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Mérito ou antiguidade?

Mérito ou antiguidade?

28/01/2019 Humberto Pinho da Silva

Durante muitos anos, a antiguidade, era – como se costumava dizer, – um posto.

As promoções, dependiam: dos anos de serviço, da assiduidade à empresa ou firma. Nas últimas décadas, implantou-se – e bem, – o mérito. Digo e bem, quando o mérito não depende da: cor política, credo, amizade ou outra coisa mais, que por respeito, ao leitor, peço licença para não revelar.

Conheci – já lá vão muitos anos, – pobre homem, que mourejou toda a vida, na mesma empresa. Doente, com sacrifício, apresentava-se no local de trabalho, tentando, com esforço e dedicação, ser leal aos superiores hierárquicos. Os anos correram… e muitos foram os que visaram, ao verem-no na tarefa de aumentar a receita da empresa:

- “Vais receber a medalha de cortiça! Ninguém reconhece! …”

Mas o homem, na sua inocência, pensava lá consigo: “Um dia alguém há-de fazer-me justiça.” Os colegas de trabalho, riam-se à socapa, do zelo e do propósito, em tudo, contribuir para o enriquecimento da firma.

Por fim, já tinha trinta anos de casa, alguém, lembrou-se de o louvar. Foi motivo de orgulho. Não pelo louvor, mas pelo reconhecimento. Andava alegre como um cuco; como sino em dia de Aleluia, quando o chamaram ao gabinete do diretor.

Entrou radiante. Sabia que se preparava importante reestruturação. Reestruturação, que equivalia aumento de salário. Semanas antes, garantiram-lhe que as alterações, em nada o iriam prejudicar.

Diante do diretor, este, após agradecer a dedicação e lealdade, disse-lhe:

- “Como sabe vai haver reestruturação de serviço, e o senhor vai ser dispensado…Por mim, ficava; mas, eles não querem! …”

O pobre homem teve um desfalecimento.

- “Mas Senhor Doutor… – balbuciou a medo, gaguejando. - Quem são eles?! …”

- “Foram eles! …Foram eles! … – Pronunciou, o diretor, em voz intimadora; e saiu, deixando o ingénuo trabalhador atónito.

Colocaram-no – como se costuma dizer, – na prateleira, esperando a chegada da reforma.

Pelo menos tiveram a caridade de o tratarem com respeito e dignidade. Disseram-lhe, então, que fosse para o tribunal. Que fosse ao sindicato…Mas, no íntimo, sabia que nada adiantava.

Um dia, encontrei-o, já no final da vida, amargurado. Voltou-se para mim, deu-me um abraço servil, e declarou:

- “Podia ter reforma mais confortável, mas acreditei: que, zelando os interesses da empresa, era bastante… Disseram-me para me queixar…Olhe: aguardo que tudo seja resolvido no Tribunal de Cristo… Mas ainda penso de mim para mim: que força tão poderosa era, que conseguiu abafar a consciência de homem, que parecia tão corajoso?”

A dedicação, infelizmente, não chega…é preciso alguma coisa mais… para se ser promovido e singrar na vida… Mas isso, não é para gente simples, que acredita na justiça humana e na palavra dos homens.

* Humberto Pinho da Silva

Fonte: Humberto Pinho da Silva



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