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Manutenção industrial? Situação e tendências

Manutenção industrial? Situação e tendências

22/07/2010 Armando Marsarioli Filho

O mercado está obrigando as empresas a buscarem índices de competitividade e produtividade inéditos.

Medidas para otimizar custos e diminuir as fragilidades do negócio tornaram-se uma verdadeira obsessão para os executivos que tentam neutralizar os efeitos das cifras vermelhas dos resultados.

A questão é que os bons acordos ou faturamentos do passado, que foram considerados verdadeiros logros, também geraram dependências que, se não foram tratadas adequadamente, acabaram transformando-se em fragilidades.

A busca de alternativas é vital para qualquer modelo estratégico. Afinal, tudo abaixo do céu tem prazo de validade. E é bom que tenhamos cuidado com a excessiva dependência do faturamento em uma região, em um ou dois clientes, em uma linha de produto, um vendedor etc.

Para expandirem seus negócios, as empresas devem mirar outras áreas de atuação dentro do negócio. E pensar não apenas em expansão geográfica.

É prudente considerar as possibilidades de aumentar a participação dos negócios dentro de corporações que já são nossas clientes e nas quais não tenhamos, ainda, uma presença importante. É possível que o custo seja muito menor que o exigido para irmos a outras regiões.

Para conquistarmos maior participação é necessário ganhar a confiança do cliente, e uma forma de aumentar nossa credibilidade é assumir responsabilidades dentro da fábrica.

A idéia é desenvolver, junto ao cliente, um plano estratégico com foco no aumento da disponibilidade de máquinas e redução do custo da manutenção, visando o aumento do custo-benefício dos ativos.

Para isso, é necessária uma mudança substancial na forma como pensam nossos executivos e colaboradores.

O profissional deve deixar de pensar como um funcionário e atuar como um gerente de negócios, que busca resultados, não porque tem metas de vendas a cumprir, mas porque desenvolveu as capacidades para detectar oportunidades de melhoria e implementar ações e recursos para o cliente.

Entre especialistas, já se debatem com certa frequência as tendências que influenciarão a manutenção industrial nos próximos anos. O que nos chama a atenção é que independentemente do país em que se realiza tal debate, as considerações são idênticas.

A padronização dos procedimentos da manutenção será um fator fundamental, considerado, nos países mais competitivos, como vital para a otimização dos custos e ganhos de competitividade na arena internacional. Tal padronização permitirá, por exemplo, que softwares de gestão da manutenção tomem as decisões sobre quais procedimentos devem ser ativados; permitindo, que a própria máquina, programada para obter o melhor custo-benefício, se automonitore e emita os pedidos de compra das respectivas peças de reposição, assim como as ordens de serviços para as devidas intervenções.

Outra mudança já detectada como uma tendência é o surgimento do "Gerente de Confiabilidade", que trabalhará focado na gestão integral dos ativos. Será um profissional com profundo conhecimento dos custos da manutenção e que atua como financeiro e pensa como engenheiro.

Quanto aos profissionais do futuro, se prevê que serão muito competitivos, com visão global de oportunidades de trabalho e que falarão no mínimo três idiomas. Suas principais ferramentas serão os recursos informáticos.

O desenvolvimento da tecnologia nos permitirá monitorar, a distância, as máquinas e equipamentos críticos de uma fábrica. É uma tecnologia de manutenção preditiva, que nos permite, por meio do monitoramento por vibrações, obter dados que podem ser enviados via internet. Na realidade, essa tecnologia já existe, como ocorre nos parques eólicos da Espanha, monitorados por um centro tecnológico na Alemanha.

Mais surpreendente ainda é que essa tecnologia também já está no Brasil. No entanto, sentimos falta de um número maior de profissionais devidamente preparados para gerenciar esses procedimentos.

Um dos fatores imprescindíveis para ganharmos competitividade no setor é a adequada formação desses profissionais. A formação de uma classe de colaboradores com esses requisitos permitiria a geração de diferenciais estratégicos capazes de enfrentar e dominar o mercado internacional.

Enfim, uma nova forma de fazer negócios está nascendo e deverá catapultar para muito adiante as cifras das empresas que estiverem preparadas para os efeitos da pós-crise. E, nesse momento, não podemos esperar um resultado melhor fazendo as coisas como sempre fizemos.

* Armando Marsarioli Filho é Gerente de Desenvolvimento, Inovações e Internacionalização da Hilub

Fonte: Blue Comunicação 



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