobrevivência no mercado de trabalho. Para não soar tão apocalíptica, friso que a Web3 é um espaço democrático de conhecimento e está mais ligada aos princípios de comunidade e desejos dos consumidores do que a um mundo de programação com zeros e uns. 

Por outro lado, o assunto Web3 ainda é bastante recente e precisamos entender que todas as revoluções tecnológicas possuem seu próprio ciclo. Além de estarmos conscientes de que as tecnologias avançam mais rápido do que nossa capacidade de absorvê-las e aplicá-las. É nesse momento que surge a responsabilidade para promovermos capacitação e tornar o acesso à internet e às informações um bem para todos. 

*Adriana Molha é fundadora da Go Digital Factory.

Para mais informações sobre Capacitação clique aqui...

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Entre para o nosso grupo de notícias no WhatsApp

Fonte: Seven PR



Melhores técnicas para humanizar seu conteúdo GPT de bate-papo em 2024

Quer humanizar seu texto escrito GPT? Leia este guia e colete todas as dicas e truques importantes que podem ajudá-lo a simplificar o texto robótico e ignorar as detecções avançadas….

Autor: Divulgação

Melhores técnicas para humanizar seu conteúdo GPT de bate-papo em 2024

Ferramenta gratuita vai revolucionar o ensino da ciência geológica

Seequent lança um aplicativo na web para ajudar a combater a escassez global de geocientistas.

Autor: Divulgação

Ferramenta gratuita vai revolucionar o ensino da ciência geológica

Por que a integração do OCR é essencial para locais de trabalho modernos?

O local de trabalho moderno prospera com eficiência e acessibilidade.

Autor: Divulgação

Por que a integração do OCR é essencial para locais de trabalho modernos?

Brasil registra R$ 3,5 bilhões em tentativas de fraude em 2023

No período, ocorreram 3,7 milhões de tentativas de fraudes, redução de 28,3% em relação ao ano anterior.

Autor: Divulgação

Brasil registra R$ 3,5 bilhões em tentativas de fraude em 2023

Desafios da proteção de dados e a fraude na saúde

Segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) R$34 bilhões dos gastos das operadoras médico-hospitalares com contas e exames, em 2022, foram consumidos indevidamente por fraudes,.

Autor: Claudia Machado


Como são as fraudes no Pix e o que os bancos precisam assegurar

Um dos métodos comuns envolve a criação de perfis falsos em aplicativos de mensagens ou redes sociais, além de outros.

Autor: Denis Furtado

Como são as fraudes no Pix e o que os bancos precisam assegurar

A importância da segurança cibernética na manufatura

Estimativas indicam que mais de 60% das empresas de manufatura esperam sofrer tentativas de ataques este ano.

Autor: Ricardo Macchiavelli

A importância da segurança cibernética na manufatura

Como evitar fraudes e vazamentos no WhatsApp

De acordo com dados do Prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente 2023, mais de 1 bilhão de interações pelo chat foram registradas no país.

Autor: Divulgação

Como evitar fraudes e vazamentos no WhatsApp

Como prevenir, detectar e combater eventuais ataques cibernéticos

O armazenamento de dados e informações em nuvem é uma solução rápida e eficaz para organizações de diferentes portes e ramos de atividade.

Autor: Wellington Monaco

Como prevenir, detectar e combater eventuais ataques cibernéticos

5 passos simples para se proteger na web em 2024

Em um relatório divulgado pela Kaspersky, o Brasil é o país mais afetado por golpes financeiros.

Autor: Paula Renata Nogueira de Souza,

5 passos simples para se proteger na web em 2024

Segurança digital e o tempo de reação

A crescente interconexão e dependência de tecnologia no mundo corporativo tornam organizações de todos os tamanhos suscetíveis a ataques cibernéticos.

Autor: Denis Furtado

Segurança digital e o tempo de reação

Inteligência em gestão de redes e segurança de dados

Abrimos o ano de 2024 com cenários mais complexos e desafiadores para segurança de dados, iniciando um novo capítulo na corrida contra a indústria do cibercrime.

Autor: Alexandre Armellini

Inteligência em gestão de redes e segurança de dados