Portal O Debate
Grupo WhatsApp


Nos momentos de aflição

Nos momentos de aflição

04/03/2019 Paulo Eduardo de Barros Fonseca

A fé é muito mais forte do que um mero sentimento religioso.

Ao longo dos tempos a fé é associada à crença religiosa e aos dogmas de cada religião, o que, inevitavelmente, leva ao afastamento entre os seus adeptos, porque cada qual defende que seus dogmas estão corretos.

Porém, a fé é muito mais forte do que um mero sentimento religioso, porquanto é um sentimento inato de cada pessoa. O Evangelho Segundo o Espiritismo diz que “A fé é o sentimento inato, no homem, de sua destinação futura; é a consciência que tem das faculdades imensas, cujo germe foi depositado nele, primeiro em estado latente, e que deve fazer eclodir e crescer por sua vontade ativa” (Mensagem de um Espírito Protetor, Allan Kardec, p. 189).

A fé deve ser racionada, pois dela depende o desenvolvimento de cada pessoa. Compreender esse conceito implica no encarar as situações socioemocionais do cotidiano de forma mais ampla, livre dos dogmas religiosos.

A vida é repleta de lindas histórias, mas, muitas vezes, nos deparamos com pessoas que valorizam aquilo que, no seu entendimento, não aconteceu na forma com esperam que fosse, esquecendo-se de avaliar que vivemos num mundo de provas e expiações e que as dificuldades as afastam do estado de inércia em que permanecem proporcionando-lhes, ao mesmo tempo, oportunidades para que possam trabalhar a melhoria das suas atuais condições de vida.

Pode-se dizer que a vida se assemelha a uma corrida de obstáculos que tem o poder de impulsionar o progresso humano, pois somos instados a superar os desafios. Toda situação da vida deve ser entendida como um teste que pode nos levar a dar mais um passo em direção à evolução espiritual.

Ante as dificuldades e contrariedades do dia-a-dia devemos exercitar a fé racionada, valorizar as experiências adquiridas e delas procurar extrair as verdadeiras consequências, as quais, não raro, somente podem ser mensuradas no futuro.

A mudança na forma de encarar as inquietações da vida resulta em outra ordem de ideias e, sem dúvida, o bem frutifica onde menos se espera. Aquilo que encaramos como um problema, uma tristeza, enfim, uma decepção, no final, com o passar do tempo, percebemos que, verdadeiramente, foi o fator que nos impulsionou para uma situação melhor.

Lembramos, “o progresso é uma condição da natureza humana, ninguém tem o poder se opor a ele. É uma força viva que as más leis podem retardar, mas não asfixiar” (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, perg.783.).

Como os dias de maior dificuldade nos oferecem as grandes lições, nós devemos nos esforçar intimamente para aproveitar desse aprendizado da melhor maneira possível.

Assim, em qualquer situação, mas, sobretudo nos momentos de aflição, cultivemos a fé e a paciência, mantendo-nos firmes na esperança e na certeza de que “depois da tempestade vem a bonança” (Salmo 126).

* Paulo Eduardo de Barros Fonseca é vice-presidente do Conselho Curador da Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho, mantenedora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Fonte: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo



Quando a desinformação é menos tecnológica e mais cultural

Cenário é propício para o descrédito de pesquisas, dados, documentos e uma série de evidências de veracidade.


Igualdade como requisito de existência

Na última cerimônia de entrega do EMMY, o prêmio da TV Norte Americana, um ator negro foi premiado, fruto de reconhecimento praticamente unânime de seu trabalho.


Liderança é comunicação, conexão e confiança

Cada dia que passa, percebo que uma boa comunicação e liderança têm total relação com conexão.


“A educação é a arma mais poderosa…” mas para quem?

Tudo o que se cria ou se ensina no mundo tem dois lados. Geralmente as intenções são boas e as pessoas as tornam ruins.


“Golpe do Delivery”

Entregadores usam máquina de cartão para enganar consumidor.


A inclusão educacional e o mês das crianças

O tema da inclusão está na ordem do dia, dominando as agendas no mês das crianças.


A velha forma de fazer política não tem fim

Ser político no Brasil é um grande negócio, uma dádiva caída do céu, visto as grandes recompensas de toda a ordem obtidas pelos políticos.


Procedimento de segurança

“Havendo despressurização…”, anuncia a comissária, em tom calmo, aos ouvidos dos senhores passageiros daquele voo atrasado, sob a umidade e a monocromia do céu de quase inverno.


Envelhecimento: o tempo passa para todos

Todos nós, em algum momento de nossas vidas, já ouvimos a frase: “o tempo passa para todos”.


Os passos para encontrar a si mesmo e a Deus

Mar da Galileia, Mar de Tiberíades ou Lago de Genesaré, um lugar significativo de tantos milagres e narrativas do Evangelho.


A babá e o beijo

Se eu tinha dúvidas, agora não tenho mais.


A despolitização do Supremo Tribunal Federal

Não pode funcionar bem e com total isenção uma corte ou tribunal de indicação e nomeação política.