Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Namoro na adolescência: fato ou fake?

Namoro na adolescência: fato ou fake?

13/06/2019 Acedriana Vicente Vogel

O início da adolescência coincide com o final do Ensino Fundamental, fase em que desabrocham as paixões e, com elas, o convite: “quer namorar comigo?”.

Se tudo o que é humano não é estranho à escola, o assunto do namoro deve ser tratado com naturalidade. Há adultos que, pelo discurso defendido, deixam a impressão de que já nasceram adultos.

Ligam o dispositivo de memória seletiva e apagam as vivências da travessia dos 13 aos 18 anos, em que se articulam medo, angústia e prazer no mesmo segundo de sua vida.

Namorar é uma ação humana; portanto, faz parte do dia a dia de todos os que se ocupam da educação de adolescentes e jovens e trabalham em favor da grande conquista que é aprender a lidar com as emoções que emanam das relações nos espaços de convivência.

Quando ouço de gestores de escolas de Ensino Médio que os alunos não namoram porque é proibido, logo me vem à mente: ah, coitados, como são iludidos!

A visão ingênua de que, por ser proibido, não acontece, não ajuda no tratamento, nem acolhe a angústia que esse tema suscita.

Yves de La Taille, psicólogo e referência na área de desenvolvimento moral, defende a construção dos limites no espaço escolar sob três dimensões:

a) Os limites a serem transpostos – encorajar os estudantes a conhecer os próprios limites, a fim de transpô-los, pois, afinal, foi rompendo os limites do seu tempo que, por exemplo, a luz elétrica, o avião e tantos outros objetos foram criados.

b) Os limites a serem respeitados – criados para organizar o mundo social, que qualifica a liberdade em sua relação direta com a responsabilidade. O semáforo, por exemplo, não foi criado para impedir o deslocamento, apenas para organizá-lo.

c) Os limites para a intimidade – essa dimensão é assegurada pela Constituição brasileira e estabelece a diferença entre o privado e o público, bem como o respeito à privacidade e o controle de acesso dos outros à nossa intimidade. Sendo o namoro algo de foro íntimo, pode estar aqui um importante argumento para os que defendem a sua proibição em espaços públicos, como por exemplo, na escola.

Quando compreendemos as três dimensões educacionais do limite e o conceito de liberdade – associado à responsabilidade –, o maior impasse educativo se encontra em discernir se o limite é um convite para o outro lado – transposição – ou uma ordem para respeitar as fronteiras.

Quanto mais conhecemos os nossos estudantes e adentramos o restrito espaço de sua convivência, mais entendemos que são criaturas ávidas por limites, interessadas pelas descobertas que ultrapassem o óbvio, desde que sejam tocadas de forma inteligente, estabelecendo e gerenciando vínculos positivos.

Namoro na adolescência é fato, sobretudo no Ensino Médio, e deve ser tratado como todos os assuntos polêmicos, com diálogo franco, a partir da empatia e da generosidade entre as gerações que habitam a escola.

* Acedriana Vicente Vogel é diretora pedagógica do Sistema Positivo de Ensino.

Fonte: Central Press



Educação e civilidade faltam a parlamentares federais

Educação e civilidade são o mínimo que se espera de um parlamentar.


O brasileiro e o contexto sociopolítico

O brasileiro é conhecido por sua alegria e seu jeito de lidar com as adversidades.


A sub-representação no Congresso Nacional

No Congresso Nacional somente 10% dos representantes na Câmara dos deputados são mulheres.


A moralização do Brasil é muito difícil

Ser político no Brasil é um grande negócio, é como acertar na loteria, dadas as vantagens auferidas no presente e no futuro.


Uma análise do acordo Mercosul e União Europeia

As consequências do acordo Mercosul – União Europeia ainda são especulativas


Ordem no Parlamento!

Desde os tempos do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o Congresso Nacional tem imposto espetáculos degradantes aos brasileiros.


O lavrador, e o filho Doutor

Quando era moço, muitas vezes ouvi contar a velha história ou anedota, do transmontano, que mandara o filho, estudar, para Coimbra.


Peso Real: moeda única, infortúnio coletivo

Brasil e Argentina são parceiros de longa data.


Benefícios fiscais: concessão e requisitos

O custo fiscal sempre é objeto de discussão, críticas e polêmicas.


O que o Brasil precisa

Todos os brasileiros hoje estão preocupados com os destinos do Brasil.


Cadeirinha: por que a segurança infantil não pode ser item opcional?

Proteger as crianças pequenas e a infância é uma responsabilidade de todos nós


O uso do Crowdfunding para o desenvolvimento de M.V.Ps de startups

O processo de consolidação do chamado Capital de Risco (Venture Capital) é uma realidade cada vez mais evidente no ecossistema empreendedor brasileiro.