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O que é ser um profissional inovador?

O que é ser um profissional inovador?

07/03/2014 Vanessa Scheer

Muito se tem discutido sobre o perfil inovador dos profissionais, hoje encarado como competência estratégica básica em qualquer área de atuação.

Contar com ideias novas e pensar diferente são atitudes fundamentais dentro de qualquer negócio. A criatividade é apenas o primeiro passo para que se possa inovar. Além de boas sugestões, devemos reconhecer oportunidades para poder aplicá-las e solucionar problemas.

Entretanto, não é somente esta competência que deve ser valorizada. Por isso, é preciso entender melhor o que é ser inovador, dar na medida certa o peso para estes profissionais, mas não deixar de lado colaboradores que também contribuem e movem qualquer negócio: aqueles que executam suas tarefas com primor, organização, pontualidade e colocam em prática, justamente, as idéias inovadoras. O perfil de um bom profissional hoje é muito diferente daquele valorizado anos atrás.

Quem tinha MBA, por exemplo, era quase uma sumidade dentro da empresa, assim como aquele que falava inglês fluentemente. Há algum tempo as empresas têm outras exigências. Querem profissionais que tenham não só conhecimento de diferentes línguas e boa formação acadêmica, como também flexibilidade – ponto este fundamental na avaliação de sua carreira – para se adaptar às mudanças em relação ao mercado e ao negócio. Importante ainda possuir uma visão multicultural, saber entender e encarar desafios como um fator positivo e estar alinhado com os valores da empresa.

Porém, todas estas características só têm real valor se a pessoa consegue, ao mesmo tempo, entregar bons resultados. É importante que as empresas invistam nesses profissionais inovadores, pois ao oferecer treinamentos sistemáticos estará estimulando-os cada vez mais, uma vez que é importante ampliar seus conhecimentos do negócio. Inovar não é puramente ser um “Professor Pardal”, com idéias mirabolantes de novos processos e sistemas. Sim, claro, isso traz resultados substanciais para qualquer carreira e negócio.

Mas o ser inovador é também aquele que consegue melhorar processos simples do dia a dia. Aperfeiçoar o que já é feito. Inovar é não se conformar e se questionar sempre, positivamente. É desempenhar seu papel com um olhar crítico e questionador para enxergar possibilidades de mudança naquilo que já é feito, muitas vezes automaticamente. Ser inovador não é somente um talento nato, trata-se sim de uma competência que pode e deve ser desenvolvida.

E isso pode ser feito de formas simples como, por exemplo, buscar atividades complementares, lendo com certa constância, viajando. Ou simplesmente escolher um dia da semana para mudar sua rotina, se abrindo para novas experiências. Ações simples que refrescam a cabeça e abrem as janelas da percepção. Inovar é um processo que funciona em equipe. Por isso, o individualismo não deve ser valorizado. Em processos criativos o dono da idéia é o time.

Até porque não basta apenas criar, mas também saber como concretizar. Ter capacidade de execução e transformar as possibilidades em realidade é parte fundamental de qualquer projeto. Por isso, uma empresa não vive só de profissionais inovadores e é preciso equilibrar este peso. E aquele que trabalha diariamente para desenvolver processos rotineiros, sistemáticos ou justamente por em prática os projetos diferenciados? Executar corretamente tem muito valor para qualquer operação.

E executar com questionamento, ou seja, como fazer melhor e dar mais resultados, já abre possibilidades para inovar também. Até porque não são todos os profissionais que atuam em áreas com espaço para o desenvolvimento de projetos diferenciados. Em suma, criatividade é pensar coisas novas, inovação é fazer coisas novas e valiosas, e dar um novo olhar para o que já é feito.

Fazer melhor é garantir mais produtividade, mais eficiência, menos custos, em qualquer cargo e área de uma empresa. Contar com profissionais inovadores é fundamental, mas ter, manter e valorizar aqueles com grande capacidade de execução também é primordial. Ambos os perfis são complementares e sem eles nenhuma empresa terá o crescimento esperado.

*Vanessa Scheer, formada em psicologia.



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