Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Autoridade e autoritarismo, democracia e demagogia nas organizações

Autoridade e autoritarismo, democracia e demagogia nas organizações

04/03/2021 Roberto Rafael Guidugli Filho

Gerenciar é uma arte, mas também pode ser assimilada como um conjunto de técnicas e métodos que visam buscar resultados.

Nessa dicotomia entre a arte e a ciência, o gerente, muitas vezes, se defronta com o tênue limite entre exercer a sua autoridade e ser autoritário. É como se estivesse tentando manter o equilíbrio sobre um fio de arame.

A autoridade é um conjunto explícito de regras que delimita o campo de ação do gerente e que permite que o mesmo atue na busca da eficiência, do fazer mais com menos e da eficácia para obter as respostas esperadas de suas ações gerenciais.

Muitas empresas possuem essa autoridade descrita no perfil das funções exercidas por seus colaboradores, propiciando um ambiente equilibrado e produtivo.

Outras, no entanto, contam com o bom senso ou deixam correr solto e o caos gerencial se instala. Frases como “não me traga problemas”, “isso não é comigo” ou “cumpro a minha parte e basta” são típicas nessas organizações.

A autoridade depende diretamente do nível de conhecimento do profissional que ocupa o posto de gerência e da clareza de sua posição na pirâmide hierárquica da organização, conforme preconizou sabiamente o escritor e consultor administrativo Peter Drucker.

Não há dúvida de que mesmo nas organizações mais descontraídas – hierarquicamente falando –, alguém em algum momento tem que dar a palavra final. Trabalhar com liberdade, autonomia e descontração não exime ninguém de exercer a sua autoridade.

Talvez pela nossa experiência histórica recente, a autoridade é vista como sinônimo de autoritarismo, um equívoco que tem causado muitos prejuízos em todas as áreas.

O autoritarismo ao contrário da autoridade está no campo da barbárie, onde não há respeito aos limites do gerenciamento, o que acaba contaminando de modo pernicioso as organizações.

No equilíbrio entre autoridade e autoritarismo, duas personagens participam da contradança: a democracia e a demagogia. A prática de uma gestão democrática nas organizações, não exclui o exercício da autoridade.

Em situações democráticas como o trabalho em equipe, são extremamente salutares a troca de ideias e o estímulo à criatividade, mas o gerente precisa e deve decidir, nem que seja pelo voto de minerva.

No entanto, quando esse gerente tem a autoridade para decidir e resolve consultar a equipe, temos o exercício danoso da demagogia. Geralmente, este tipo de profissional é visto como o gerente legal, que busca se dar bem com todos.

Entretanto, gerente não é candidato a miss simpatia, ele é responsável por produzir resultados, cumprir metas e isso exige o exercício da autoridade.

Quando o general George S. Patton assumiu o comando do exército americano no norte da África, encontrou uma situação anárquica e no exercício da sua autoridade, restabeleceu a ordem e venceu os nazistas.

Na época em que conduzia as tropas na linha de frente das batalhas, o general exercia um nível a mais de sua autoridade, colocando em prática a sua liderança. Esse comportamento contribuiu para que os soldados o admirassem ainda mais.

No entanto, quando um soldado foi esbofeteado na enfermaria, sob a alegação de que estava com medo de ir ao campo de batalha, o general Patton desceu ao lúgubre ambiente do autoritarismo e pagou caro por isso, sendo afastado do comando do exército americano.

A linha entre autoridade, autoritarismo, democracia e demagogia é tênue, mas hoje podemos contar com várias técnicas e métodos para caminharmos de forma equilibrada sobre esse fio de arame. Contudo, esse assunto é para uma outra oportunidade.

* Roberto Rafael Guidugli Filho é professor da Faculdade de Administração Milton Campos, mestre em engenharia de produção e especialista em engenharia econômica.

Para mais informações sobre gerente clique aqui…

Fonte: Naves Coelho Comunicação



Proliferação de municípios, caminho tortuoso

Este é um ano de eleições municipais no Brasil. Serão eleitos 5.570 prefeitos, igual número de vice-prefeitos e milhares de vereadores.

Autor: Samuel Hanan


“Vaquinha virtual” nas eleições de 2024

A campanha para as eleições municipais de 2024 ainda não foi iniciada de fato, mas o financiamento coletivo já está autorizado.

Autor: Wilson Pedroso


Cotas na residência médica: igualdade x equidade

Um grande amigo médico, respeitado, professor, preceptor de Residentes Médicos (com letras maiúsculas), indignado com uma reportagem publicada, em periódico do jornal Estado de São Paulo, no dia 05 do corrente mês, enviou-me uma cópia, requestando que, após a leitura, tecesse os comentários opinativos.

Autor: Bady Curi Neto


O impacto das enchentes no RS para a balança comercial brasileira

Nas últimas semanas, o Brasil tem acompanhado com apreensão os estragos causados pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

Autor: André Barros


A força do voluntariado nas eleições

As eleições de 2022 contaram com mais de 1,8 milhão de mesários e mesárias, que trabalharam nos municípios de todo o país. Desse total, 893 mil foram voluntários.

Autor: Wilson Pedroso


A força da colaboração municipal

Quando voltamos nossos olhares para os municípios brasileiros espalhados pelo país, notamos que as paisagens e as culturas são diversas, assim como as capacidades e a forma de funcionamento das redes de ensino, especialmente aquelas de pequeno e médio porte.

Autor: Maíra Weber


As transformações universais que afetam a paz

Recentemente a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) aprovou projeto proposto pelo governo estadual paulista para a criação de escola cívico-militar.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Por um governo a favor do Brasil

A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, constitui-se em estado democrático de direito e tem como fundamentos a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho, da livre iniciativa e do pluralismo político.

Autor: Samuel Hanan


Coração de Stalker

Stalking vem do Inglês e significa Perseguição. Uma perseguição obsessiva, implacável, com envolvimento amoroso e uma tentativa perversa de controle.

Autor: Marco Antonio Spinelli


Na crise, informação

“Na gestão da crise, é muito importante a informação.” Com esta sentença afirmativa, o governador do Rio Grande do Sul abriu sua participação no Roda Viva, da TV Cultura.

Autor: Glenda Cury


Hiperconectividade: desafio ou poder da geração Alpha?

Qual adulto diante de um enigma tecnológico não recorreu ao jovem mais próximo? Afinal, “eles já nasceram com o celular!”.

Autor: Jacqueline Vargas


Governar não é negar direitos para distribuir favores

Ao se referir a governos, o economista e escritor norte-americano Harry Browne (1917/1986) disse que o governo é bom em uma coisa.

Autor: Samuel Hanan