Portal O Debate
Grupo WhatsApp

As lições que aprendemos com a pandemia

As lições que aprendemos com a pandemia

28/04/2020 Wagner Siqueira

O Brasil não pode ficar fora da Quarta Revolução Industrial por falta de brasileiros qualificados e pelo uso precário de tecnologias obsoletas de informação.

Quando me perguntam qual é a oportunidade de aprendizagens que esta crise do coronavírus possibilita à sociedade brasileira de sair da senda do “País do Futuro”, que nunca chega, e passar a ser o “País do Presente”, eu não respondo apenas com o lugar-comum que seja a educação e a assimilação imediata das tecnologias de ponta em fusão no mundo digital, no mundo físico e no mundo biológico.

O Brasil não pode ficar fora da Quarta Revolução Industrial por falta de brasileiros qualificados e pelo uso precário de tecnologias obsoletas de informação.

Aliás, o home office no Brasil, intensivamente utilizado neste momento de coronavírus, é caricato: governos nem empresas, em sua imensa maioria, estão preparados para o mundo digital que a modalidade exige. Em geral, ficamos em videoconferência e em troca de e-mails e de mensagens pelo whatsapp.

Estamos sempre adiando a implantação de tecnologias de ponta: ora pela ilusão nacionalista oriunda dos tempos do regime militar em que faríamos os nossos próprios hardwares e softwares, ora pela resistência aos telefones celulares, ora pela discriminação contra a fibra ótica. E por aí vai.

Agora, resistimos à implantação da tecnologia 5G, quando nem conseguimos ainda universalizar o sistema 4G. O 5G no Brasil será americano ou chinês? É um tema eminentemente técnico, de alto interesse do país, passa a ser contaminado por credos e ideologias políticas.

Pelas idas e vindas, pelo “andar da carruagem” das indecisões nacionais, na melhor das hipóteses, só vamos começar a implantar a tecnologia 5G no Brasil a partir do ano 2022/2023. Continuaremos crescendo à velocidade do carro de boi enquanto a tecnologia avança à velocidade orbital.

Agora a história se repete como farsa e como tragédia: antes, ficamos fora da Primeira Revolução Industrial, exatamente, porque não fomos capazes, como nação, de assimilar, em extensão e profundidade, nos séculos XVIII e XIX, a educação universalizada e as tecnologias desenvolvidas à época. Ficamos a reboque da história.

O Brasil vive hoje uma crise total de sua economia. E não apenas agora decorrente da paralisação quase absoluta da economia mundial com a pandemia.

Nos últimos 45 anos, desde as crises do petróleo em 1973/1974, só crescemos de forma mais substancial nos governos FHC, com o plano real, e no primeiro governo Lula.

E mesmo assim, em taxas bem inferiores ao crescimento que o Brasil teve ao longo do Século XX até a terrível crise do petróleo de 73/74. Não há o que falar em década perdida, pois são décadas de decadência e de desempenhos pífios.

A única exceção é o agronegócio brasileiro - principalmente liderado por São Paulo e pela região do Centro-Oeste. O desempenho é tão espetacular que já alcançamos hoje o segundo e o primeiro lugares em produção agroindustrial em todo o mundo: grãos e frutas, pecuárias bovinas e de frango, suínos e de peixes.

Há um país que dá certo, que é o nosso agronegócio! E por isso, continuamos mantendo a invejável posição de uma das 10 maiores economias do mundo.

Mas você me pergunta como tirar proveito da crise do coronavírus? É preciso aprender com a experiência. E experiência não é o que acontece com a gente, mas o que a gente faz com o que acontece com gente.

Para mim, acima de todas, a mais relevante dimensão que deve ser superada não é o vírus, que será dentro em pouco vencido pela ciência: tanto com remédios específicos que vão curar os infectados como pela descoberta da vacina que vai evitar a infecção.

O nosso maior inimigo são os nossos próprios demônios, que infeccionam o povo e as nossas elites. Santiago Dantas dizia que “o povo enquanto povo cumpre o seu papel, mas as elites enquanto elites não cumprem o seu papel.”

A atual realidade brasileira nega essa assertiva do ilustre político e intelectual.

* Wagner Siqueira é diretor-geral da Universidade Corporativa do Administrador (UCAdm), conselheiro federal do Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro (CRA-RJ) e membro do conselho de administração do CIEE-RJ.

Fonte: Agência Drumond



Cotas na residência médica: igualdade x equidade

Um grande amigo médico, respeitado, professor, preceptor de Residentes Médicos (com letras maiúsculas), indignado com uma reportagem publicada, em periódico do jornal Estado de São Paulo, no dia 05 do corrente mês, enviou-me uma cópia, requestando que, após a leitura, tecesse os comentários opinativos.

Autor: Bady Curi Neto


O impacto das enchentes no RS para a balança comercial brasileira

Nas últimas semanas, o Brasil tem acompanhado com apreensão os estragos causados pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

Autor: André Barros


A força do voluntariado nas eleições

As eleições de 2022 contaram com mais de 1,8 milhão de mesários e mesárias, que trabalharam nos municípios de todo o país. Desse total, 893 mil foram voluntários.

Autor: Wilson Pedroso


A força da colaboração municipal

Quando voltamos nossos olhares para os municípios brasileiros espalhados pelo país, notamos que as paisagens e as culturas são diversas, assim como as capacidades e a forma de funcionamento das redes de ensino, especialmente aquelas de pequeno e médio porte.

Autor: Maíra Weber


As transformações universais que afetam a paz

Recentemente a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) aprovou projeto proposto pelo governo estadual paulista para a criação de escola cívico-militar.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Por um governo a favor do Brasil

A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, constitui-se em estado democrático de direito e tem como fundamentos a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho, da livre iniciativa e do pluralismo político.

Autor: Samuel Hanan


Coração de Stalker

Stalking vem do Inglês e significa Perseguição. Uma perseguição obsessiva, implacável, com envolvimento amoroso e uma tentativa perversa de controle.

Autor: Marco Antonio Spinelli


Na crise, informação

“Na gestão da crise, é muito importante a informação.” Com esta sentença afirmativa, o governador do Rio Grande do Sul abriu sua participação no Roda Viva, da TV Cultura.

Autor: Glenda Cury


Hiperconectividade: desafio ou poder da geração Alpha?

Qual adulto diante de um enigma tecnológico não recorreu ao jovem mais próximo? Afinal, “eles já nasceram com o celular!”.

Autor: Jacqueline Vargas


Governar não é negar direitos para distribuir favores

Ao se referir a governos, o economista e escritor norte-americano Harry Browne (1917/1986) disse que o governo é bom em uma coisa.

Autor: Samuel Hanan


Roubos de credenciais desviam 15 milhões da União

Nos últimos dias, a imprensa noticiou o desvio de valores do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), do Ministério da Fazenda.

Autor: Diego Muniz


Escola cívico-militar, civismo e organização…

São Paulo teve o desprazer de assistir um grupo de jovens que se dizem secundaristas invadir o plenário da Assembleia Legislativa e parar a sessão com o propósito de impedir a votação do projeto, de autoria do governador, que institui a escola cívico-militar.

Autor: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves