Portal O Debate
Grupo WhatsApp


Cotas sociais para ingresso em universidades

Cotas sociais para ingresso em universidades

18/05/2012 Maria Christina Toledo Simões

Não é difícil perceber o quanto um país com as dimensões do nosso Brasil, cujas diretrizes políticas apontam para a democratização da educação, precisa de esforços coletivos que contribuam para a realização de ações concretas nessa direção.

A sociedade brasileira vive hoje um dos momentos mais significativos de aceleração do processo de desenvolvimento nacional. Contudo, como esse fato não ocorre de forma isolada e o desenvolvimento traz consigo consequências muitas vezes nocivas à vida, torna-se necessária a adoção de políticas sustentáveis, cujo caráter deve ser, acima de tudo, o da valorização de todas as formas de vida existentes no ecossistema, em destaque para a vida humana.

Pensar em qualidade de vida para a humanidade significa pensar em questões que preservem a vida, não somente em termos da integridade ambiental, mas em termos da complexa interrelação existente entre diversos setores e que envolvem situações relacionadas à pobreza, ao consumo, à saúde, à moradia, aos conflitos e à violação dos direitos.

Entre os direitos previstos constitucionalmente para o cidadão está o da educação de qualidade para todos. Nessa perspectiva, a criação de oportunidades para o pleno exercício dos direitos, como aquelas que se manifestam a favor das cotas sociais, contemplam a singularidade dos sujeitos e favorecem os desiguais, medida que vai ao encontro dessa concepção.

Uma sociedade que se deseja justa e plural para as gerações presentes e futuras requer políticas que gerem impactos na vida das pessoas, como as propostas pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), que vêm possibilitar, minimamente, a integração de vítimas de políticas limitadoras e de grupos desfavorecidos, cujos direitos foram historicamente negados ou restringidos.

O maior desafio que se apresenta no cenário atual é o das pessoas ressignificarem os olhares, refletindo sobre as responsabilidades globais e ampliando a compreensão acerca do direito inalienável do cidadão a uma educação universitária e científica, mecanismo legítimo e estimulador do crescimento inclusivo, sustentável e redutor do abismo socioeconômico.

Ainda hoje, pela falta de condições de atendimento da imensa demanda por ensino superior requerida pelos estudantes que concluem o ensino médio, as universidades brasileiras selecionam e contemplam alunos provenientes de camadas mais favorecidas.

Dessa forma, medidas como as previstas pelo ProUni são opções cuja gênese está pautada em princípios defendidos por uma proposta sustentável e que visam a contribuir com a redução das desigualdades sociais e econômicas vividas por grande parte da população estudantil no Brasil.

*Maria Christina Toledo Simões é Orientadora Educacional, Coordenadora de Programas Educacionais e Consultora Pedagógica na Vitae Futurekids - Planeta Educação.



Os desafios de tornar a tecnologia acessível à população

Vivemos uma realidade em que os avanços tecnológicos passaram a pautar nosso comportamento e nossa sociedade.


O uso do celular, até para telefonar

Setenta e sete por cento dos brasileiros utilizam o smartphone para pagar contas, transferir dinheiro e outros serviços bancários.


Canto para uma cidade surda

O Minas Tênis Clube deu ao Pacífico Mascarenhas o que a cidade de Belo Horizonte deve ao Clube da Esquina; um cantinho construído pelo respeito, gratidão, admiração, reconhecimento, apreço e amor.


Como acaso tornou famoso notável compositor

Antes de alcançar a celebridade, e a enorme fortuna, Verdi, passou muitas dificuldades financeiras.


Gugu e a fragilidade da vida

A sabedoria aconselha foco no equilíbrio emocional e espiritual diante da fragilidade e fugacidade da vida.


Quando o muro caiu

O Brasil se preparava para o segundo turno das eleições presidenciais, entre o metalúrgico socialista Luís Inácio Lula da Silva e a incógnita liberal salvacionista Fernando Collor de Melo, quando a televisão anunciou a queda do muro de Berlim.


Identidade pessoal e identidade familiar

Cada família gesta a sua identidade, ainda que algumas vezes, de forma inconsciente.


Desprezo e ingratidão

Não sei o que dói mais: se a ingratidão se o desprezo.


A classe esquecida pelo governo

O fato é que a classe média acaba por ser a classe esquecida pelo governo.


O STF em defesa de quem?

A UIF, antigo COAF, foi criada como uma unidade do Ministério da Justiça (hoje, no BACEN) para fazer uma coisa muito simples: receber dos bancos notificações de que alguém teria realizado uma transação suspeita, anormal.


O prazer da leitura

Ao contrário do que se possa pensar, não tenho muitos amigos. Também não são muitos os conhecidos.


Desmoralização do SFT

A moralidade e a segurança jurídica justificam a continuidade da prisão em segunda instância. A mudança desta postura favorece a impunidade dos poderosos e endinheirados.