Portal O Debate
Grupo WhatsApp

A importância de ser alfabetizado em dois idiomas

A importância de ser alfabetizado em dois idiomas

13/11/2012 Cíntia Maria Falaschi

A comunicação móvel torna o mundo cada vez mais globalizado e saber falar inglês hoje é um pré-requisito e não mais um diferencial. Pensando no futuro dos filhos, muitos pais acham que é importante “internacionalizá-los” o mais cedo possível.

E, quanto maior a expectativa dos pais, mais cresce a procura por escolas bilíngues e internacionais e aumenta também o número de instituições que oferecem esses serviços. O primeiro passo a ser dado pelos que buscam esse tipo de educação é entender a diferença das propostas, pois uma escola bilíngue deve seguir as exigências do nosso Ministério da Educação e, portanto, ter currículo e calendário nacionais.

Já as escolas internacionais seguem os padrões de seus países de origem – embora algumas também já atendam aos requisitos da política educacional brasileira. Nas escolas bilíngues, as aulas são ministradas em português e na língua estrangeira, sendo, em geral, o número de aulas no idioma nativo ligeiramente maior.

O que a maioria delas propõe é um currículo forte e diferenciado que proporcione a imersão do aluno no idioma estrangeiro, a fim de que haja desenvolvimento natural da sua habilidade com a segunda língua. Nelas, os alunos têm contato com a cultura do outro país, com novas referências e metodologias de ensino internacionais. Já as escolas internacionais surgiram para atender à demanda de famílias estrangeiras residentes no Brasil, mas não são exclusivas para alunos estrangeiros.

Tanto que, atualmente, são compostas por um número maior de alunos brasileiros. O seu corpo docente é misto e o inglês não é apenas objeto de estudo, mas, sim, um instrumento diário de estudo. Geralmente, escolas assim exigem alguma proficiência em ambas as línguas na admissão do aluno. Nelas, há a coexistência paralela das duas línguas e culturas, com o objetivo de tornar a criança fluente em ambas e também capaz de perceber os contrastes linguísticos e diferenciar os valores culturais de cada uma delas.

É importante ressaltar que, se for alfabetizada em outro idioma, a criança não vai ter a sua identidade cultural abalada. Isso porque as preferências culturais se baseiam muito mais na percepção que ela tem das pessoas que a rodeiam, como pais, amigos e educadores. A construção de sua identidade cultural apóia-se nos valores atribuídos pela sociedade às línguas e culturas relacionadas a elas.

O alto custo das escolas internacionais e bilíngues pode ser um empecilho para muitos, que acabam optando por investir em uma escola convencional e em um curso de idiomas feito à parte. Essa opção também é válida se levarmos em conta que aprender outra língua é um processo complexo e muito individual e que, quando se fala em desenvolvimento infantil, tudo é muito variável.

Outra dúvida frequente é sobre a idade ideal para o ensino bilíngue. Estudos recentes confirmam que existe, sim, uma diferença na organização cerebral de quem é bilíngue desde cedo – antes dos 3 anos – e de quem aprendeu a segunda língua depois dos 10 anos, já alfabetizado na língua pátria. As tendências mais atuais indicam que na primeira infância o aprendizado é mais simples, sem esforço; o cérebro da criança é como uma esponja e ela, na fase da curiosidade, aprende brincando.

Portanto, se for possível, é bom começar cedo, mas sempre levando em conta que o ensino deve acontecer com naturalidade, respeitando o tempo da criança. Caso seja feita a opção pela educação internacional ou bilíngue, o essencial é ter em mente que o ritmo de aprendizado é próprio de cada pequeno. Portanto, não se deve exagerar nas cobranças nem haver sobrecarga de tarefas e tensão.

A criança deve estar à vontade e relaxada (sem alterações no sono e na alimentação), gostar de ir à escola e se divertir com seus colegas (sinais de boa adaptação) e também apresentar um desenvolvimento normal da linguagem, sem nenhum distúrbio aparente de aprendizado. É fundamental perceber que seu filho esteja feliz na escola, seja ela qual for.

Todos nós sabemos que bons costumes, valores e educação são e serão sempre motivos de destaque das pessoas, em qualquer lugar do mundo. Cada família deve controlar a sua ansiedade, pensar e refletir bastante sobre os valores que julga essenciais na escola dos filhos e também ponderar se a bagagem cultural que virá junto com a aquisição do segundo idioma encontra eco nos valores cultivados dentro do próprio lar.

* Cíntia Maria Falaschi é suporte pedagógico de língua inglesa do Ético Sistema de Ensino, da Editora Saraiva.



Brasil, amado pelo povo e dividido pelos governantes

As autoridades vivem bem protegidas, enquanto o restante da população sofre os efeitos da insegurança urbana.

Autor: Samuel Hanan


Custos da saúde aumentam e não existe uma perspectiva que possa diminuir

Recente levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que os brasileiros estão gastando menos com serviços de saúde privada, como consultas e planos de saúde, mas desembolsando mais com medicamentos.

Autor: Mara Machado


O Renascimento

Hoje completa 2 anos que venci uma cirurgia complexa e perigosa que me devolveu a vida quase plena. Este depoimento são lembranças que gostaria que ficasse registrado em agradecimento a Deus, a minha família e a vários amigos que ficaram ao meu lado.

Autor: Eduardo Carvalhaes Nobre


Argentina e Venezuela são alertas para países que ainda são ricos hoje

No meu novo livro How Nations Escape Poverty, mostro como as nações escapam da pobreza, mas também tenho alguns comentários sobre como países que antes eram muito ricos se tornaram pobres.

Autor: Rainer Zitelmann


Como a integração entre indústria e universidade pode trazer benefícios

A parceria entre instituições de ensino e a indústria na área de pesquisa científica é uma prática consolidada no mercado que já rendeu diversas inovações em áreas como TI e farmacêutica.

Autor: Thiago Turcato


Marcas de um passado ainda presente

Há quem diga que a infância é esquecida, que nada daquele nosso passado importa. Será mesmo?

Autor: Paula Toyneti Benalia


Quais são os problemas que o perfeccionismo causa?

No mundo complexo e exigente em que vivemos, é fácil se deparar com um padrão implacável de perfeição.

Autor: Thereza Cristina Moraes


De quem é a América?

Meu filho tinha oito anos de idade quando veio me perguntar: “papai, por que os americanos dizem que só eles vivem na América?”.

Autor: Leonardo de Moraes


Como lidar com a dura realidade

Se olharmos para os acontecimentos apresentados nos telejornais veremos imagens de ações terríveis praticadas por pessoas que jamais se poderia imaginar que fossem capazes de decair tanto.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


O aumento da corrupção no país: Brasil, que país é este?

Recentemente, a revista The Economist, talvez a mais importante publicação sobre a economia do mundo, mostrou, um retrato vergonhoso para o Brasil no que diz respeito ao aumento da corrupção no país, avaliação feita pela Transparência Internacional, que mede a corrupção em todos os países do mundo.

Autor: Ives Gandra da Silva Martins


O voto jovem nas eleições de 2024

O voto para menores de 18 anos é opcional no Brasil e um direito de todos os adolescentes com 17 ou 16 anos completos na data da eleição.

Autor: Wilson Pedroso


Um novo e desafiador ano

Janeiro passou. Agora, conseguimos ter uma ideia melhor do que 2024 reserva para o setor de telecomunicações, um dos pilares mais dinâmicos e relevante da economia.

Autor: Rafael Siqueira