Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Lembrar para jamais se repetir

Lembrar para jamais se repetir

29/01/2013 Abraham Goldstein

Vinte e sete de janeiro foi o Dia Internacional de Recordação das Vítimas do Holocausto.

A data, instituída em 2005 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), marca a lembrança do extermínio de milhões de vítimas pelas mãos do regime nazista.

Na mesma data, no ano de 1945, o exército soviético abria as portas do campo de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, e findava o período de terror imposto ali pelo III Reich de Adolf Hitler. Mais do que homenagear as vítimas dessa terrível passagem da história da humanidade, a data existe para lembrar o Holocausto, quando seis milhões de judeus, além de ciganos, homossexuais, religiosos e militantes políticos foram brutalmente assassinados nos campos nazistas de extermínio da Europa.

E a data também existe para impedir que essa barbárie seja negada. A data é recordada em mais de 100 países. No Brasil, o dia é marcado por diversas solenidades, acendimento de velas e relatos de sobreviventes do Holocausto que escolheram o Brasil como seu novo lar. Depoimentos fortes, que trazem para a sociedade a dor e o sofrimento de uma época que jamais poderá ser esquecida.

A desatenção e a falta de memória da sociedade criam um ambiente favorável para ascensão de novas organizações extremistas e xenófobas, bem como o surgimento de líderes de grupos portadores de ideologias racistas e totalitárias, que justificam a segregação racial, religiosa, nacional ou qualquer outro tipo de negação do Outro para conduzir uma nação.

Para que esse alerta se torne permanente é fundamental a construção de uma inabalável cultura de paz. Com esse duplo objetivo – registrar para jamais esquecer e educar para a paz, nasceu em São Paulo uma iniciativa conjunta entre a B’nai B’rith - Filhos da Aliança, em hebraico, principal entidade judaica dedicada aos Direitos Humanos -, e o Arqshoah - Arquivo Virtual sobre Holocausto- do Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação do Departamento de História da Universidade de São Paulo (LEER/USP): o Instituto Shoah de Direitos Humanos (ISDH).

Localizado no bairro dos Jardins, zona Sul da capital, o ISDH abre suas portas com um acervo de 12 mil documentos entre papéis diplomáticos e fotografias, além de vídeos com testemunhos de sobreviventes do Holocausto e outros materiais audiovisuais.

O instituto também manterá uma sistemática ação educativa. Estão previstas a realização de oficinas de literatura, teatro e música  que, somadas às Jornadas Interdisciplinares em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, têm como objetivo ensinar nossos jovens a não esquecer.

Com estratégias multidisciplinares, o ISDH tem o Holocausto como referência para reavaliar as práticas da violência e da intolerância nos dias atuais, em busca de soluções para a construção da cultura de paz e de um mundo melhor. A preservação da memória histórica é interpretada como um sinal de alerta para a sociedade contra os extremismos e o negacionismo, ainda tão presente no mundo contemporâneo.

O conhecimento e a educação são os pilares para se evitar a repetição de atrocidades vivenciadas no passado, como o Holocausto. São fundamentais para se alcançar a tão sonhada convivência pacífica entre diferentes pessoas e diferentes povos e o verdadeiro respeito aos Direitos Humanos.

* Abraham Goldstein é presidente da B’nai B’rith no Brasil.



Nome comum pode ser bom, mas às vezes complica!

O nosso nome, primeira terceirização que fazemos na vida, é uma escolha que pode trazer as consequências mais diversas.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


A Cilada do Narcisista

Nelson Rodrigues descrevia em suas crônicas as pessoas enamoradas de si mesmas com o termo: “Ele está em furioso enamoramento de si mesmo”.

Autor: Marco Antonio Spinelli


Brasil, amado pelo povo e dividido pelos governantes

As autoridades vivem bem protegidas, enquanto o restante da população sofre os efeitos da insegurança urbana.

Autor: Samuel Hanan


Custos da saúde aumentam e não existe uma perspectiva que possa diminuir

Recente levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que os brasileiros estão gastando menos com serviços de saúde privada, como consultas e planos de saúde, mas desembolsando mais com medicamentos.

Autor: Mara Machado


O Renascimento

Hoje completa 2 anos que venci uma cirurgia complexa e perigosa que me devolveu a vida quase plena. Este depoimento são lembranças que gostaria que ficasse registrado em agradecimento a Deus, a minha família e a vários amigos que ficaram ao meu lado.

Autor: Eduardo Carvalhaes Nobre


Argentina e Venezuela são alertas para países que ainda são ricos hoje

No meu novo livro How Nations Escape Poverty, mostro como as nações escapam da pobreza, mas também tenho alguns comentários sobre como países que antes eram muito ricos se tornaram pobres.

Autor: Rainer Zitelmann


Marcas de um passado ainda presente

Há quem diga que a infância é esquecida, que nada daquele nosso passado importa. Será mesmo?

Autor: Paula Toyneti Benalia


Quais são os problemas que o perfeccionismo causa?

No mundo complexo e exigente em que vivemos, é fácil se deparar com um padrão implacável de perfeição.

Autor: Thereza Cristina Moraes


De quem é a América?

Meu filho tinha oito anos de idade quando veio me perguntar: “papai, por que os americanos dizem que só eles vivem na América?”.

Autor: Leonardo de Moraes


Como lidar com a dura realidade

Se olharmos para os acontecimentos apresentados nos telejornais veremos imagens de ações terríveis praticadas por pessoas que jamais se poderia imaginar que fossem capazes de decair tanto.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


O aumento da corrupção no país: Brasil, que país é este?

Recentemente, a revista The Economist, talvez a mais importante publicação sobre a economia do mundo, mostrou, um retrato vergonhoso para o Brasil no que diz respeito ao aumento da corrupção no país, avaliação feita pela Transparência Internacional, que mede a corrupção em todos os países do mundo.

Autor: Ives Gandra da Silva Martins


O voto jovem nas eleições de 2024

O voto para menores de 18 anos é opcional no Brasil e um direito de todos os adolescentes com 17 ou 16 anos completos na data da eleição.

Autor: Wilson Pedroso