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Indisciplina criativa pode fazer bem à gestão do negócio

Indisciplina criativa pode fazer bem à gestão do negócio

23/09/2014 Paulo Fodor

Indisciplina geralmente é uma característica negativa e associada à falta de foco e, às vezes, problemas no ambiente de trabalho. Mas não precisa ser assim.

A indisciplina, como outras características humanas, tem diferentes facetas e, uma delas, ligada à criatividade, pode fazer bem aos gestores de negócio. Afinal de contas, o que é indisciplina criativa? Quem tem filhos vai se identificar com a seguinte situação: quantas vezes ouvimos: “meu filho é virado, terrível, atentado”. Provavelmente, uma das primeiras coisas que nos vem a cabeça é o quão indisciplinado é esta criança. Mas será que isso é ruim?

Será que não podemos olhar para esta criança como criativa? Jogar bola na cozinha, fazer de conta que o fogão é o gol. Reproduzir para a mamãe, sem a bola, como foi o gol que ele marcou no jogo da aula do dia. Será que tudo isso, ao invés de indisciplina não é excesso de criatividade? Há que se levar em conta que, para criar estas situações e vivenciá-las, a criança, mesmo indisciplinada, faz um tremendo exercício de criatividade. Em outras palavras, a indisciplina e a criatividade são plurais e por isso a indisciplina assume várias expressões e sentidos, refletindo diferentes finalidades e intencionalidades.

Suas expressões podem comunicar mensagens distintas, mas o melhor de tudo é que ela pode ser pensada como sinônimo de inquietude, ruptura, ousadia e inconvencionalidade. Já uma boa definição de criatividade pode ser dada como sendo um processo humano que possibilita a emergência de um produto novo ou inovador, por uma ideia ou invenção original ou pela reelaboração e aperfeiçoamento de produtos e ideias já existentes. E aqui chegamos ao nosso ponto de reflexão.

Até onde devemos ser indisciplinados para buscar as melhores respostas para as nossas necessidades diárias? Talvez desta indisciplina possam surgir soluções inovadoras que tanto buscamos oferecer aos nossos clientes. É a nossa inquietude que nos move e nos incentiva na busca de novos caminhos, novas alternativas. Não aceitar as coisas como elas são nos fará navegar por novas estradas. Por isso devemos ser “indisciplinados” e ousados. Se pensarmos em nosso dia a dia como profissionais, perceberemos que nos deparamos cotidianamente com problemas, desafios e situações críticas.

Será que as mesmas respostas que sempre demos são válidas ainda? Será que elas ainda produzem efeito? Às vezes nos acostumamos com as mesmas respostas, com as mesmas caminhadas, e não percebemos que as questões que nos são colocadas mudaram, e aí ficamos perdidos sem saber porque as velhas respostas não funcionam mais. É nesse ponto que, acredito, os gestores precisam começar a ser mais indisciplinados, inquietos, questionadores e ousados.

De quantas maneiras novas, criativas e diferentes podemos resolver os nossos problemas se utilizarmos esta indisciplina como forma de impulsionar nossa criatividade? Pensem no dia de ontem! Por quantas situações passamos que novas respostas poderiam ser dadas? É uma reflexão que vai para os líderes. Hoje, os gestores de negócios devem estar abertos a esta indisciplina. Não a indisciplina disfarçada de insubordinação, mas aquela que ousa, que cria, que inova, a Indisciplina Criativa.

Se os líderes não derem espaço para as equipes criarem, buscarem alternativas, inovar, não estarão exercendo plenamente suas funções. E fazer isso é uma questão de competitividade. As empresas que não inovam, que não mudam, que não criam novos caminhos, não alteram o ambiente ao seu redor e não se desenvolvem, acabam desaparecendo ao longo do tempo. Fica a dica do grande artista catalão, mestre do surrealismo Salvador Dali: “É preciso provocar sistematicamente confusão. Isso promove a criatividade. Tudo aquilo que é contraditório gera vida”.

*Paulo Fodor, diretor Comercial e Marketing da Tecnoset.



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