Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Autobiografias: revelações das experiências em família

Autobiografias: revelações das experiências em família

12/06/2019 Acedriana Vicente Vogel

A curiosidade de muitas pessoas sobre a (auto) biografia de personalidades tem se tornado cada vez mais crescente, nos últimos anos.

Talvez por ser um exercício literário que revele e eternize o percurso de uma vida. Foi exatamente isso que fez Miguel Nicolelis, um cientista brasileiro, que ao escrever o livro para defender a sua teoria sobre o cérebro, utilizou a sua trajetória de vida como marcação de compasso para o enredo da sua busca apaixonada por explicar, mais e melhor, o funcionamento da mente humana.

De fato, a vitalidade daquilo que sabemos tem sua energia qualificada e sustentada naquilo que somos. A grande descoberta desse revolucionário foi provar a plasticidade do cérebro e a sua ação democrática, colocando por terra a hipótese anterior de que cada parte do cérebro respondia por uma função específica.

Isso, em uma medida, confirma que pensamos e agimos de forma singular e interconectada com a história impressa em nossos circuitos neurais e explica a impossibilidade de construir padrões de respostas para a coletividade humana.

Quantos de nós já nos perguntamos: como podem dois irmãos, nascidos do mesmo pai e da mesma mãe, que tiveram a mesma criação, ser tão diferentes?

O encanto da singularidade de cada filho exige um olhar cuidadoso de cada adulto responsável. Gestos, palavras e atitudes são decodificadas internamente, por meio de sinais elétricos, de uma série de neurônios, simultânea e involuntariamente, conectados às impressões peculiares de cada história, gerando interpretações diferentes das intenções iniciais do que se pretendeu comunicar.

Quando se observa a história de uma vida, não há como omitir a importância das referências humanas, formadoras ou deformadoras dessa biografia.

Dessa maneira, algumas perguntas inquietam: como cada adulto da família seria revelado na (auto) biografia do seu filho? Quais os desdobramentos que os capítulos iniciais de uma história podem representar em outras fases da vida, por mais plástico e democrático que o cérebro seja? Projetamos a vida adulta dos filhos de tal forma que eles compreendam o sentido das ações de hoje e as suas respectivas consequências?

Uma situação tem se tornado comum na vida adulta: pessoas são admitidas para o trabalho pela sua competência técnica, experiência e titulações e demitidas por sua inabilidade na convivência e/ou por sua fragilidade ética, ambas as situações construídas, desde a mais tenra idade, nas vivências familiares.

Há culpados nesse processo? A legislação brasileira define a culpa como negligência, imprudência ou imperícia do responsável. Logo, teoricamente, não há espaço para descuido, nem desatenção quando respondemos por um menor dependente. Não há um dia sequer que deixamos de escrever a nossa história e marcar a história dos quais temos o privilégio de conviver.

São marcas aparentes ou invisíveis, mas todas impressas, que acontecem sem retóricas sofisticadas, por meio de simples ensinamentos, capturados nas pequenas atitudes frequentes de quem se propõe a ser referência.

Representar uma forte referência exige o exercício diário de ser duro com os fatos e suave com as pessoas, a fim de afastar as possibilidades de negligência, imprudência ou imperícia e dirimir, com isso, o sentimento de culpa – uma patologia cada vez mais presente nas famílias modernas e, consequentemente, nos registros (auto) biográficos.

* Acedriana Vicente Vogel é diretora pedagógica da Editora Positivo. 

Fonte: Central Press



O efeito pandemia nas pessoas e nos ‘in-app games’

É fato que a Covid-19 balançou as estruturas de todo mundo, trazendo novos hábitos, novas formas de consumir conteúdo, fazer compras… E, claro, de se entreter.


A violência e o exemplo dos parlamentos

O péssimo exemplo que os políticos, em geral, dão nos parlamentos, insultando, ridicularizando os antagonistas, leva, por certo, a população a comportar-se de modo semelhante.


Brasileiro residente no exterior, por que fazer um planejamento previdenciário?

É muito comum no processo emigratório para o exterior ter empolgação e expectativas sobre tudo o que virá nessa nova fase da vida.


LGPD: é fundamental tratar do sincronismo de dados entre todas as aplicações

Se um cliente solicita alteração nos dados cadastrais ou pede a sua exclusão da base de dados que a empresa possui, o que fazer para garantir que isso ocorra em todos os sistemas e banco de dados que possuem os dados deste cliente ao mesmo tempo e com total segurança?


As gavetas que distorcem a vida política do país

Finalmente, está marcada para terça-feira (30/11), na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a sabatina do jurista André Mendonça, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para ocupar a vaga decorrente da aposentadoria do ministro Marco Aurélio, no Supremo Tribunal Federal.


O novo normal e a justiça!

Não restam dúvidas que o avanço tecnológico veio para melhorar e facilitar a vida das pessoas.


Repousar de fadigas, livrar-se de preocupações

O dicionário diz que descansar é repousar de fadigas, livrar-se de preocupações.


O fim da violência contra a mulher é causa de direitos humanos

O dia 25 de novembro marca a data internacional da não-violência contra as mulheres.


A primeira romaria do ano em Portugal

A 10 de Janeiro – ou domingo mais próximo dessa data, dia do falecimento de S. Gonçalo, realiza-se festa rija em Vila Nova de Gaia.


Medicina Preventiva x Medicina Curativa

A medicina curativa domina o setor de saúde e farmacêutico. Mas existe outro tipo de cuidado em crescimento, chamado de Medicina Personalizada.


A importância da inovação em programas de treinamento e desenvolvimento

O desenvolvimento de pessoas em um ambiente corporativo é um grande desafio para gestores de recursos humanos, principalmente para os que buscam o melhor aproveitamento das habilidades de um time através do autoconhecimento.


Por que o 13º salário gera “confiança” nos brasileiros?

O fim do ano está chegando, mas antes de pensar no Natal as pessoas já estão de olho no 13º salário.