Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Quando comer saudável fica complicado demais

Quando comer saudável fica complicado demais

03/07/2011 Melissa Setubal

Coma comida. Não muita. Na maioria, vegetais.” é como Michael Pollan resume toda a sabedoria alimentar da evolução humana. É uma regra simples, não é mesmo? Até você entrar no supermercado e se deparar com dezenas de corredores e prateleiras lotadas de opções em embalagens chamativas escritas frases e palavras que fazem nossos olhos brilharem.

Nos dias de hoje, é muito comum encontrar diversas opções de produtos que se autoproclamam “mais saudável”, “natural”, “sem adição de açúcar”, “50% menos gordura”, “40% menos calorias”, “agora com farinha integral”, “mais de 8 vitaminas e minerais adicionados”.

E na ilusão da comodidade e de que a junk food foi transformada em algo que pode ser degustado sem culpa, compramos com a certeza de que fizemos a melhor escolha. Será? Marion Nestle, em seu livro “Food Politics”, descortina o que está por trás da indústria de alimentos e suplementos, esclarecendo a origem desta demanda por alimentos ditos saudáveis e/ou transformados em uma versão melhorada.

O que começou como uma tentativa do governo de suprir a quantidade mínima recomendada de vitaminas e minerais à uma população que ainda sofria da escassez de certos nutrientes, hoje se tornou um poderoso instrumento de marketing, que ajuda aumentar as vendas e melhorar a reputação das marcas. A questão principal é: qual a melhor forma de nutrir meu corpo para que ele possa viver em toda a sua potencialidade?

A resposta está no projeto que a natureza desenhou, nosso DNA. Os genes foram programados para reagir aos estímulos do ambiente, e o alimento é uma das formas mais impactantes de se “ligar e desligar esses interruptores”. Por mais que eles se adaptem às mudanças, nossas células ainda esperam ansiosas por aqueles nutrientes no formato programado originalmente, ou seja, outras substâncias criadas pela própria natureza.

Aí é que a coisa começa a se complicar. Nós começamos a modificar os alimentos, processando-os em indústrias para produzir em maior quantidade, alterando geneticamente para aumentar produtividade, acrescentando substâncias químicas ou simulando artificialmente compostos encontrados na natureza para aumentar o tempo de prateleira, entre outras coisas. E comida passou a ser, cada vez mais, algo que “nasce” nas gôndolas do supermercado, ao invés de algo que se cultiva e colhe e come.

Para sobreviver a essa “guerra da propaganda” e garantir que eu coma na maior parte do tempo algo realmente saudável e nutritivo, eu tenho algumas regrinhas que me ajudam na hora de fazer compras: Uma forma de driblar toda essa confusão é voltar ao básico. Faço compras em feiras livres, pois, em sua maioria, as opções vieram diretamente da plantação para sua mesa.

No supermercado, vou direto para a sessão de hortifruti, e busco opções em sua “embalagem natural”. Tudo que ainda puder ser reconhecido no formato de planta ou animal vale. Evito ao máximo o que vier em embalagens coloridas, com slogans, frases apelativas, mocinhas uniformizadas servindo para degustação, tiver um tempo de validade de anos.

Analiso se realmente aquela é uma boa escolha para mim naquele momento. Leio atentamente as embalagens dos produtos. Se a lista começar com açúcar ou sal, ou qualquer coisa que não seja um alimento real, não levo.

Verifico também se há outras marcas que não usem ou que utilizem menor quantidade desses temperos. Se eu não consigo usar minha boca para falar, não coloco dentro dela. Se na lista de ingredientes tiver um monte de nomes impronunciáveis, melhor procurar outra opção ou cozinhar eu mesma. Essas substâncias químicas vão fazer o corpo ter tanto trabalho para digerir, que não vai restar nenhum nutriente no final da digestão. Boas compras, bom apetite, e boa saúde!

* Melissa Setubal é coach de saúde integrativa.



Argentina e Venezuela são alertas para países que ainda são ricos hoje

No meu novo livro How Nations Escape Poverty, mostro como as nações escapam da pobreza, mas também tenho alguns comentários sobre como países que antes eram muito ricos se tornaram pobres.

Autor: Rainer Zitelmann


Como a integração entre indústria e universidade pode trazer benefícios

A parceria entre instituições de ensino e a indústria na área de pesquisa científica é uma prática consolidada no mercado que já rendeu diversas inovações em áreas como TI e farmacêutica.

Autor: Thiago Turcato


Marcas de um passado ainda presente

Há quem diga que a infância é esquecida, que nada daquele nosso passado importa. Será mesmo?

Autor: Paula Toyneti Benalia


Quais são os problemas que o perfeccionismo causa?

No mundo complexo e exigente em que vivemos, é fácil se deparar com um padrão implacável de perfeição.

Autor: Thereza Cristina Moraes


De quem é a América?

Meu filho tinha oito anos de idade quando veio me perguntar: “papai, por que os americanos dizem que só eles vivem na América?”.

Autor: Leonardo de Moraes


Como lidar com a dura realidade

Se olharmos para os acontecimentos apresentados nos telejornais veremos imagens de ações terríveis praticadas por pessoas que jamais se poderia imaginar que fossem capazes de decair tanto.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


O aumento da corrupção no país: Brasil, que país é este?

Recentemente, a revista The Economist, talvez a mais importante publicação sobre a economia do mundo, mostrou, um retrato vergonhoso para o Brasil no que diz respeito ao aumento da corrupção no país, avaliação feita pela Transparência Internacional, que mede a corrupção em todos os países do mundo.

Autor: Ives Gandra da Silva Martins


O voto jovem nas eleições de 2024

O voto para menores de 18 anos é opcional no Brasil e um direito de todos os adolescentes com 17 ou 16 anos completos na data da eleição.

Autor: Wilson Pedroso


Um novo e desafiador ano

Janeiro passou. Agora, conseguimos ter uma ideia melhor do que 2024 reserva para o setor de telecomunicações, um dos pilares mais dinâmicos e relevante da economia.

Autor: Rafael Siqueira


Desafios da proteção de dados e a fraude na saúde

Segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) R$ 34 bilhões dos gastos das operadoras médico-hospitalares com contas e exames, em 2022, foram consumidos indevidamente por fraudes, como, por exemplo, reembolso sem desembolso, além de desperdícios com procedimentos desnecessários no país.

Autor: Claudia Machado


Os avanços tecnológicos e as perspectivas para profissionais da área tributária

Não é de hoje que a transformação digital vem impactando diversas profissões.

Autor: Fernando Silvestre


Inteligência Artificial Generativa e o investimento em pesquisa no Brasil

Nos últimos meses, temos testemunhado avanços significativos na área da inteligência artificial (IA), especialmente com o surgimento da inteligência artificial generativa.

Autor: Celso Hartmann