Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Locadoras digitais e o ‘espectador sob demanda’

Locadoras digitais e o ‘espectador sob demanda’

17/06/2019 Jake Neto

A mudança de hábitos dos usuários está obrigando às empresas focadas em produção audiovisual a repensar sua estratégia.

Locadoras digitais e o ‘espectador sob demanda’

A tecnologia não muda apenas as interfaces da comunicação, hoje muito mais rápida, acessível, interativa e instantânea. Muda, também, os hábitos dos usuários, sejam eles por meio de computadores, tablets, smartphones e até de SmartTVs. O imediatismo passou a ser uma característica latente em grande parte da população global, fato que acaba refletindo diretamente no mercado de forma geral, principalmente, no consumo de produtos audiovisuais.

A busca por conteúdos de entretenimento e informações que consigam aliar qualidade, bons preços e a comodidade oferecida pelo VoD – Video On Demand (sigla comprobatória dos novos hábitos dos consumidores, que podem escolher ao que vão assisti e no horário mais conveniente à própria rotina) – geraram uma nova fórmula de negócios. Esta, por sua vez, fez emergir novas produtoras e obriga as mais tradicionais a se adaptarem ao “novo jeito de assistir TV”.

A “nova era tecnológica” nos faz viajar no tempo entre passado e futuro. É como se as videolocadoras tivessem migrado das ruas para abrir concorrência em nuvens e datacenters poderosos. E, além de continuarem oferecendo as mais diversificadas opções de inúmeros estúdios, ainda investem na produção de conteúdo próprio para atrair ao público.

Números também explicam tal fenômeno, cuja característica é uma mistura da relação causal com suas consequências. Em um Brasil onde o acesso à internet abrange 67% da população (dados do IBGE), uma pesquisa Video Viewers, da Google, mostra que 86% dos brasileiros assistem a vídeos na rede mundial de computadores. E outros 56% declaram consumir mais conteúdo via internet do que pela transmissão televisiva convencional. Ainda de acordo com o levantamento, nos últimos quatro anos, o consumo de vídeos pela web aumentou em exponenciais 135%. No mesmo período, o crescimento da TV tradicional foi dez vezes menos: 13%. Isso faz com que emissoras gigantescas, tais como a Rede Globo, invistam em conteúdo fora do ar, exclusivos para On Demand. Fator recente, pois, afinal, quem imaginaria isso cinco anos atrás?

A BKS, maior e mais antigo estúdio de dublagem das Américas, estabelecida em um mercado competitivo desde o final da década de 50, se reinventou e expandiu seus negócios: alinha-se a um planejamento para licenciamento de bens de consumo e busca parcerias para criação de novas formas de produção e distribuição de conteúdo em 50 territórios por todo o mundo. A empresa se estabeleceu quando ainda se trabalhava com rolos de fitas de 8mm. Hoje, é 100% digital e capaz de entender a forma de adequar os parceiros mais antigos à nova realidade e atender aos mais modernos com total know-how mercadológico.

Afinal, falamos sobre um público que deixou de ser linear. O espectador não está mais na audiência televisiva. Não espera mais “tal horário” para acompanhar “tal programação”. Pode começar a ver uma série de manhã, a caminho do trabalho, dentro do ônibus, por meio de tablet ou celular e continuar – de onde parou – à noite, na tela de uma Smart TV.

Os canais de televisão, em seus mais variados nichos, somados àqueles que veiculam programação específica de uma produtora/distribuidora – como MGM, Paramount e Warner, por exemplo –, portanto, devem buscar a modernização de seus negócios caso queiram sobreviver entre as “videolocadoras modernas”. Buscar parcerias, consultorias e profissionais para saírem da zona de conforto proporcionada pela digitalização do sinal das antenas e dos decodificadores em HD das operadoras de TV a cabo. Embora possuam, agora, imagens que chegam às residências com muito mais qualidade, ainda passam longe do objetivo de captar o “novo telespectador”, cada vez mais individualizado pelos próprios hábitos e gostos, migrante do convencional para o conteúdo sob demanda.

“Conteúdo de qualidade a qualquer hora e qualquer lugar” é o novo lema.

* Jake Neto é VP Global of Sales and Licensing no Studio BKS

Sobre a BKS

Se você assistiu a versões dubladas de grandes sucessos de Hollywood e de diversas outras nacionalidades nos últimos 61 anos provavelmente conhece a BKS. Desde 1958 a maior parte dos filmes, no Brasil, foi verbalmente apresentada com a frase “Versão brasileira: A.I.C., São Paulo”. E, desde 1961, uma voz conhecida anunciava: “versão brasileira: BKS.” A empresa tem mais de 60 anos de história e é uma das maiores fornecedoras mundiais de dublagem e legendagem para a indústria de entretenimento. Com escritórios e estúdios Miami (Flórida-EUA), São Paulo (SP-BRA) e Chennai, na Índia, oferece serviços de dublagem, voice over, legendagem, localização de conteúdo e pós-produção em português do Brasil, espanhol neutro, inglês, francês e italiano.

Fonte: BKS / wgo Comunicação



Como a revolução no-code está impactando as empresas

Como o desenvolvimento de ferramentas no-code não exige conhecimento técnico de seus criadores, elas se tornaram imprescindíveis para os negócios de milhões de empresas, principalmente no último ano.

Como a revolução no-code está impactando as empresas

Pandemia aumenta acesso da população a serviços bancários

Contas digitais já atendem 19% dos brasileiros.

Pandemia aumenta acesso da população a serviços bancários

‘Pode beber depois de vacinar’ foi a pergunta mais pesquisada no Brasil

De acordo com o Google a dúvida foi 36% mais pesquisada do que a segunda pergunta mais popular sobre o imunizante.

‘Pode beber depois de vacinar’ foi a pergunta mais pesquisada no Brasil

Oportunidades e desafios da regulação em telecomunicações

O blockchain ou tecnologia de cadeia de blocos é outro sistema que será impulsionado pelo 5G.

Oportunidades e desafios da regulação em telecomunicações

Twitter adiciona opção que permite denunciar fake news no Brasil

Rede social cita o fato de 2022 ser ano eleitoral.

Twitter adiciona opção que permite denunciar fake news no Brasil

Plataforma “Não Me Perturbe” fecha 2021 com 9,5 milhões de números cadastrados

Plataforma faz parte das medidas de autorregulação implantadas pelas operadoras de telecom e bloqueia números de celular e telefone fixo para não receber chamadas de telemarketing de telecom e bancos.

Plataforma “Não Me Perturbe” fecha 2021 com 9,5 milhões de números cadastrados

Qual será o futuro do mobile messaging?

Os celulares já se tornaram uma extensão dos nossos corpos.

Qual será o futuro do mobile messaging?

Transformação digital: os desafios de um novo modelo

Com a chegada da Quarta Revolução Industrial, organizações dos mais diferentes portes e setores estão encarando obstáculos de toda ordem para lidar com as novas demandas do consumidor.

Transformação digital: os desafios de um novo modelo

Brasileiros aprovam cartões de pagamento com biometria digital

Pesquisa revela que a maioria dos brasileiros adotaria o cartão de pagamento digital como forma de proteção contra fraudes.

Brasileiros aprovam cartões de pagamento com biometria digital

Os desafios e oportunidades da carreira de Cyber Security

Precisamos ter em mente que quanto mais tecnologias disponíveis, maiores serão as demandas por profissionais especializadas em cibersegurança.

Os desafios e oportunidades da carreira de Cyber Security

Quase 2022 e a importância do Machine Learning

Machine Learning (em português, o aprendizado da máquina) é uma tecnologia muito usada na atualidade e que tem sido aperfeiçoada nos últimos anos.

Quase 2022 e a importância do Machine Learning

Criptografia: entenda o segredo por trás do… segredo

Quem usa com muita frequência a internet certamente já navegou por algum site que traz uma mensagem parecida com esta: “esta página utiliza dados criptografados”.

Criptografia: entenda o segredo por trás do… segredo