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A moralização do Brasil é muito difícil

A moralização do Brasil é muito difícil

09/07/2019 Julio César Cardoso

Ser político no Brasil é um grande negócio, é como acertar na loteria, dadas as vantagens auferidas no presente e no futuro.

O ex-senador Delcídio Amaral, cassado em 2016, atualmente filiado ao PTC do Mato Grosso do Sul, aposentou-se como senador, abiscoitando à custa dos contribuintes o salário de R$ 11.500 mil. Delcídio foi o primeiro senador preso na Operação Lava-Jato.

O Brasil não tem jeito. Sempre será assim. O indivíduo ingressa na política para exercer mandato temporário, mas leva consigo recôndita a intenção solerte de tirar vantagem da coisa pública, lamentavelmente.

Ser político no Brasil é um grande negócio, é como acertar na loteria, dadas as vantagens auferidas no presente e no futuro.

Toda essa pouca-vergonha poderia ser evitada se a nossa Justiça fosse diligente e impedisse o saque contra o Erário para bancar a boa vida de muitos espertalhões.

Vejam, recentemente a apresentadora Xuxa Meneghel reivindicou e conseguiu receber a pensão militar deixada por seu pai, tenente-coronel do Exército, e está doando todo o valor para a mulher que viveu os últimos dias ao seu lado, de acordo com informações do colunista Léo Dias, do UOL. É uma vergonha que a Justiça ainda dê direito a que uma milionária faça uso de pensão de ex-militar.

Assim, como se pode ter esperança de um Brasil moralizado? Mas o movimento de moralização do país depende apenas de nós.

E para isso é necessário sermos resolutos em denunciar sempre os descaminhos e as indecências do país, protagonizados principalmente por políticos e governos indecorosos. Mas o comodismo da maioria tem contribuído para que o país jamais seja passado a limpo.

Enquanto segmentos sociais se beneficiam descaradamente da leniência de autoridades, de instituições e da própria lei, robustecendo o seu patrimônio, mais de treze milhões de pessoas estão desempregadas, endividadas, com fome e sem lares.

* Júlio César Cardoso é servidor federal aposentado.

Fonte: Júlio César Cardoso



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