Portal O Debate
Grupo WhatsApp

As eleições e os oportunistas

As eleições e os oportunistas

30/07/2010 Julio César Cardoso

As eleições estão próximas. O cabideiro de emprego está aberto, bem como o caminho que leva muitos oportunistas a desfrutar as glórias do poder, prestígios, salários confortáveis e outras mordomias pagas pelos contribuintes nacionais. Os novos e os velhos (reeleição) candidatos se apresentam com acenos educados e prometendo o que geralmente não cumprem.

Como o nosso sistema constitucional político não dá ao cidadão o direito de cassar diretamente os políticos indecorosos ou não cumpridores de suas promessas, podemos afirmar que, enquanto não for realizada uma ampla reforma política de repercussão constitucional, dando ao povo maiores poderes de interferência legislativa, os candidatos continuarão sendo eleitos pelo antidemocrático voto obrigatório e sem grandes compromissos com o eleitor. Ou seja, depois de eleitos, como sempre, dão uma costumeira banana ao povo brasileiro.

O voto é obrigatório - uma imoralidade constitucional -, mas você não é obrigado a jogar fora o seu voto, escolhendo qualquer um, se não tiver plena consciência da seriedade dos candidatos apresentados. Os candidatos oportunistas estão sempre de plantão tentando dar o bote no incauto eleitor. Em candidato ficha suja nem pensar. Procure informação sobre cada candidato Se você não tiver consciência da lealdade e seriedade dos candidatos, não os eleja. É um direito seu. Não seja tomado pelo apelo falacioso daqueles que pregam a obrigação de votar. O voto obrigatório não seleciona. Ele tem sido a causa da existência de grande parte de políticos corruptos.

O voto facultativo, sim, é o voto de qualidade, é o voto de povo desenvolvido, de cidadãos que exercem o seu poder de decisão por livre e espontânea vontade. No voto facultativo não existe moeda de troca de favores. Mesmo que você negue o seu voto a qualquer candidato, o seu direito posterior de poder criticar o mau comportamento de qualquer parlamentar está resguardado porque você continua sendo um contribuinte potencial da alta carga tributária brasileira, que vai pagar o salário e as benesses desses parlamentares. O político é um empregado do contribuinte nacional.

Enquanto persistir o sistema político caolho e de objetivo solerte do voto obrigatório, o nosso Parlamento continuará sendo palco de atores mambembes a rirem de nossa cara. O projeto de iniciativa popular Ficha Limpa, recentemente aprovado pelo Congresso Nacional, já é um sinal de bons ventos, e precisa avançar mais.

Assim, eleitor, no dia da eleição, diga não à reeleição de qualquer político. Política não é profissão, é mandato transitório. O Parlamento precisa de constante renovação. A continuidade de política parlamentar só tem causado prejuízo ao erário e à imagem do Congresso. O Parlamento não é refúgio de gente que não tem competência para se estabelecer na vida privada, ou que não tenha o que fazer na sua vida particular. Ninguém é insubstituível, inclusive políticas governamentais defendidas por alguns não podem servir de pretextos para tutelar candidata à Presidência da República sob a pretensiosa argumentação de continuidade de programas políticos indefectíveis, em flagrante desrespeito à capacidade de projetos políticos de outras agremiações partidárias.

* Julio César Cardoso - Bacharel em Direito e servidor federal aposentado



Senado e STF colidem sobre descriminalizar a maconha

O Senado aprovou, em dois turnos, a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) das Drogas, que classifica como crime a compra, guarda ou porte de entorpecentes.

Autor: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves


As histórias que o padre conta

“Até a metade vai parecer que irá dar errado, mas depois dá certo!”

Autor: Dimas Künsch


Vulnerabilidades masculinas: o tema proibido

É desafiador para mim escrever sobre este tema, já que sou um gênero feminino ainda que com certa energia masculina dentro de mim, aliás como todos os seres, que tem ambas as energias dentro de si, feminina e masculina.

Autor: Viviane Gago


Entre o barril de petróleo e o de pólvora

O mundo começou a semana preocupado com o Oriente Médio.

Autor: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves


Nome comum pode ser bom, mas às vezes complica!

O nosso nome, primeira terceirização que fazemos na vida, é uma escolha que pode trazer as consequências mais diversas.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


A Cilada do Narcisista

Nelson Rodrigues descrevia em suas crônicas as pessoas enamoradas de si mesmas com o termo: “Ele está em furioso enamoramento de si mesmo”.

Autor: Marco Antonio Spinelli


Brasil, amado pelo povo e dividido pelos governantes

As autoridades vivem bem protegidas, enquanto o restante da população sofre os efeitos da insegurança urbana.

Autor: Samuel Hanan


Custos da saúde aumentam e não existe uma perspectiva que possa diminuir

Recente levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que os brasileiros estão gastando menos com serviços de saúde privada, como consultas e planos de saúde, mas desembolsando mais com medicamentos.

Autor: Mara Machado


O Renascimento

Hoje completa 2 anos que venci uma cirurgia complexa e perigosa que me devolveu a vida quase plena. Este depoimento são lembranças que gostaria que ficasse registrado em agradecimento a Deus, a minha família e a vários amigos que ficaram ao meu lado.

Autor: Eduardo Carvalhaes Nobre


Argentina e Venezuela são alertas para países que ainda são ricos hoje

No meu novo livro How Nations Escape Poverty, mostro como as nações escapam da pobreza, mas também tenho alguns comentários sobre como países que antes eram muito ricos se tornaram pobres.

Autor: Rainer Zitelmann


Marcas de um passado ainda presente

Há quem diga que a infância é esquecida, que nada daquele nosso passado importa. Será mesmo?

Autor: Paula Toyneti Benalia


Quais são os problemas que o perfeccionismo causa?

No mundo complexo e exigente em que vivemos, é fácil se deparar com um padrão implacável de perfeição.

Autor: Thereza Cristina Moraes