Portal O Debate
Grupo WhatsApp


A despedida do guerreiro

A despedida do guerreiro

01/04/2011 Juan Quirós

O vice-presidente José Alencar despede-se dos brasileiros com um grande exemplo de coragem, inesgotável ânimo de lutar pela vida e as causas nas quais se acredita. Sem dúvida, entra para a história como um referencial de empreendedorismo na iniciativa privada, competência e visão moderna na gestão do setor público, ética e estoicismo.

Homem cuja sabedoria lhe poupou arroubos de vaidade, José Alencar desempenhou função muito importante no tocante ao avanço da economia brasileira: estabeleceu um canal mais fluido de comunicação entre a iniciativa privada e o Estado, contribuindo de modo significativo para a remoção de alguns obstáculos burocráticos e para que algumas medidas importantes para o crescimento do PIB fossem adotadas.

Sem jamais descumprir os compromissos de lealdade com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nos dois mandados aos quais foram eleitos por milhões de brasileiros para governar a Nação, José Alencar nunca permitiu que se descaracterizasse sua crença no empreendedorismo, na importância do empresariado, na livre iniciativa, na economia de mercado e na necessidade de se adotarem medidas voltadas ao estímulo do nível de atividade. Sempre que necessário e pertinente, defendeu a redução dos juros e a revisão do “Custo Brasil”. Sua presença no governo, sem dúvida, ajudou muito no sentido de se romperem anacrônicos paradigmas da interação entre governo e setor privado.

No primeiro mandato de Lula, José Alencar e Luiz Fernando Furlan, então ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), foram autênticos embaixadores dos setores produtivos perante o governo, cultivando uma abordagem arejada, moderna e de maior produtividade da máquina estatal. Exemplo prático e concreto dessa visão empresarial no governo foi o grande salto das exportações, por meio de um arrojado e bem-sucedido programa de comércio exterior. Participei e acompanhei isso de perto, como presidente da Apex Brasil.

Que a semente plantada por José Alencar continue gerando e multiplicando frutos no setor público, para que o Brasil possa contar com mais ações governamentais realizadas com a participação de empresários. Nesse sentido, temos muitos desafios pela frente, em especial na retomada das exportações, no resgate dos gargalos da infraestrutura, nos programas de fomento no âmbito do MDIC e nas obras relativas à Copa do Mundo de 2014 e Olimpíada de 2016. Neste momento de sua triste despedida, nosso grande vice-presidente nos deixa um legado de trabalho, probidade, coragem e de certezas quanto à eficácia e pertinência de ações coesas e sinergéticas do Estado e da sociedade na conquista do desenvolvimento.

* Juan Quirós é presidente do Grupo Advento e vice da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e da ABDIB (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base).



Os desafios de tornar a tecnologia acessível à população

Vivemos uma realidade em que os avanços tecnológicos passaram a pautar nosso comportamento e nossa sociedade.


O uso do celular, até para telefonar

Setenta e sete por cento dos brasileiros utilizam o smartphone para pagar contas, transferir dinheiro e outros serviços bancários.


Canto para uma cidade surda

O Minas Tênis Clube deu ao Pacífico Mascarenhas o que a cidade de Belo Horizonte deve ao Clube da Esquina; um cantinho construído pelo respeito, gratidão, admiração, reconhecimento, apreço e amor.


Como acaso tornou famoso notável compositor

Antes de alcançar a celebridade, e a enorme fortuna, Verdi, passou muitas dificuldades financeiras.


Gugu e a fragilidade da vida

A sabedoria aconselha foco no equilíbrio emocional e espiritual diante da fragilidade e fugacidade da vida.


Quando o muro caiu

O Brasil se preparava para o segundo turno das eleições presidenciais, entre o metalúrgico socialista Luís Inácio Lula da Silva e a incógnita liberal salvacionista Fernando Collor de Melo, quando a televisão anunciou a queda do muro de Berlim.


Identidade pessoal e identidade familiar

Cada família gesta a sua identidade, ainda que algumas vezes, de forma inconsciente.


Desprezo e ingratidão

Não sei o que dói mais: se a ingratidão se o desprezo.


A classe esquecida pelo governo

O fato é que a classe média acaba por ser a classe esquecida pelo governo.


O STF em defesa de quem?

A UIF, antigo COAF, foi criada como uma unidade do Ministério da Justiça (hoje, no BACEN) para fazer uma coisa muito simples: receber dos bancos notificações de que alguém teria realizado uma transação suspeita, anormal.


O prazer da leitura

Ao contrário do que se possa pensar, não tenho muitos amigos. Também não são muitos os conhecidos.


Desmoralização do SFT

A moralidade e a segurança jurídica justificam a continuidade da prisão em segunda instância. A mudança desta postura favorece a impunidade dos poderosos e endinheirados.