Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Depois da previdência, as privatizações

Depois da previdência, as privatizações

26/04/2019 Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves

“Me aponte uma só estatal eficiente. Não existe”.

A fala grave é de Salim Mattar, o responsável pelas privatizações no governo. Depois que a reforma da Previdência, em trâmite no Congresso Nacional estiver concluída, será a vez da transferência das empresas estatais para a iniciativa privada e da retirada do dinheiro público de empresas onde hoje o governo é sócio.

A ideia é que, até o final do ano, sejam desmobilizados US$ 20 bilhões, um dinheiro que poderá abater o deficit ou ser investido em reais obrigações de governo, tais como saúde, educação, segurança, etc.

O plano de privatizações do governo Bolsonaro tem como meta reaver R$ 990 bilhões nos quatro anos. Existem no país um total de 440 empresas estatais, sendo 134 controladas pela União e as demais por estados e municípios. Segundo cálculos oficiais, tais empresas, a maioria deficitárias, custam aos cofres púbicos R$ 15 bilhões por ano.

Mattar justifica sua avaliação grave sobre as estatais, destacando que mesmo as rentáveis, se precisam de monopólio para ter essa boa condição, estariam melhor se operadas pela iniciativa privada. Seriam os casos dos deficitários Correios e até da superavitária Petrobras, tida como a joia da Coroa.

A existência de empresas estatais só se justifica quando o país necessita de serviços de infraestrutura e não há particulares com capacidade financeira ou disposição para executá-los.

A discussão sobre a utilidade dessas empresas é antiga e, lamentavelmente, enveredou pelo caminho ideológico e irresponsável durante todos os anos da Nova República, quando o país foi governado ou controlado pela chamada social-democracia.

Em vez de focadas em prestar serviços à sociedade, sua verdadeira dona, tornaram-se cabides de empregos e moeda de troca política. Isso é um dos componentes do deficit dos governos, mas rendeu votos aos que pretenderam se eternizar no poder.

Desburocratização e desestatização constituem grande tese e cabem em qualquer governo. Ambas fazem parte do programa de Bolsonaro. Se consegui-las, o país dará enormes passos rumo ao progresso e à normalidade.

Mas é bom lembrar que a cabeça dos congressistas ainda está cheia de clientelismo e troca de vantagens. Foram pelo menos 30 anos mercadejando votos, poder e influência. São vistas todos os dias demonstrações inequívocas de que a vontade de muitos é continuar o nefasto escambo. Oxalá não consigam…

* Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves é dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo).

Fonte: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves



Que ingratidão…

Durante o tempo que fui redactor de jornal local, realizei numerosas entrevistas a figuras públicas: industriais, grandes proprietários, políticos, artistas…


Empresa Cooperativa x Empresa Capitalista

A economia solidária movimenta 12 bilhões e a empresa cooperativa gera emprego e riqueza para o país.


O fundo de reserva nos condomínios: como funciona e a forma correta de usar

O fundo de reserva é a mais famosa e tradicional forma de arrecadação extra. Normalmente, consta na convenção o percentual da taxa condominial que deve ser destinado ao fundo.


E se as pedras falassem?

Viver na Terra Santa é tentar diariamente “ouvir” as pedras! Elas “contemplaram” a história e os acontecimentos, são “testemunhas” fiéis, milenares porém silenciosas!


Smart streets: é possível viver a cidade de forma mais inteligente em cada esquina

De acordo com previsões da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 70% da população mundial viverá em áreas urbanas até 2050.


Quem se lembra dos velhos?

Meu pai, quando se aposentou, os amigos disseram: - " Entrastes, hoje, no grupo da fome…"


Greve dos caminhoneiros: os direitos nem sempre são iguais

No decorrer da sua história como república, o Brasil foi marcado por diversas manifestações a favor da democracia, que buscavam uma realidade mais justa e igualitária.


Como chegou o café ao Brasil

Antes de Cabral desembarcar em Porto Seguro – sabem quem é o décimo sexto neto do navegador?


Fake news, deepfakes e a organização que aprende

Em tempos onde a discussão sobre as fake news chega ao Congresso, é mais que propício reforçar o quanto a informação é fundamental para a sustentabilidade de qualquer empresa.


Superando a dor da perda de quem você ama

A morte é um tema que envolve mistérios, e a vivência do processo de luto é dolorosa. Ela quebra vínculos, deixando vazio, solidão e sentimento de perda.


A onda do tsunami da censura

A onda do tsunami da censura prévia, da vedação, da livre manifestação, contrária à exposição de ideias, imagens, pensamentos, parece agigantar em nosso país. Diz a sabedoria popular que “onde passa um boi passa uma boiada”.


O desserviço do senador ao STF

Como pode um único homem, que nem é chefe de poder, travar indefinidamente a execução de obrigações constitucionais e, com isso, impor dificuldades ao funcionamento de um dos poderes da República?