Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Envelhecimento: o tempo passa para todos

Envelhecimento: o tempo passa para todos

07/10/2019 Katiuscia Mello Figuerôa

Todos nós, em algum momento de nossas vidas, já ouvimos a frase: “o tempo passa para todos”.

O que é verdade. No entanto, pouco sabemos sobre as formas como isso pode acontecer.

Podemos levantar infinitas discussões sobre o tempo e suas relações com o ser humano e as diferentes culturas a partir de diversos pensadores, mas como esse tempo vai passar dependerá da individualidade de cada um, o que abrange muitas questões, como família, profissão, classe social etc.

lém disso, há distintas concepções que fazem referência à idade que se estabelecem a partir de condições históricas, sociais, econômicas, políticas e culturais, determinando diversas representações sociais do idoso e da velhice, assim como as atitudes tomadas frente ao envelhecimento.

Há diversos estudos a respeito da idade. Ela pode ser compreendida como multidimensional, ou seja, depende de diferentes dimensões, como a cronológica, a biológica, a funcional, a psicológica ou a social.

A idade cronológica é aquela marcada por datas e medida pela passagem do tempo desde o nascimento de uma pessoa. Tem a ver com a organização da sociedade.

Abrange o processo natural de envelhecimento do corpo humano e seus órgãos vitais. Começa antes de nascermos e se estende por toda nossa vida.

A idade funcional está relacionada ao “funcionamento” de uma pessoa em ambientes físicos e sociais, comparativamente a outros indivíduos de igual idade cronológica.

Já a idade psicológica pode ser entendida de duas formas: uma na relação entre idade cronológica e às capacidades psicológicas (percepção, controle emocional, memória e aprendizagem, por exemplo), e a outra tem relação com o senso subjetivo de idade, ou seja, como cada pessoa percebe e avalia a idade cronológica, biológica e social em si e nos demais. Essa dimensão tem uma relação estreita com a forma como envelhecemos.

Por fim, a idade social é aquela determinada a partir dos papeis sociais e expectativas referentes a pessoas de determinadas idades e em determinados grupos sociais ou culturas.

Entram nessa definição o tipo de roupa que se veste, os hábitos, a linguagem, o comportamento, a cultura, o gênero, a classe social etc.

Uma marca que se tornou importante na idade social é aquela em que se deixa o mercado de trabalho e em que as pessoas são injustamente rotuladas de “improdutivas” ou “inativas”.

Todas essas dimensões da idade se inter-relacionam e fazem parte do processo de envelhecimento, não podendo ser utilizadas de forma isolada para determinar esse período, pois é algo complexo.

Assim, é possível compreender que o envelhecimento não ocorre da mesma forma para todos. A cada dia novas pesquisas apontam para processos de envelhecimento heterogêneos e para experiências individuais que poderão ser positivas ou negativas.

Pessoas da mesma idade cronológica podem ter diferentes idades biológicas, funcionais, psicológicas ou sociais. Assim, podemos dizer, sem duvidar, que todos somos jovens ou velhos em relação a algo ou alguém.

O mundo está envelhecendo. Quanto a isso, nos deparamos com a necessidade de revisão dos estereótipos associados à velhice.

Esse processo é diferente para cada indivíduo e não deve ser rotulado apenas por perdas, doenças ou acontecimentos ruins.

* Katiuscia Mello Figuerôa é professora dos cursos de Licenciatura e de Bacharelado em Educação Física do Centro Universitário Internacional Uninter.

Fonte: Página 1 Comunicação



O Renascimento

Hoje completa 2 anos que venci uma cirurgia complexa e perigosa que me devolveu a vida quase plena. Este depoimento são lembranças que gostaria que ficasse registrado em agradecimento a Deus, a minha família e a vários amigos que ficaram ao meu lado.

Autor: Eduardo Carvalhaes Nobre


Argentina e Venezuela são alertas para países que ainda são ricos hoje

No meu novo livro How Nations Escape Poverty, mostro como as nações escapam da pobreza, mas também tenho alguns comentários sobre como países que antes eram muito ricos se tornaram pobres.

Autor: Rainer Zitelmann


Como a integração entre indústria e universidade pode trazer benefícios

A parceria entre instituições de ensino e a indústria na área de pesquisa científica é uma prática consolidada no mercado que já rendeu diversas inovações em áreas como TI e farmacêutica.

Autor: Thiago Turcato


Marcas de um passado ainda presente

Há quem diga que a infância é esquecida, que nada daquele nosso passado importa. Será mesmo?

Autor: Paula Toyneti Benalia


Quais são os problemas que o perfeccionismo causa?

No mundo complexo e exigente em que vivemos, é fácil se deparar com um padrão implacável de perfeição.

Autor: Thereza Cristina Moraes


De quem é a América?

Meu filho tinha oito anos de idade quando veio me perguntar: “papai, por que os americanos dizem que só eles vivem na América?”.

Autor: Leonardo de Moraes


Como lidar com a dura realidade

Se olharmos para os acontecimentos apresentados nos telejornais veremos imagens de ações terríveis praticadas por pessoas que jamais se poderia imaginar que fossem capazes de decair tanto.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


O aumento da corrupção no país: Brasil, que país é este?

Recentemente, a revista The Economist, talvez a mais importante publicação sobre a economia do mundo, mostrou, um retrato vergonhoso para o Brasil no que diz respeito ao aumento da corrupção no país, avaliação feita pela Transparência Internacional, que mede a corrupção em todos os países do mundo.

Autor: Ives Gandra da Silva Martins


O voto jovem nas eleições de 2024

O voto para menores de 18 anos é opcional no Brasil e um direito de todos os adolescentes com 17 ou 16 anos completos na data da eleição.

Autor: Wilson Pedroso


Um novo e desafiador ano

Janeiro passou. Agora, conseguimos ter uma ideia melhor do que 2024 reserva para o setor de telecomunicações, um dos pilares mais dinâmicos e relevante da economia.

Autor: Rafael Siqueira


Desafios da proteção de dados e a fraude na saúde

Segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) R$ 34 bilhões dos gastos das operadoras médico-hospitalares com contas e exames, em 2022, foram consumidos indevidamente por fraudes, como, por exemplo, reembolso sem desembolso, além de desperdícios com procedimentos desnecessários no país.

Autor: Claudia Machado


Os avanços tecnológicos e as perspectivas para profissionais da área tributária

Não é de hoje que a transformação digital vem impactando diversas profissões.

Autor: Fernando Silvestre