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O Estado não é motor de incentivo a tecnologias

O Estado não é motor de incentivo a tecnologias

11/10/2014 Pedro Vitor

Há muito tempo tecnologias vem sendo desenvolvidas com o objetivo de facilitar os trabalhos e as relações humanas.

Isso se acentuou muito no século XX, quando, com o advento da globalização, muitos países abriram sua economia e como consequência receberam muitos produtos que antes se encontravam inacessíveis a maior parte das pessoas. Um exemplo disso são os computadores no cenário brasileiro. Até a década de 80 eles eram restritos basicamente as grandes empresas e pessoas com alto poder aquisitivo, e ainda assim, eram ruins quando comparados aos usados em outros países.

Com a “abertura das fronteiras” na época de governo de Fernando Collor de Mello, o Brasil começou a acompanhar as mudanças tecnológicas do setor, embora com atraso. Atualmente, o país já alcança uma posição muito semelhante aos países chamados “de primeiro mundo” nas questões de inovação e uso de tecnologias de informática pela população em geral. O caso dos computadores é só um entre muitos outros em que a intervenção estatal e o protecionismo criaram grandes barreiras ao progresso tecnológico.

Sob o pretexto de proteger a indústria nacional, muitas vezes os governos criam impedimentos para que os produtos estrangeiros adentrem as fronteiras nacionais. Impostos extras, processos burocráticos, dificuldades alfandegárias, em resumo, cria-se todo o tipo de empecilho possível. A pergunta que devemos nos fazer é: Torna-se válido sacrificar toda uma gama de consumidores apenas em nome de uma suposta preservação da indústria nacional? A própria história nos mostra que um ambiente de livre concorrência é muito mais saudável e dinâmico.

Que incentivo à indústria nacional terá para melhorar a sua tecnologia, se o Estado intervém para que seus produtos sejam os únicos consumidos pelo mercado? O resultado disso é o ocorrido na década de 1970. Computadores ruins eram considerados itens de luxo e se encontravam restritos a uma pequena parte da população. Basicamente eram usados por apenas algumas empresas. Com o livre mercado, os produtos são mais acessíveis ao maior número de pessoas.

Claro que inevitavelmente as empresas nacionais, tanto quanto as internacionais que não se adequarem ao mercado, falirão, pois é um processo chamado por Ludwing von Mises de “Destruição Criativa”, no qual a competição entre os participantes do mercado desperta o desejo de buscar novas formas de fazer negócio, aplicação de inovações, criação de novas tecnologias e tudo o mais que possa dar vantagem competitiva e lucro ao empreendedor. É um processo reorganizador que destrói e faz surgir, por vezes, indústrias inteiras, demandando das pessoas cada vez mais adaptabilidade.

Outra coisa que se deve destacar é que algumas pessoas enxergam o Estado de maneira errada. É bastante comum pensar-se que ele é o principal agente de mudança e de desenvolvimento das novas tecnologias. O estado não está e nunca esteve interessado em inovar para facilitar a vida do pagador de impostos, até porque tais inovações não trariam méritos ou lucros a ele. Muito pelo contrário, o foco do Estado está em fazer guerras e mostrar seu poderio aos seus supostos inimigos.

Veja o exemplo da antiga União Soviética, onde toda a riqueza do país era gastada na produção dos mais variados tipos de armas enquanto a população daquele país não possuía o acesso às tecnologias mais básicas, outro exemplo disso são os Estados Unidos, com quem os soviéticos concorriam como potências mundiais. A população norte-americana possuía certa liberdade econômica e como consequência disso havia-se acesso a algumas tecnologias, porém devemos destacar que praticamente todos os cientistas daquele país estavam focados em pesquisas relacionadas a armas a mando do governo americano.

A verdade é que pagamos ao Estado porque somos coagidos a fazê-lo, não porque presta bons serviços a nós. Apenas as empresas privadas, tendo o lucro como incentivo, num ambiente de livre concorrência, tem interesse em fabricar produtos facilitadores e acessíveis a todos. Um erro constantemente cometido está em achar que as empresas privadas venderão seus produtos apenas a um público restrito e de poder aquisitivo maior.

Na verdade, fabricar produtos mais baratos e vende-los as pessoas mais pobres na maioria das vezes é bem mais lucrativo. Volto ao exemplo anterior, indústria da computação. A maioria dos empresários desta área investiu em produzir computadores pessoais baratos e, portanto, acessíveis a mais tipos de consumidores. Bill Gates é quem comprova o que foi dito acima. Tornou-se o homem mais rico do mundo, com sua fortuna avaliada em 76 bilhões de dólares (de acordo com a revista Forbes) atendendo a demanda das pessoas mais pobres.

*Pedro Vitor é Estudante e Especialista do instituto Liberal.



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