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Aécio é capaz de vencer Dilma

Aécio é capaz de vencer Dilma

21/10/2014 Roberto Lacerda Barricelli

Conforme analisei pouco após a morte de Eduardo Campos, Marina Silva (PSB) segue com tendência de queda; errei só na quantidade de pesquisas que a mostraria à frente de Aécio Neves (PSDB), pois na época “chutei” três pesquisas, mas a onda da comoção que segurou Marina durou até a véspera deste primeiro turno das eleições presidenciais.

Enfim, este não é um artigo apenas para dizer: “meninos(as), eu vos avisei”. Minha vaidade não chega a tanto. Acredito na capacidade de Aécio Neves em vencer Dilma Rousseff (PT) no segundo turno. Alguns amigos publicaram que Marina é a única capaz disso, pois quem vota em Aécio não votará em Dilma, mas quem vota em Marina pode ser que ajude a reeleger a petista. Não é de todo errado esse pensamento, pois realmente, quem vota no tucano, não votará na “companheira”.

Contudo, deixa-se de fora (passa praticamente batido) a seguinte questão: “mas e os indecisos?”. Bem, pela lógica deve haver menos indecisos em um segundo turno entre dois candidatos, do que em um primeiro turno com diversos candidatos, sendo três “grandes”. O que penso é que tais indecisos estão (majoritariamente) entre Aécio e Marina, pois quem vota em Dilma, vota no PT, em Lula, é um voto ideológico, ou de cabresto moderno patrocinado pelo assistencialismo populista promovido nos últimos doze anos.

Ou seja, quem vota em Dilma, não tem dúvidas de em quem votará. Em um provável segundo turno entre Dilma e Aécio é mais provável que o tucano consiga a maioria dos votos que foram de Marina no primeiro turno e também da maioria (senão quase todos) os que votaram em branco, não foram votar ou votaram em qualquer outro candidato por indecisão, ou simplesmente para não dar o voto a Dilma e ao PT, mas (de novo) não saber em qual dos outros dois grandes votar.

A capacidade de Aécio em agregar os votos dos indecisos e de Marina no segundo turno (e até de muitos nanicos como Pastor Everaldo e até de Eduardo Jorge) me parece muito maior que a capacidade de Dilma de conseguir o mesmo. Muitos me dirão que (segundo as pesquisas mais recentes) bastaria Dilma ter de 4% a 6% dos votos que seriam de Marina e pronto, a petista se reelegeria. Novamente chamo a atenção ao fato de ignorarem os indecisos, que “sozinhos” representam 5% do total de votos, isso sem nos questionarmos: “quantos entre os 7% de brancos e nulos (de acordo com tais pesquisas) anularão ou votarão em branco por indecisão?”.

No segundo turno provavelmente haverá uma porcentagem maior de votos válidos, o que fazem os 44% a 46% de Dilma no primeiro turno valer menos no segundo turno, forçando-a a precisar de mais do que “meros” 4% a 6% de Marina e mais 1% ou 2% dos nanicos, dos quais no máximo consegue uma pequena fatia de Luciana Genro (PSOL) e, talvez, Zé Maria (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Eduardo Jorge (PV), mas “chuto” que mal chegará a 1% o que destes irá para Dilma, se confirmadas as porcentagens das pesquisas.

Há também o “fator debate”, que será decisivo entre os eleitores de Marina e os indecisos que estiverem balançando entre Dilma e Aécio e pode (talvez) tirar da candidata aquela minúscula parcela que nela vota por conformismo. Fala em “conversão” seria flutuar no campo da esperança e nada além, mas com um discurso bem alinhado, talvez (um misto de especulação e esperança agora), o tucano consiga “convencer” alguns daqueles eleitores que votam em Dilma pelo medo espalhado entre eles que o social-democrata acabará com Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, etc, a votar 45 no segundo turno.

Bem, considerando apenas o mais próxima da realidade, Aécio pode sim vencer Dilma em um provável segundo turno entre ambos, atraindo quase todos os votos que foram de Marina, dos indecisos e dos “conformistas”, em um cenário com número maior de votos válidos, onde a porcentagem inicial de Dilma seria menor que a porcentagem final do primeiro turno. Sem contar que em 20 dias de propaganda e mais uma série de debates na televisão, Aécio tem tudo para “descascar” Dilma perante a maioria do eleitorado brasileiro e destruir diversas falácias que o PT e seus aliados utilizam contra candidatos do PSDB e “de oposição” desde a época das privatizações até o Bolsa Família e outros miseráveis programas.

* Roberto Lacerda Barricelli é Jornalista, Assessor de Imprensa do Instituto Liberal e colunista do Clube Miss Rand, Clube Farroupilha e EPOCH TIMES.



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