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Como preparar nossas crianças para os empregos do futuro?

Como preparar nossas crianças para os empregos do futuro?

28/06/2019 Janaína Spolidorio

O que acontecerá com as crianças de hoje e que desempenharão funções do futuro.

Ouvimos muito falar nos “empregos do futuro”, no fato de que as crianças estudam hoje para desempenhar funções que nem existem ainda e que a escola tem que “prever” competências para os alunos se prepararem para esses empregos que ainda não existem.

Parcialmente verdade… Deixe eu me apresentar. Eu sou uma pessoa do passado, que cursou o Ensino Médio e Faculdade nos anos 90, desempenhei uma função que não tinha totalmente meu perfil e não ia de encontro com minhas necessidades como profissional durante anos e hoje ocupo destaque em uma ocupação considerada “do futuro”, tanto hoje quanto em minha “época” de estudante.

Produzo infoprodutos e sou de uma época em que nem internet existia para todos. Quando faço cursos de tecnologia e falo o que faço, nem os professores ou instrutores entendem de primeira o que estou falando. 

Sim, é confuso, mas é o que irá acontecer com as crianças de hoje e que irão desempenhar funções do futuro. Na verdade, sou a prova viva de que eles existem!

Sim, os empregos do futuro existirão, mas também sou a prova viva de que o que conta é o que você aprendeu antes de eles serem criados.

Veja a seguir algumas dicas de quem já passou por isso.

1. Seja competente!

As crianças precisam aprender a ser competentes no que fazem. Competência não tem área, não tem gênero, não tem cor, não tem idade. A competência vai além de tudo isso e estamos vivendo uma carência de competência atualmente – não só no Brasil, mas também em outros países.

Não podemos aceitar trabalhos do tipo “está bom assim”. Temos que ensinar a criança a perceber falhas e notar o que pode ser melhorado. Ensine também a comparar como estava antes e como ficou melhor, para que perceba a diferença. 

2. Escolha a área, não a profissão! Observe o que falta na área.

Área vai além de profissão. Eu optei pela área de educação, ou seja, humanas. Gosto de escrever, de elaborar, de pensar em novas maneiras de fazer algo. Sou da turma dos criativos. Sei que minha área precisa de inovação, assim como todas, mas com maior urgência.

Embora tenha escolhido a área de educação, tenho um pouco de formação em tecnologia, porque para o que eu desejava fazer somente a formação em outra área iria complementar. Vi em meu nicho uma necessidade e quem estava na área não supria, porque a formação era insuficiente.

Quando tiver visão das dores (o que falta) na área escolhida, a criança precisa descobrir como ter o que a complementará. As profissões do futuro vão sendo criadas e moldadas pelas pessoas. São as pessoas que precisam ter visão do que falta.

Por esse motivo é essencial que as crianças sejam ensinadas a perceber detalhes. Essa visão crítica para o que falta em determinada situação é uma competência atemporal. Não importa qual profissão terão, saber entender a situação e perceber o que é preciso para melhorar as preparará para as profissões do futuro, sejam elas quais forem.

3. Não dependa dos outros.

Autonomia é a palavra do hoje e do amanhã. Ela nos dá um poder impressionante que é a falta de necessidade de fatores externos para ter sucesso.

Parece fácil, mas não é. Desenvolver autonomia em uma pessoa é algo extremamente trabalhoso e complexo. Para que a pessoa tenha autonomia, é preciso ter competência e voltamos aqui para o primeiro item! Veja como tudo se encaixa e coexiste!

A autonomia permite que não nos prendamos em pensamentos de outras pessoas, que não dependamos de um empregador, que não fiquemos apáticos esperando que alguém cuide de nós. Isso tem tudo a ver com as profissões do futuro SEMPRE.

Como uma pessoa presa à ideia dos outros pode ter uma profissão do futuro? Não tem, a menos que alguém crie algo pronto para ela e automatize ou crie um método de trabalho, para ela dar conta.

Sendo assim, quando a pessoa assumir a profissão não será mais “do futuro”, terá um montão de gente fazendo aquilo e logo o mercado estará saturado. Quem se prende aos outros dificilmente consegue ter a visão aberta para novas oportunidades.

4. Evolua SEMPRE!

Evolução é a palavra final aqui neste artigo. Devemos ensinar as crianças a observarem para poderem notar o que falta. Conforme o tempo passa, pode ser que algo que esteja bom hoje não esteja amanhã e aí entra a evolução.

Não estar satisfeito neste caso significa não ser passivo e isso é ótimo! A necessidade de evolução torna a pessoa ativa, o que é sinônimo de constante aprendizado e novos sucessos.

Ainda na escola é possível mostrar como a evolução é importante. Nem todos os alunos percebem a evolução, tanto das coisas quanto própria. Registrar e mostrar evoluções ajuda a criar esta consciência de que tudo tem que mudar um dia e que o aluno pode ser agente da mudança.

Claro que há muito mais dicas que podem ser dadas para poder cultivar hoje nas crianças o que elas precisarão no amanhã, mas trabalhar com criticidade, observação de detalhes, autonomia e evolução já traz competência valiosíssimas para indivíduos mais estruturados e com maiores chances de sucesso. São habilidades que aumentam a autoestima e desenvolvem de maneira ímpar a criança!

* Janaína Spolidorio é pedagoga.

Fonte: EVCOM



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