Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Reciclagem de bitucas

Reciclagem de bitucas

11/08/2016 Pedro Cardoso da Costa

Existe uma queixa recorrente por parte da população de que os textos são repetitivos em demasia.

A resposta é que, se estes se repetem, é porque os problemas continuam insolúveis. Por isso, volto à discussão sobre o mau hábito de os brasileiros jogarem objetos nas ruas sem nenhum constrangimento.

Iniciamos essa campanha de combate à sujeira das cidades em 1987. Dentre várias ações pessoais, destaco o livro Cultura da Sujeira, que escrevi em 1996 e o encaminhamento de um texto padronizado a todas as prefeituras do país, entre 1995 e 1998.

A quem se interessar, posso encaminhar uma tabela com 20 ações individuais. Não é um problema de fácil solução, em virtude da sua amplitude e variedade de aspectos. Assim, foi que, a partir de 2015, o foco do combate passou a ser o hábito de se jogar as bitucas nas ruas e estradas.

Esse comportamento é generalizado entre gênero, idade, classe social e escolaridade. Não existe diferença entre fumantes analfabetos ou magistrados; ambos atiram as pontas de cigarro nas vias públicas, com a mesma naturalidade.

Aqueles mais cônscios de sua cidadania utilizam como cinzeiros os canteiros de obras, os jardins e as valas, de preferência. Jogam em qualquer lugar onde fiquem camufladas. Costuma-se responsabilizar as autoridades pela falta de recipientes adequados.

Depois, reforçar que as vias públicas pertencem à coletividade e não são bens particulares de ninguém. Um bom começo para solucionar essa questão é difundir a ideia de que a responsabilidade pela bituca é exclusiva do fumante.

Em seguida, colocar várias ações em prática. Nessa linha, todos os estabelecimentos comerciais deveriam colocar as chamadas bituqueiras na parte externa das entradas. Os feirantes, donos de barracas poderiam colocar cinzeiros, mesmo que improvisados com pequenos potes de vidro ou latas.

As grandes empresas poderiam ir mais longe e fornecer cinzeiros de bolso ou portáteis aos funcionários, podendo ser um simples tubo de ensaio. Essa iniciativa seria significativa se fosse seguida por todas as agências do Bradesco, do Itaú, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, Correios, entre outros.

Já as faculdades e escolas em geral, verdadeiros redutos de pontas de cigarro, deveriam dar uma educação suficientemente capaz de evitar que seus doutores saíssem jogando bitucas nas vias públicas. Todos deveriam disponibilizar recipientes para reciclagem e colaborar com a entrega das bitucas em endereços disponíveis na internet.

Nessa luta, chego às raias da grosseria e espalho mensagens agressivas, como “fumante: rua não é cinzeiro” ou “bituca: jogar no chão é falta de educação”. Tenho até uma sugestão para quem se interessar em produzir um vídeo: um casal vai pela estrada em período de muita seca.

O homem machão vai dirigindo e fumando. Ele joga a bituca fora pela janela e o fogo se alastra de imediato. No mato, algo se mexe e a mulher reforça o mal que ele pode ter causado a algum animal ou até pessoa. Ele desdenha, faz chacota.

Quando chegam em casa, ligam a TV e a abertura do maior jornal do Brasil refere-se a uma pessoa que morreu num incêndio causado por uma bituca de cigarro. A imagem do falecido vem devagar, crescendo... Quando a imagem fica nítida, eles percebem que se tratava do próprio filho.

Acordar suado desse sonho fica a critério de quem produzir o referido vídeo. Insistindo nessa questão, a meta a ser alcançada seria que nenhum fumante jogasse uma bituca em nenhuma cidade ou estrada do país inteiro até 2025. E para aqueles que acham essa tarefa impossível, apoio-me no pensamento do francês Jean Cocteau: “não sabendo que era impossível, foi lá e fez”.

* Pedro Cardoso da Costa é Bacharel em direito. 



Primeiro semestre: como estão as metas traçadas para 2024?

O que mais escutamos nas conversas é: “Já estamos em junho! E daqui a pouco é Natal!”

Autor: Elaine Ribeiro


Proliferação de municípios, caminho tortuoso

Este é um ano de eleições municipais no Brasil. Serão eleitos 5.570 prefeitos, igual número de vice-prefeitos e milhares de vereadores.

Autor: Samuel Hanan


“Vaquinha virtual” nas eleições de 2024

A campanha para as eleições municipais de 2024 ainda não foi iniciada de fato, mas o financiamento coletivo já está autorizado.

Autor: Wilson Pedroso


Cotas na residência médica: igualdade x equidade

Um grande amigo médico, respeitado, professor, preceptor de Residentes Médicos (com letras maiúsculas), indignado com uma reportagem publicada, em periódico do jornal Estado de São Paulo, no dia 05 do corrente mês, enviou-me uma cópia, requestando que, após a leitura, tecesse os comentários opinativos.

Autor: Bady Curi Neto


O impacto das enchentes no RS para a balança comercial brasileira

Nas últimas semanas, o Brasil tem acompanhado com apreensão os estragos causados pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

Autor: André Barros


A força do voluntariado nas eleições

As eleições de 2022 contaram com mais de 1,8 milhão de mesários e mesárias, que trabalharam nos municípios de todo o país. Desse total, 893 mil foram voluntários.

Autor: Wilson Pedroso


A força da colaboração municipal

Quando voltamos nossos olhares para os municípios brasileiros espalhados pelo país, notamos que as paisagens e as culturas são diversas, assim como as capacidades e a forma de funcionamento das redes de ensino, especialmente aquelas de pequeno e médio porte.

Autor: Maíra Weber


As transformações universais que afetam a paz

Recentemente a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) aprovou projeto proposto pelo governo estadual paulista para a criação de escola cívico-militar.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Por um governo a favor do Brasil

A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, constitui-se em estado democrático de direito e tem como fundamentos a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho, da livre iniciativa e do pluralismo político.

Autor: Samuel Hanan


Coração de Stalker

Stalking vem do Inglês e significa Perseguição. Uma perseguição obsessiva, implacável, com envolvimento amoroso e uma tentativa perversa de controle.

Autor: Marco Antonio Spinelli


Na crise, informação

“Na gestão da crise, é muito importante a informação.” Com esta sentença afirmativa, o governador do Rio Grande do Sul abriu sua participação no Roda Viva, da TV Cultura.

Autor: Glenda Cury


Hiperconectividade: desafio ou poder da geração Alpha?

Qual adulto diante de um enigma tecnológico não recorreu ao jovem mais próximo? Afinal, “eles já nasceram com o celular!”.

Autor: Jacqueline Vargas