Portal O Debate
Grupo WhatsApp


Reféns do Futuro

Reféns do Futuro

20/09/2012 Odair J. Comin

Nossa vida se dirige para o futuro, disso todos sabemos e melhor se conseguirmos manter essa direção, mas é importante lembrar que ainda não chegamos lá.

E quando confundimos, perdemos o presente, o real. Podemos dizer, sem receios, que a famigerada ansiedade, é o grande algoz do homem moderno, e do próprio viver. Ela faz concessões o tempo todo, mas sua moeda de troca não tem valor algum. Apenas uma promessa de dividendos, que não dá garantia alguma, e na maioria das vezes não entrega.

A ansiedade é uma dama extremamente sedutora, suas estratégias são pautadas em nossos desejos, vontades, nossos medos, angústias. Quanto mais conhecemos alguém, mais seremos capazes de seduzir. Sendo este sentimento um produto nosso, por certo nos conhece bem e usa esse conhecimento para nos envolver em sua miríade de promessas.

Na medida em que a sedução só mostra o que não é, vende o que não tem. Aquele que cede aos seus encantos está fadado à decepção, e porque não dizer à destruição. Isso feito com crueldade, requinte, sutileza e lentamente. A ânsia chega sorrateira, estuda o ambiente, estuda a personalidade.

Chega a pedir licença, esbanja polidez, mas não se iludam. Logo estará ordenando, pressionando, tirando o seu sono, alterando seu humor, embaralhando seus pensamentos, roubando-lhe o real e brevemente você se tornará refém do futuro. Não se deixe seduzir. Não sacrifique o presente em prol de incertezas. Esteja aonde a vida realmente acontece.

O amanhã é uma bolha de sabão, só é possível colher o dia e tocar o que está a sua frente. Porque quando você cria o hábito de flertar com o porvir, se descola do agora e começa a viver uma fantasia. Sofre porque o ideal da mente, não condiz com o real da vida. O futuro te faz bem ou mal? É seu carrasco ou seu salvador, seu mestre, seu senhor, lhe dá ou tira a vida?

Se queres viajar no tempo, tenha consciência de que é apenas uma viagem fantástica. Use-a para se divertir, não para se martirizar, sofrer ou se machucar. O futuro vive de promessas, e é o melhor que ele pode fazer, e se você acha que pode viver de juras, então precisa rever seus conceitos.

O presente nem sempre é um mar de rosas, disso sabemos todos, mas é verdadeiro, é o que é. Não há vida no abismo, e quando você tenta dar o segundo passo sem ter dado o primeiro, ele te engole. Liberte-se do futuro e aprenda a lidar com o real de forma saudável.

Odair J. Comin é Psicólogo Clínico e Escritor, Autor do livro “Mestre das Emoções”.



Os desafios de tornar a tecnologia acessível à população

Vivemos uma realidade em que os avanços tecnológicos passaram a pautar nosso comportamento e nossa sociedade.


O uso do celular, até para telefonar

Setenta e sete por cento dos brasileiros utilizam o smartphone para pagar contas, transferir dinheiro e outros serviços bancários.


Canto para uma cidade surda

O Minas Tênis Clube deu ao Pacífico Mascarenhas o que a cidade de Belo Horizonte deve ao Clube da Esquina; um cantinho construído pelo respeito, gratidão, admiração, reconhecimento, apreço e amor.


Como acaso tornou famoso notável compositor

Antes de alcançar a celebridade, e a enorme fortuna, Verdi, passou muitas dificuldades financeiras.


Gugu e a fragilidade da vida

A sabedoria aconselha foco no equilíbrio emocional e espiritual diante da fragilidade e fugacidade da vida.


Quando o muro caiu

O Brasil se preparava para o segundo turno das eleições presidenciais, entre o metalúrgico socialista Luís Inácio Lula da Silva e a incógnita liberal salvacionista Fernando Collor de Melo, quando a televisão anunciou a queda do muro de Berlim.


Identidade pessoal e identidade familiar

Cada família gesta a sua identidade, ainda que algumas vezes, de forma inconsciente.


Desprezo e ingratidão

Não sei o que dói mais: se a ingratidão se o desprezo.


A classe esquecida pelo governo

O fato é que a classe média acaba por ser a classe esquecida pelo governo.


O STF em defesa de quem?

A UIF, antigo COAF, foi criada como uma unidade do Ministério da Justiça (hoje, no BACEN) para fazer uma coisa muito simples: receber dos bancos notificações de que alguém teria realizado uma transação suspeita, anormal.


O prazer da leitura

Ao contrário do que se possa pensar, não tenho muitos amigos. Também não são muitos os conhecidos.


Desmoralização do SFT

A moralidade e a segurança jurídica justificam a continuidade da prisão em segunda instância. A mudança desta postura favorece a impunidade dos poderosos e endinheirados.