Portal O Debate
Grupo WhatsApp

O jeito brasileiro de negociar

O jeito brasileiro de negociar

04/08/2015 Valéria Borges da Silveira

O executivo brasileiro tem desafios particularmente difíceis na hora de atravessar fronteiras mundo afora.

Além de o ensino de habilidades multiculturais no país ser ainda pobre, o brasileiro está habituado a viver em um território de dimensões continentais, com unidade linguística e religiosa, sem contrastes culturais gigantes – tudo aglutinado por poderosas redes nacionais de TV.

Resultado: o brasileiro pode abalar a estabilidade emocional facilmente – com prejuízos dos negócios – em missões empresariais mais espinhosas, sobretudo em países culturalmente muito distantes.

Além disso, características culturais podem chocar os visitantes, provocando distanciamento emocional e confusão, o que sem dúvida atrapalha as negociações.

Outra característica genuinamente brasileira é o otimismo desbragado. Que de certa forma pode ser beneficente, pois influencia o consumo e a estratégia das empresas, que se posicionam para o crescimento.

Mas, por outro lado, manifestações de otimismo podem incomodar e ser interpretadas como malandragem de quem quer mesmo é dourar a pílula.

O brasileiro não sabe dizer não e confunde os estrangeiros que, muitas vezes, imaginam um negócio fechado, quando na verdade ele mal começou a ser avaliado.

Esse traço cultural é reforçado pelo perfil das empresas brasileiras, que delegam pouco poder aos executivos, que acabam não sendo mais objetivos por não terem poder de decisão.

O executivo brasileiro dos escalões sociais mais altos também tem o mau hábito de jogar a culpa de tudo que dá errado em Brasília e, isso é irritante para quem vê de fora.

Péssimo em cumprir horários – algo especialmente desconcertante para quem acredita que “tempo é dinheiro” -, o brasileiro, em contrapartida, é flexível e ágil na hora de solucionar situações imprevistas, traquejo adquirido em anos de economia de guerra, que tem valorizado o seu passe no exterior. As características gerais do país também podem de antemão deixar o visitante um tanto inseguro.

Sem dúvida, o impacto da cultura nos negócios ainda é muito significativo. Apesar da nova geração de gerentes internacionais ser formada segundo os preceitos da mesma filosofia administrativa, nem sempre eles conseguem falar a mesma “língua”.

Mesmo que a etiqueta cultural não seja levada muito em conta, alguns termos não são facilmente compreendidos nos quatro cantos do mundo. O que se dirá então de sutilezas de comportamento na mesa de negociação?

* Valéria Borges da Silveira é escritora e poetisa.



O fim da reeleição de governantes

Está tramitando pelo Congresso Nacional mais um projeto que revoga a reeleição de Presidente da República, Governador de Estado e Prefeito Municipal.

Autor: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves


PEC das drogas

O que esperar com a sua aprovação?

Autor: Marcelo Aith


PEC do Quinquênio simboliza a metástase dos privilégios no Brasil

Aprovar a PEC significará premiar, sem justificativa plausível, uma determinada categoria.

Autor: Samuel Hanan


O jovem e o voto

Encerrou-se no dia 8 de maio o prazo para que jovens de 16 e 17 anos pudessem se habilitar como eleitores para as eleições municipais deste ano.

Autor: Daniel Medeiros


Um mundo fragmentado

Em fevereiro deste ano completaram-se dois anos desde a invasão russa à Ucrânia.

Autor: João Alfredo Lopes Nyegray


Leitores em extinção

Ontem, finalmente, tive um dia inteiro de atendimento on-line, na minha casa.

Autor: Marco Antonio Spinelli


Solidariedade: a Luz de uma tragédia

Todos nós, ou melhor dizendo, a grande maioria de nós, está muito sensibilizado com o que está sendo vivido pela população do Rio Grande do Sul.

Autor: Renata Nascimento


Os fios da liberdade e o resistir da vida

A inferioridade do racismo é observada até nos comentários sobre os cabelos.

Autor: Livia Marques


Violência urbana no Brasil, uma guerra desprezada

Reportagem recente do jornal O Estado de S. Paulo, publicada no dia 3 de março, revela que existem pelo menos 72 facções criminosas nas prisões brasileiras.

Autor: Samuel Hanan


Mundo de mentiras

O ser humano se afastou daquilo que devia ser e criou um mundo de mentiras. Em geral o viver passou a ser artificial.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Um País em busca de equilíbrio e paz

O ambiente político-institucional brasileiro não poderia passar por um tempo mais complicado do que o atual.

Autor: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves


Nem Nem: retratos do Brasil

Um recente relatório da OCDE coloca o Brasil em segundo lugar entre os países com maior número de jovens que não trabalham e nem estudam.

Autor: Daniel Medeiros