Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Como educar crianças mimadas?

Como educar crianças mimadas?

13/07/2017 Lilian Zolet

O tripé da educação está em três pilares – o afeto, o limite e o lazer.

Engana-se quem acha que o comportamento de certas crianças não tem nada relacionado ao modo como vivem no ambiente familiar.

Filhos podem desenvolver o autoritarismo por conta da postura inadequada dos próprios pais. Em meu livro, “Síndrome do Imperador – Entendendo a mente das crianças mandonas e autoritárias”, recentemente lançado, pontuo fatores que contribuem para que as crianças se tornem pequenos agressivos e dou soluções para ajudar educadores na criação de seus filhos.

Primeiramente, é necessário destacar que os pais não podem dar atenção de menos e nem demais. Outro ponto importante é saber que as crianças também têm deveres e direitos, por isso, tenha em sua casa regras e horários estabelecidos.

Com ampla experiência em terapia cognitivo-comportamental, posso dizer que uma das soluções é utilizar técnicas como deliberar tarefas aos pequenos: guardar seus próprios brinquedos, ajudar a fazer a lista do supermercado, ter horário para brincar, fazer o dever e ficar em família.

Isso gera responsabilidade às crianças e os incentiva a serem autônomos desde cedo. Para pais superprotetores, pode ser difícil, mas é uma etapa essencial. Quando atendemos todos os desejos de nossas crianças, elas podem criar um esquema mental de merecimento ou grandiosidade.

Por exemplo, quando fazem birra para ganhar um presente ou quando tomam posse de um brinquedo, dizendo “esse brinquedo é meu”, os pais devem corrigir o comportamento na hora, pois dando a eles o que querem apenas para cessar a birra farão com que achem que sempre que fizerem aquilo, irão ganhar o que desejam. Outro erro, que vai de encontro a esse, é deixá-los de castigo.

Castigar não é uma opção viável por seu caráter de vingança. Isso só irá estremecer a relação entre pais e filhos, sem que a criança tire algo de aprendizado. Ao invés de dizer “você tirou nota baixa, não vai sair por um mês”, tente “se você não estudar por uma hora, não vai poder jogar videogame hoje”.

Já a ausência de reforço positivo, ou seja, não reconhecer ou elogiar quando o filho faz algo bom, também prejudica no processo de educar. Quando a criança é desobediente e faz algo positivo, os pais devem valorizar aquele comportamento, caso contrário ela irá acreditar que nada adianta se esforçar, já que não recebe o devido reconhecimento.

Outro caso comum que vejo em minha vasta experiência com atendimento a famílias é pais brigarem e xingarem na frente de seus filhos. Do que adianta dar uma bronca por um comportamento que ele está replicando e vendo como exemplo na postura de seus próprios familiares?

É importante ter em mente que pais com ausência de limites, com posturas rígidas ou até mesmo que demonstram falta de envolvimento com os filhos são indicadores para a criação de pequenos imperadores.

Qual tipo de pai, então, seria o ideal? Os chamados “pais recíprocos”. Eles cooperam com os filhos, compartilham suas decisões, têm limites definidos, coerência na educação e conseguem manter um relacionamento aberto com as crianças.

O ideal é equilibrar dois fatores: a recompensa pelo bom comportamento e a punição adequada pelo comportamento indesejado, tudo isso dentro de um ambiente terno e carinhoso. Costumo dizer que o tripé da educação está em três pilares – o afeto, o limite e o lazer.

* Lilian Zolet é psicóloga e fisioterapeuta formada pela Faculdade União das Américas (UNIAMÉRICA), e especialista em Saúde Pública e da Família e em Terapia Cognitivo-Comportamental pelo Instituto Paranaense de Terapia Cognitiva (IPTC).



O que esperar do mercado imobiliálio em 2024

Após uma forte queda em 2022, o mercado imobiliário brasileiro vem se recuperando e o ano de 2023 mostrou este avanço de forma consistente.

Autor: Claudia Frazão


Brasileiros unidos por um sentimento: a descrença nacional

Um sentimento – que já perdura algum tempo, a propósito - toma conta de muitos brasileiros: a descrença com o seu próprio país.

Autor: Samuel Hanan


Procurando o infinito

Vocês conhecem a história do dragãozinho que procurava sem parar o infinito? Não? Então vou te contar. Era uma vez….

Autor: Eduardo Carvalhaes Nobre


A reforma tributária é mesmo Robin Hood?

O texto da reforma tributária aprovado no Congresso Nacional no fim de dezembro encerrou uma novela iniciada há mais de 40 anos.

Autor: Igor Montalvão


Administrar as cheias, obrigação de Governo

A revolução climática que vemos enfrentando é assustadora e mundial. Incêndios de grandes proporções, secas devastadoras, tempestades não vistas durante décadas e uma série de desarranjos que fazem a população sofrer.

Autor: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves


Escravidão Voluntária

Nossa única revolução possível é a da Consciência. Comer com consciência. Respirar com consciência. Consumir com consciência.

Autor: Marco Antonio Spinelli


Viver desequilibrado

Na Criação, somos todos peregrinos com a oportunidade de evoluir. Os homens criaram o dinheiro e a civilização do dinheiro, sem ele nada se faz.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Mar Vermelho: o cenário atual do frete marítimo e seus reflexos globais

Como bem sabemos, a crise bélica no Mar Vermelho trouxe consigo uma onda de mudanças significativas no mercado de frete marítimo nesse início de 2024.

Autor: Larry Carvalho


O suposto golpe. É preciso provas…

Somos contrários a toda e qualquer solução de força, especialmente ao rompimento da ordem constitucional e dos parâmetros da democracia.

Autor: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves


Oportunidade de marketing ou marketing oportunista?

No carnaval de 2024, foi postada a notícia sobre o "Brahma Phone" onde serão distribuídas 800 unidades de celulares antigos para os participantes das festas de carnaval.

Autor: Patricia Punder


O gato que caiu dentro das latas de tinta

Todas as histórias começam com Era uma Vez… A minha não vai ser diferente.

Autor: Eduardo Carvalhaes Nobre


Apesar da polarização radical, brasileiros não abrem mão da Democracia

Desde as eleições presidenciais de 2018, temos percebido a intensificação da polarização política no país, com eleitores cada vez mais divididos.

Autor: Wilson Pedroso