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Escrever a realidade

Escrever a realidade

21/04/2022 Luiz Carlos Amorim

Sou “jornalista” desde garoto e desde os tempos dos Diários Associados de Santa Catarina, ainda jovem, com 18, 19 anos, mantive colunas em diversos jornais: sobre música, sobre cultura, sobre literatura, etc.

Algumas delas, diárias, e haja fôlego e tema para escrever todos os dias, chovesse ou fizesse sol. Eu achava engraçado o fato de, andando pela rua, algumas pessoas me cumprimentarem, como se me conhecessem. É que saía, diariamente, uma foto minha no cabeçalho das colunas. Como hoje em dia todos os jornais fazem.

Numa de minhas muitas viagens a Portugal, encontrei pessoas que achavam que me conheciam, mas na verdade tinham visto foto nas crônicas que publico em diversos jornais pelo mundo afora, inclusive lá, e na internet, também.

Então deu saudade das antigas colunas e, ao invés de fazer uma crônica sobre determinado assunto, vou falar um pouquinho sobre dois ou três.

Ainda escrevo para uma cadeia de jornais e para algumas revistas, por todo o Brasil e em países de língua portuguesa.

O nosso desgoverno está anunciando que a pandemia acabou. Infelizmente, não é verdade. Ainda temos mais de uma centena de mortos pela covid em um dia e este número não é real, pois há imensa subnotificação.

E o número de novos casos também é bem grande. Então a flexibilização já liberou praticamente tudo e todo mundo age como se não houvesse mais perigo.

Mas o mais grave é que muita gente não quer tomar a vacina, ou tomou apenas a primeira e acha que está tudo bem, não precisa tomar a segunda ou os reforços.

Por causa disso, as contaminações continuam e as pessoas indo para as UTIs também, assim como a contabilização de número de mortes.

A campanha do presidanta contra as vacinas funcionou, há muitas pessoas que não só não estão tomando a vacina contra a covid, assim como também como vacinas contra outras doenças que já haviam sido erradicadas em nosso país e ameaçam voltar, pois a cobertura está cada vez menor, os pais não estão vacinando seus filhos.

E a guerra continua, com a Ucrânia sendo devastada pela Rússia. E o criminoso de guerra que é o louco que acha que é Deus, da Rússia, ameaça estender a guerra aos países que estão ajudando a Ucrânia.

O que virá? Podemos esperar tudo de um louco varrido como Putin. Estaremos às portas de uma terceira guerra mundial?

Esperemos que não, mas os crimes vão se repetindo e ficando mais graves e parece que não há ninguém que possa combater isso. Está muito perigoso viver. Precisamos pedir ao Universo que interfira a favor da paz.

E o tempo precisa dosar melhor as estações do ano. (Ou será que somos nós, seres humanos, que precisamos dar condições à natureza de voltar ao seu ciclo natural?) Sei que não é a natureza a culpada disto.

Os jacatirões de inverno, que florescem em junho, julho, já estão carregados de botões se abrindo. Na dúvida, devem pensar eles, os jacatirões: digamos que já é inverno e dá-lhe florescer!

E as onze-horas nem ligam pra estação e florescem escancaradamente. Mas o frio finamente está chegando e as tainhas também.

E, mudando de saco pra mala, recebo de uma amiga brasileira que vive no exterior, uma apreciação de quem está vendo de fora o panorama das publicações literárias e culturais no Brasil.

Ela percebe que as revistas e jornais publicados por pessoas ou grupos ligados à cultura, mas que não têm nenhum apoio da “cultura oficial”, são na verdade quem dão impulso ao desenvolvimento da literatura brasileira.

Que bom que essa constatação vem de quem está observando tudo de fora, por alguém que é do meio. Porque alguém precisa ver isso, para que se resgate a nossa cultura, que anda tão em baixa ultimamente.

Para que se valorize publicações como a revista Suplemento Literário A Ilha e Escritores do Brasil, do Grupo Literário A Ilha.

Que mostram a produção de nossos escritores em épocas diferentes, obras que retratam a realidade de nossos tempos.

* Luiz Carlos Amorim é escritor, editor e revisor.

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