Portal O Debate
Grupo WhatsApp

O mar não está para peixe

O mar não está para peixe

25/08/2015 João Alberto dos Santos

Quando caminhamos na praia não é raro nos depararmos com peixes miúdos mortos ou boiando na beira do mar.

Muitas vezes, isso acontece por causa de uma captura acidental das redes de pesca. Por não ter valor comercial ou por terem sidos capturados sem intenção, os pescadores os descartam de qualquer jeito.

Essa é uma ação condenável e que coloca em risco todo o ecossistema e a existência da vida marinha. A captura acidental é a maior responsável pelo estoque mundial de peixes estar em declínio, antes mesmo da poluição e dos fatores climáticos.

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), estima-se que 20 milhões de toneladas de peixes são mortos dessa maneira, por ano.

Além dos peixes, cerca de 308 mil golfinhos e baleias também morrem devido à captura acidental. No Estado de São Paulo, a toninha (uma espécie de golfinho) e a tartaruga-verde são as espécies mais capturadas.

Outro problema preocupante nos nossos mares é a sobrepesca, que é a retirada excessiva de alguns pescados acima da cota permitida pelos órgãos ambientais.

Com isso, aumenta a falta de tempo para que as espécies possam se reproduzir. Outro fator é o nosso apetite por peixes ultrapassar os limites ecológicos dos oceanos, colocando a sobrevivência de muitas espécies em risco.

A sardinha pode ser apontada como um bom exemplo. Antes presente em toda a costa, ela quase desapareceu da vida marinha. Em 1973, a produção de sardinha-verdadeira no país era de 228 mil toneladas.

Em 2011, esse número baixou drasticamente para apenas 75 mil toneladas. É importante mostrar que se não houver maior controle sobre a pesca predatória no país muitas espécies correm o risco de entrar em extinção.

Segundo estudos feitos por pesquisadores cerca de 80% das principais espécies exploradas nas zonas costeiras aqui do Brasil estão em estado de sobrepesca. Se continuarmos assim, não haverá mais espécies de peixes para serem consumidos futuramente, nos sobrando para o consumo apenas as algas marinhas e os pepinos-do-mar.

* João Alberto dos Santos é membro do Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul) – CRBio-01.



Espiritualidade e alegria junina

Junho traz festas de três santos católicos: Antônio, casamenteiro. São João, profeta precursor de Jesus e São Pedro, único apóstolo que caminhou sobre as águas.


Missão do avô

Na família os avós são conselheiros dos pais e dos netos.


A importância das relações governamentais e institucionais

As relações governamentais e institucionais têm sido um instrumento de alta relevância para qualquer organização no atual momento político brasileiro.


Namoro na adolescência: fato ou fake?

O início da adolescência coincide com o final do Ensino Fundamental, fase em que desabrocham as paixões e, com elas, o convite: “quer namorar comigo?”.


Autobiografias: revelações das experiências em família

A curiosidade de muitas pessoas sobre a (auto) biografia de personalidades tem se tornado cada vez mais crescente, nos últimos anos.


What a wonderful world

Louis Daniel Armstrong foi um cantor e instrumentista nascido na aurora do século 20, e foi considerado “a personificação do jazz”.


A violência doméstica

Em Portugal, desde o início do ano, apesar de se combater, por todos os meios, a violência na família, contam-se já mais de uma dezena de mulheres, assassinadas.


O desrespeito ao teto constitucional e o ativismo judicial

O ativismo do Executivo e do Judiciário está “apequenando” o Legislativo.


Indicadores e painéis urbanos aliados à administração pública

A cidade com fatos visualizados está remodelando a forma como os cidadãos e gestores vêm a conhecê-la e governá-la.


Os perigos do Transporte Aéreo Clandestino

Os regulamentos aeronáuticos buscam estabelecer critérios mínimos a serem seguidos pelos integrantes da indústria em questão.


A agenda do dia seguinte

A reforma da Previdência será aprovada no Congresso, salvo fatos graves e imprevistos. A dúvida, hoje, se restringe a quanto será, efetivamente, a economia do governo, em dez anos, já que as estimativas variam entre 500 a 900 bilhões de reais.


Comissão de Justiça e Paz

A CJP de Vitória foi criada em 1978 pelos Bispos Dom João Baptista da Motta e Albuquerque e Dom Luís Gonzaga Fernandes.