Portal O Debate
Grupo WhatsApp


Engenharia e inovação, por que o setor está estagnado?

Engenharia e inovação, por que o setor está estagnado?

23/08/2019 Marcus Granadeiro

Uma reflexão que merece ser realizada é sobre quais os motivos que levam o setor de Engenharia e Construção a ser tão conservador.

Conceitos muito simples de entender, como os benefícios do BIM (Building Information Modeling), que são relativamente baratos de serem implantados, estão levando anos para se consolidar.

Outras metodologias, já presentes em outros países, como a digitalização de canteiros e realidade virtual, ainda parecem ficção científica para nós, brasileiros.

São diversos motivos que levam o setor a ser atrasado, mas, certamente, um deles é que a engenharia é feita por engenheiros.

Na busca por inovação, o segredo é observar, ver o que está errado e “pivotar”, ou seja, mudar o que está dando problema e voltar a tentar tornar a errar de novo e, assim, seguir até dar certo. A preocupação não é deixar de errar, mas corrigir rápido o erro.

Nós, engenheiros, fomos educados para planejar nosso trabalho, para fazê-lo minimizando erros e otimizando recursos. Diante deste cenário, o dar errado, não ter previsto algo e ter resultados distintos do previsto ou do projetado, dói e é difícil de aceitar.

Este é o problema. Para inovar, o acerto é exceção, a regra é dar errado. Então, na adoção de uma técnica nova, de um novo software ou de um novo processo, só saberemos se vai funcionar e quais serão os resultados se os colocarmos em prática.

A chance de não atender plenamente nossas expectativas, de perdemos dinheiro ou de não dar certo é alta, mas isso não pode ser colocado como um problema.

Ganha-se conhecimento, ajusta-se ou tenta-se de novo. Só assim, de forma gradual e contínua, há avanço e, consequentemente, inovação.

O medo de dar errado nos paralisa. Há muita movimentação, leituras, seminários, visitas, demonstrações e poucos corajosos se aventurando.

Os “fracassos” destes pioneiros são usados como consolo dos que ficaram inertes e, assim, o setor continua sem inovar.

Há um problema: o mundo é plano, a banda passa e o tempo voa. Precisamos mudar nosso mindset e mudar este jogo antes que o setor, que está parado, seja atropelado por quem está andando.

* Marcus Granadeiro é engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da USP, presidente do Construtivo, empresa de tecnologia com DNA de engenharia e membro da ADN (Autodesk Development Network) e do RICS (Royal Institution of Chartered Surveyours).

Fonte: IMAGE Comunicação



A CPMF e a saída do seu autor

A CPMF foi mal porque, em vez de substituir outros impostos, constituiu-se em mais um.


CPMF: o que foi e como poderá ressurgir na reforma tributária

O Imposto sobre Transações Financeiras (ITF) poderá ser a recriação antiga CPMF.


O Brasil e a agropecuária sustentável

A pecuária brasileira tem se pautado ao longo dos anos pela sustentabilidade em toda cadeia produtiva e pela qualidade e segurança dos alimentos.


“Tô de férias, cadeia é férias pra mim”

É uma vergonha que delinquentes ainda venham desdenhar do sistema carcerário e das autoridades penais.


Locações de curta temporada em aplicativos

Saiba os direitos e deveres da propriedade imobiliária.


O Século das Cidades

“Não somos melhores, nem piores, somos iguais… melhor mesmo é a nossa causa…” (Thiago Mello)


Hollywood e o mundo real

Uma abordagem psiquiátrica do filme Gente como a Gente.


A liderança feminina e seus potenciais

Companhias que possuem, pelo menos, uma mulher em seu time de executivos são mais lucrativas.


A bolsa brasileira é a bola da vez

O ano de 2019 tem sido de recordes para o investidor brasileiro.


Dia do Profissional de Educação Física

No dia 1º de setembro é comemorado o dia do profissional que promove a saúde e a qualidade de vida da população, o profissional de educação física.


A complexidade do saneamento

O Congresso Nacional tem a grande missão de dar um rumo certo para o saneamento brasileiro.


Como a constelação familiar te ajuda nos negócios?

A constelação familiar acredita que somos produto da nossa ancestralidade.