Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Não importa quantos salários você ganha!

Não importa quantos salários você ganha!

23/04/2011 Silvia Alambert

No final de fevereiro, representantes do nosso governo federal aprovaram o salário mínimo no valor de R$545,00. Para muitos fica a pergunta: Famílias brasileiras que possuem renda mensal de um salário mínimo têm possibilidades de desenvolver um planejamento financeiro para evitar o endividamento? Então, é importante destacar que independente da renda, qualquer pessoa ou uma família têm condições para realizar um planejamento financeiro. Mas, o que geralmente acontece é a busca por um padrão de vida superior à realidade financeira e aí, não importa se for um salário mínimo ou 10 salários mínimos, a família que não tiver um planejamento para viver dentro de sua realidade acabará uma hora tendo que “apertar o cinto”.

Uma família com renda mensal de um salário mínimo deveria priorizar a sobrevivência e pensar em ter uma economia para objetivos maiores futuros ou para algum momento emergencial. A partir destes hábitos, surgem possibilidades de economizar valores para ocasiões eventuais. Quero destacar que todas as pessoas que recebem uma determinada quantia, sempre terão a oportunidade de guardar algum dinheiro. Às vezes, olhando pelo valor baixo, pensa-se que não dá para fazer nada, mas engana-se quem pensa desta forma, pois se a pessoa tem energia para gastar dinheiro, ela também deveria ter a mesma energia para separar e guardar um pouco de dinheiro todo mês, nem que seja um pouco! Além do mais, pesquisar preços e economizar nas pequenas coisas são atitudes que apresentam grandes diferenças no orçamento no final do mês. Caso não queira abrir mão de ter as coisas de forma imediata, o certo é buscar fontes alternativas de renda para gerar mais dinheiro, ao invés de “infinitos” parcelamentos para aquisição de bens duráveis ou não.

Quando uma família está situada nas grandes cidades que automaticamente o custo de vida é maior, isso não é o fator principal do endividamento. Se uma pessoa já está endividada é porque gastou mais do que podia e, portanto, deve assumir que foi além de suas possibilidades e não que o custo de vida nas grandes cidades é alto. Contas existem para serem pagas, portanto, não há muita escolha a ser feita, já que caso a pessoa fique sem pagar contas ela entrará na lista de inadimplentes ou, em outros casos, terá alguns serviços suspensos. O primeiro passo, então, é a pessoa ter consciência sobre qual foi o item que a levou ao endividamento e deverá, então, negociá-la imediatamente. Reconhecer qual é a dívida que tira o sono da pessoa fará com que ela busque algumas alternativas imediatas. Neste caso, até vale a venda ou devolução do item ainda que com prejuízo para sair do endividamento ou, como alternativa, talvez um empréstimo com parentes ou amigos para quitar a dívida já que estes não costumam cobrar juros.Se ao final, a pessoa assumir que não há alternativa possível para cumprir seus pagamentos, ela deve priorizar seus gastos com sobrevivência em um primeiro momento (aluguel, alimentação, água e luz) e considerar buscar auxílio imediato com pessoas que tenham mais conhecimento financeiro para orientá-la a “sair” desta situação o mais rápido possível.

Pedir ajuda quando se trata de dinheiro pode ser considerada uma situação constrangedora, mas prorrogar a situação e ter o bem confiscado, o nome restrito para compras ou um serviço suspenso é muito pior. Por isso, antes de se perder nas contas, ou seja, comprometer uma quantia de dinheiro maior do que a que se tem para adquirir, as pessoas deveriam pensar em PLANEJAMENTO. Enfim, não importa a quantia recebida por mês. A palavra de ordem para quem tem algum tipo de renda é: “É melhor dizer ao seu dinheiro para onde ele vai do que perguntar depois para onde ele foi!” Com base na entrada e saída de valores, deve-se fazer uma planilha orçamentária básica. Pode-se fazer isto de forma simples com uma caneta e um caderno e, mais do que isso, segui-la à risca.  Siga esse caminho na hora de montar a sua planilha no Excel, em colunas: Entrada (descrição), Valor, Data, Saída (descrição), Valor, Vencimento e Saldo. Desta forma, você conseguirá visualizar se está passando do limite e evitar prejuízo maior.

Concluo este assunto destacando que não importa o valor do seu salário. A principal questão é a educação financeira para que se administre bem qualquer quantia que a pessoa venha a receber. Mas, ao mesmo tempo entendo que falta igualdade de salários em várias áreas, mas o ponto principal é a maneira sobre como as pessoas administram suas finanças. Destaco que quem sabe administrar bem R$ 1,00 saberá administrar bem R$ 1.000.000,00.”, já quem não sabe, vai sempre se sentir injustiçado, independentemente do valor recebido. Quantas vezes já ouvimos casos de pessoas que ganharam na loteria ou na mega sena ou nestes reality shows, que depois de alguns anos ficaram em situação financeira pior do que antes de serem ganhadoras? Em nosso país, falta educação financeira adequada aos que recebem R$ 545,00 e aos que recebem R$ 26.000,00.

* Silvia Alambert é educadora financeira e detentora da metodologia de ensino The MoneyCamp para a educação financeira no Brasil



Brasil, amado pelo povo e dividido pelos governantes

As autoridades vivem bem protegidas, enquanto o restante da população sofre os efeitos da insegurança urbana.

Autor: Samuel Hanan


Custos da saúde aumentam e não existe uma perspectiva que possa diminuir

Recente levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que os brasileiros estão gastando menos com serviços de saúde privada, como consultas e planos de saúde, mas desembolsando mais com medicamentos.

Autor: Mara Machado


O Renascimento

Hoje completa 2 anos que venci uma cirurgia complexa e perigosa que me devolveu a vida quase plena. Este depoimento são lembranças que gostaria que ficasse registrado em agradecimento a Deus, a minha família e a vários amigos que ficaram ao meu lado.

Autor: Eduardo Carvalhaes Nobre


Argentina e Venezuela são alertas para países que ainda são ricos hoje

No meu novo livro How Nations Escape Poverty, mostro como as nações escapam da pobreza, mas também tenho alguns comentários sobre como países que antes eram muito ricos se tornaram pobres.

Autor: Rainer Zitelmann


Como a integração entre indústria e universidade pode trazer benefícios

A parceria entre instituições de ensino e a indústria na área de pesquisa científica é uma prática consolidada no mercado que já rendeu diversas inovações em áreas como TI e farmacêutica.

Autor: Thiago Turcato


Marcas de um passado ainda presente

Há quem diga que a infância é esquecida, que nada daquele nosso passado importa. Será mesmo?

Autor: Paula Toyneti Benalia


Quais são os problemas que o perfeccionismo causa?

No mundo complexo e exigente em que vivemos, é fácil se deparar com um padrão implacável de perfeição.

Autor: Thereza Cristina Moraes


De quem é a América?

Meu filho tinha oito anos de idade quando veio me perguntar: “papai, por que os americanos dizem que só eles vivem na América?”.

Autor: Leonardo de Moraes


Como lidar com a dura realidade

Se olharmos para os acontecimentos apresentados nos telejornais veremos imagens de ações terríveis praticadas por pessoas que jamais se poderia imaginar que fossem capazes de decair tanto.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


O aumento da corrupção no país: Brasil, que país é este?

Recentemente, a revista The Economist, talvez a mais importante publicação sobre a economia do mundo, mostrou, um retrato vergonhoso para o Brasil no que diz respeito ao aumento da corrupção no país, avaliação feita pela Transparência Internacional, que mede a corrupção em todos os países do mundo.

Autor: Ives Gandra da Silva Martins


O voto jovem nas eleições de 2024

O voto para menores de 18 anos é opcional no Brasil e um direito de todos os adolescentes com 17 ou 16 anos completos na data da eleição.

Autor: Wilson Pedroso


Um novo e desafiador ano

Janeiro passou. Agora, conseguimos ter uma ideia melhor do que 2024 reserva para o setor de telecomunicações, um dos pilares mais dinâmicos e relevante da economia.

Autor: Rafael Siqueira