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O papel do desenho no desenvolvimento infantil

O papel do desenho no desenvolvimento infantil

11/04/2012 Cristiane Ferreira

Toda criança adora desenhar. Isso se deve ao fato de que o desenho é uma atividade lúdica e divertida, na qual a criança tem a liberdade de se expressar através de traços e cores.

Nas escolas de educação infantil, desenhar ocupa uma boa parte da rotina da criança, assim como o brincar. Desenhar, além de ser uma forma de expressão, contribui para o desenvolvimento infantil, pois ajuda na organização do pensamento, coordenação entre visão e movimento da mão usada para escrever (essencial para a alfabetização), construção de noção espacial e outros aspectos cognitivos. Os desenhos infantis, na maioria das vezes sem lógica para os adultos, podem demonstrar a maneira como a criança entende o objeto desenhado e não apenas como ela o vê.

Por isso, nem sempre o desenho é uma cópia fiel da realidade. Ao desenhar a criança também imprime suas ideias e sentimentos. O desenho infantil pode dar pistas de como o raciocínio da criança está estruturado. Por esse motivo, muitos educadores utilizam o desenho infantil para planejar ações didáticas. Psicólogos e psicopedagogos também usam desenhos infantis como uma de suas ferramentas para diagnóstico e intervenções terapêuticas.  A leitura e interpretação do desenho infantil são feitas por esses especialistas, a partir de técnicas científicas próprias para esse fim, dentro de cada área de atuação profissional.

Além de desenhar na escola, as crianças devem desenhar também em casa. Os pais podem deixar à disposição de seus filhos materiais para desenho. Para as crianças pequenas, de até 4 anos, o ideal é utilizar folhas maiores (uma cartolina dividida ao meio ou papel pardo), pois como a criança ainda está desenvolvendo sua coordenação motora, ela terá mais espaço para executar movimentos amplos com o lápis. Uma folha pequena dificulta isso e também é garantia de ter a mesa “rabiscada”, pois certamente o espaço limitado não será suficiente para o desenho.

Deve ser usado também giz de cera grosso, pois é mais resistente e adapta-se melhor às pequenas mãos das crianças. As crianças maiores já podem utilizar folhas de tamanho A4. Outra dica é oferecer aos pequenos outros suportes para desenho e papéis de diferentes texturas, tamanhos e formas. Nem todo papel precisa ser retangular. Ao desenhar em círculos e triângulos, por exemplo, a criança vai desenvolvendo também a noção de formas geométricas. Além de giz de cera, podem ser usados lápis de cor, caneta hidrocor e tintas para tintura a dedo ou pincel.

É importante que a criança fique livre para escolher as cores que desejar. Vale lembrar que nem sempre as cores escolhidas corresponderão à realidade, ou seja, a criança pode determinar que o céu, ao invés de azul, será verde. O adulto não deve interferir e nem corrigir dizendo à criança que o céu é azul. Ao terminar o desenho, o adulto pode perguntar à criança o que ela desenhou. Ao ouvir as explicações, certamente achará graça e se surpreenderá com a criatividade dos pequenos.

* Cristiane Ferreira é Psicopedagoga.



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