Portal O Debate
Grupo WhatsApp

O apagão e a negligência

O apagão e a negligência

09/02/2014 Dirceu Cardoso Gonçalves

Depois de ter interrompido o abastecimento de eletricidade, os 6 milhões de consumidores dos 13 estados atingidos pelo apagão da última terça-feira, assistem agora as divergências entre o Operador Nacional do Sistema, que atribui o fenômeno à queda de raios na rede, e o Governo, que diz ser a rede “à prova de raios”.

Em vez de divergir, melhor seria que se unissem para evitar novos apagar das luzes. Seja lá o que for a causa, ela carece de uma análise profunda e tem de ser combatida da maneira mais eficiente para evitar a repetição do problema, que traz desconforto e prejuízos à população e à economia.

Mercê do desenvolvimento, todos somos cada dia mais dependentes de eletricidade. É comum ouvirmos técnicos do setor afirmando que o país só não entrou em colapso elétrico porque há anos vem registrando taxas de crescimento econômico muito aquém das expectativas. Além disso, temos 76,9% de nossa eletricidade oriunda do setor hidráulico, cujo potencial de exploração já se encontra esgotado e coberto de restrições ambientais. Têm sido muito tímidas as atividades de conservação da energia já disponível e agressivo o desenvolvimento que disponibiliza cada dia mais equipamentos elétricos para a população e os estabelecimentos.

A população de baixa renda, que anteriormente dispunha apenas de algumas luzes e geladeira quando muito, tem acesso ao computador, ar-condicionado, freezer e outros aparelhos. Os programas de substituição do chuveiro elétrico por aquecedores solares têm sido tímidos e pouco incentivados. A geração de eletricidade pelo vento tem sido negligenciada a ponto dos geradores já haverem sido instalados mas não poderem abastecer o sistema porque a linha de transmissão não foi construída.

O ocorrido na terça-feira é apenas uma demonstração da fragilidade da infraestrutura nacional. O país que se orgulha de ser a sexta economia do mundo, tem dificuldade para fornecer a eletricidade aos seus consumidores. Algo de muito sério precisa ser feito para garantir a segurança do abastecimento energético. Não é a inexplicavel divergência e a atribuição de culpa entre uns e outros que vai resolver o problema.

Acidentes ocorrem, mas os responsáveis pelo sistema têm o dever de prevenção para reduzi-los a um mínimo e, mesmo assim, quando ocorrem, não podem fugir às suas responsabilidades. Os governantes e políticos – que hoje só pensam em eleições –, pelo próprio interesse, devem se lembrar que se, no dia 5 de outubro, faltar eletricidade, até as eleições estarão comprometidas, pois são realizadas em urna eletrônica...

*Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo).



Cotas na residência médica: igualdade x equidade

Um grande amigo médico, respeitado, professor, preceptor de Residentes Médicos (com letras maiúsculas), indignado com uma reportagem publicada, em periódico do jornal Estado de São Paulo, no dia 05 do corrente mês, enviou-me uma cópia, requestando que, após a leitura, tecesse os comentários opinativos.

Autor: Bady Curi Neto


O impacto das enchentes no RS para a balança comercial brasileira

Nas últimas semanas, o Brasil tem acompanhado com apreensão os estragos causados pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

Autor: André Barros


A força do voluntariado nas eleições

As eleições de 2022 contaram com mais de 1,8 milhão de mesários e mesárias, que trabalharam nos municípios de todo o país. Desse total, 893 mil foram voluntários.

Autor: Wilson Pedroso


A força da colaboração municipal

Quando voltamos nossos olhares para os municípios brasileiros espalhados pelo país, notamos que as paisagens e as culturas são diversas, assim como as capacidades e a forma de funcionamento das redes de ensino, especialmente aquelas de pequeno e médio porte.

Autor: Maíra Weber


As transformações universais que afetam a paz

Recentemente a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) aprovou projeto proposto pelo governo estadual paulista para a criação de escola cívico-militar.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Por um governo a favor do Brasil

A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, constitui-se em estado democrático de direito e tem como fundamentos a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho, da livre iniciativa e do pluralismo político.

Autor: Samuel Hanan


Coração de Stalker

Stalking vem do Inglês e significa Perseguição. Uma perseguição obsessiva, implacável, com envolvimento amoroso e uma tentativa perversa de controle.

Autor: Marco Antonio Spinelli


Na crise, informação

“Na gestão da crise, é muito importante a informação.” Com esta sentença afirmativa, o governador do Rio Grande do Sul abriu sua participação no Roda Viva, da TV Cultura.

Autor: Glenda Cury


Hiperconectividade: desafio ou poder da geração Alpha?

Qual adulto diante de um enigma tecnológico não recorreu ao jovem mais próximo? Afinal, “eles já nasceram com o celular!”.

Autor: Jacqueline Vargas


Governar não é negar direitos para distribuir favores

Ao se referir a governos, o economista e escritor norte-americano Harry Browne (1917/1986) disse que o governo é bom em uma coisa.

Autor: Samuel Hanan


Roubos de credenciais desviam 15 milhões da União

Nos últimos dias, a imprensa noticiou o desvio de valores do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), do Ministério da Fazenda.

Autor: Diego Muniz


Escola cívico-militar, civismo e organização…

São Paulo teve o desprazer de assistir um grupo de jovens que se dizem secundaristas invadir o plenário da Assembleia Legislativa e parar a sessão com o propósito de impedir a votação do projeto, de autoria do governador, que institui a escola cívico-militar.

Autor: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves