Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Profissão professor!

Profissão professor!

28/11/2012 Maria Aparecida Buliani

No exato momento em que você lê este texto, centenas de milhares de professores, em cada canto do Brasil, se dedicam a educar alguém.

Em sua maioria, com certeza eles chegaram à escola hoje, mais uma vez, com a esperança renovada, prontos para exercer um ofício que, antes de tudo, é uma paixão. Isso não é demagogia, e tampouco devemos esquecer que tratar a função do docente como uma missão abnegada contribuiu para desvalorizar essa carreira que é uma das mais importantes da sociedade contemporânea – a sociedade do conhecimento.

Ser professor é uma profissão, sim, e como tal deve ser tratada. Por isso, vale a pena pensar nos desafios que enfrentam esses profissionais. O primeiro resume os demais: reencontrar o lugar que os educadores ocupam, de fato e de direito, em nossa sociedade. Ser professor já foi uma função constituída de uma autoridade essencial. Os “mestres” eram vistos como referência absoluta, com poderes incontestáveis até mesmo ante a família. No mundo contemporâneo, há quem diga que chegamos ao extremo oposto, à extrema desvalorização social docente.

Penso que, nem tanto ao mar, nem tanto à terra. O mundo de hoje não comporta mais autoridades incontestáveis, a não ser aquelas conquistadas pelo respeito e pela competência. Do mesmo modo, reconhecer o profissionalismo do docente implica assegurar condições adequadas para que ele exerça suas funções, em todos os sentidos, em qualquer lugar do país.

Trata-se de uma questão de dignidade. Basta ver como muitas análises que se fazem sobre os graves problemas do ensino são simplesmente lançadas na “conta” dos professores. Pouco se faz para mudar os cursos de formação, que preparam docentes para um mundo que não existe mais. Pouco se faz para garantir um conjunto de condições necessárias para o exercício do ofício, que envolvem a remuneração, mas não apenas ela.

Parece que se espera do professor que ele, sozinho, supere todas as adversidades para ensinar bem. Professor não é vítima, tampouco salvador da pátria. É um profissional, com direitos e obrigações, e que todo dia precisa saber renovar a profissão. Tem, sim, responsabilidade sobre o que acontece nas escolas, e precisa assumir o desafio de prover qualidade. Mas compartilha essa responsabilidade com todos, com gestores públicos e privados, legisladores, famílias.

Não avançaremos se o direito a uma educação de qualidade para todos não for assumido como demanda da sociedade, na qual todos – todos, mesmo – estão envolvidos. Quaisquer que sejam as escolhas que faremos como nação, é certo que não prescindiremos jamais dos professores.

Os milhões de educadores em todo o Brasil precisam ser prestigiados com oportunidades de formação continuada, com participação e, sim, com apelos para que floresça sempre aquilo que todos trazem dentro de si: a paixão pela educação. Seja um deles! Não tenha medo ou vergonha de dizer-se professor, aceitar-se professor e continuar professor. Parabéns, professor!

*Maria Aparecida Buliani é do suporte pedagógico do Ético Sistema de Ensino.



Administração estratégica: desafios para o sucesso em seu escritório jurídico

Nos últimos 20 anos o mercado jurídico mudou significativamente.


Qual o melhor negócio: investir em ações ou abrir a própria empresa?

Ser um empresário ou empresária de sucesso é o sonho de muitas pessoas.


Intercooperação: qual sua importância no pós- pandemia?

Nos últimos dois anos, o mundo enfrentou a maior crise sanitária dos últimos 100 anos.


STF e a Espada de Dâmocles

O Poder Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Investigativa são responsáveis pela persecução penal.


Lista tríplice, risco ao pacto federativo

Desde o tempo de Brasil-Colônia, a lista tríplice tem sido o instrumento para a nomeação de promotores e procuradores do Ministério Público.


ESG: prioridade da indústria e um mar de oportunidades

Uma pesquisa divulgada recentemente pelo IBM Institute for Business Value mostra que a sustentabilidade tem ocupado um lugar diferenciado no ranking de prioridades de CEOs pelo mundo se comparado a levantamentos anteriores.


Como conciliar negócios e família?

“O segredo para vencer todas as metas e propostas é colocar a família em primeiro lugar.”, diz a co-fundadora da Minucci RP, Vivienne Ikeda.


O limite do assédio moral e suas consequências

De maneira geral, relacionamento interpessoal sempre foi um grande desafio para o mundo corporativo, sobretudo no que tange aos valores éticos e morais, uma vez que cada indivíduo traz consigo bagagens baseadas nas próprias experiências, emoções e no repertório cultural particular.


TSE, STF e a censura prévia

Sabe-se que a liberdade de expressão é um dos mais fortes pilares da democracia.


Sociedade civil e a defesa da democracia

As últimas aparições e discursos do presidente da República vêm provocando uma nova onda de empresários, instituições e figuras públicas em defesa da democracia e do sistema eleitoral no Brasil.


Para além do juramento de Hipócrates: a ética na prática médica

“Passarei a minha vida e praticarei a minha arte pura e santamente. Em quantas casas entrar, fá-lo-ei só para a utilidade dos doentes, abstendo-me de todo o mal voluntário e de toda voluntária maleficência e de qualquer outra ação corruptora, tanto em relação a mulheres quanto a jovens.” (Juramento de Hipócrates).


O sentido da educação

A educação requer uma formação pessoal, capaz de fazer cada ser humano estar aberto à vida, procurando compreender o seu significado, especialmente na relação com o próximo.