Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Não aos interesses multinacionais. Sim à Lei Seca

Não aos interesses multinacionais. Sim à Lei Seca

09/04/2012 Marccelo Pereyra

O tratamento que está sendo dado pelas autoridades brasileiras à decisão de liberar a venda de bebida alcoólica nos estádios de futebol durante a copa do mundo de 2014, coloca em cheque a credibilidade e a sustentação de nossas leis perante a opinião pública mundial, num país que tem um grande índice de acidentes e mortalidades no trânsito ligadas à questão da embriaguez ao volante.

Todo o esforço dedicado ao combate dessa conduta inadequada à segurança no trânsito brasileiro poderá ser atingido por uma decisão imposta pelos mandatários das leis de consumo, que ignoram e desrespeitam qualquer medida que obstrua o comércio e a venda de seus produtos. A imposição externa pressiona nosso governo a desconsiderar nossas leis, justamente num ano eleitoral que elege nossos representantes nas instâncias de maior representatividade.

Como ignorar uma grande massa de torcedores motoristas que se embriagarão por todo o país antes, durante e depois dos eventos esportivos, dirigindo pelas ruas e estradas de nossas cidades? Sabemos que não possuímos infraestrutura suficiente para fiscalizar essa demanda de motoristas embriagados e, menos ainda, leis que assegurem punição para as infrações oriundas dessa bebedeira que se multiplicará. Vir aos meios de comunicação dizer que coibirá com fiscalização essa infração será um engodo.

Caso o governo brasileiro abra uma “concessão” para permitir riscos de acidentes de trânsito ocasionados por embriaguez ao volante, contrariando a Lei 11.705 que vem sendo repensada e reformulada para responder aos anseios de nossa sociedade, estaremos retrocedendo em nossa política de segurança pública e atestando a incapacidade e vulnerabilidade de um país que busca a cidadania plena de seu povo, que esse governo atual tanto apregoa oportunizar.

Devemos sim dar o exemplo ao resto do Mundo e, não há melhor oportunidade do que esta, de que somos um país soberano, amadurecido, respeitoso e respeitado. Na década em que a ONU - Organização das Nações Unidas propõe aos 192 países membros, dentre eles o Brasil, ações de educação e segurança no trânsito para combater 1.200 mil mortes/ano no Mundo, devemos ter a responsabilidade de desempenhar esse papel de relevância mundial, e dizer NÃO aos interesses multinacionais escusos e oportunistas, danosos a qualquer sociedade que se empenha e se esforça para tornar seu país desenvolvido.

*Marccelo Pereyra – Psicólogo; Coordenador de Projetos Educativos de  Trânsito da ABETRAN; Autor do livro "Motorista Brasileiro".



Argentina e Venezuela são alertas para países que ainda são ricos hoje

No meu novo livro How Nations Escape Poverty, mostro como as nações escapam da pobreza, mas também tenho alguns comentários sobre como países que antes eram muito ricos se tornaram pobres.

Autor: Rainer Zitelmann


Como a integração entre indústria e universidade pode trazer benefícios

A parceria entre instituições de ensino e a indústria na área de pesquisa científica é uma prática consolidada no mercado que já rendeu diversas inovações em áreas como TI e farmacêutica.

Autor: Thiago Turcato


Marcas de um passado ainda presente

Há quem diga que a infância é esquecida, que nada daquele nosso passado importa. Será mesmo?

Autor: Paula Toyneti Benalia


Quais são os problemas que o perfeccionismo causa?

No mundo complexo e exigente em que vivemos, é fácil se deparar com um padrão implacável de perfeição.

Autor: Thereza Cristina Moraes


De quem é a América?

Meu filho tinha oito anos de idade quando veio me perguntar: “papai, por que os americanos dizem que só eles vivem na América?”.

Autor: Leonardo de Moraes


Como lidar com a dura realidade

Se olharmos para os acontecimentos apresentados nos telejornais veremos imagens de ações terríveis praticadas por pessoas que jamais se poderia imaginar que fossem capazes de decair tanto.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


O aumento da corrupção no país: Brasil, que país é este?

Recentemente, a revista The Economist, talvez a mais importante publicação sobre a economia do mundo, mostrou, um retrato vergonhoso para o Brasil no que diz respeito ao aumento da corrupção no país, avaliação feita pela Transparência Internacional, que mede a corrupção em todos os países do mundo.

Autor: Ives Gandra da Silva Martins


O voto jovem nas eleições de 2024

O voto para menores de 18 anos é opcional no Brasil e um direito de todos os adolescentes com 17 ou 16 anos completos na data da eleição.

Autor: Wilson Pedroso


Um novo e desafiador ano

Janeiro passou. Agora, conseguimos ter uma ideia melhor do que 2024 reserva para o setor de telecomunicações, um dos pilares mais dinâmicos e relevante da economia.

Autor: Rafael Siqueira


Desafios da proteção de dados e a fraude na saúde

Segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) R$ 34 bilhões dos gastos das operadoras médico-hospitalares com contas e exames, em 2022, foram consumidos indevidamente por fraudes, como, por exemplo, reembolso sem desembolso, além de desperdícios com procedimentos desnecessários no país.

Autor: Claudia Machado


Os avanços tecnológicos e as perspectivas para profissionais da área tributária

Não é de hoje que a transformação digital vem impactando diversas profissões.

Autor: Fernando Silvestre


Inteligência Artificial Generativa e o investimento em pesquisa no Brasil

Nos últimos meses, temos testemunhado avanços significativos na área da inteligência artificial (IA), especialmente com o surgimento da inteligência artificial generativa.

Autor: Celso Hartmann