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Salário Mínimo, uma questão moral

Salário Mínimo, uma questão moral

03/12/2014 Roberto Rachewsky

O governador Tarso Genro se despede, plantando uma bomba de retardo que explodirá, assim que tiver deixado o Palácio Piratini para trás.

Querer impor um aumento de 16% no salário mínimo, não é mais imoral do que a existência do salário mínimo em si. É apenas agregar à imoralidade, uma enorme dose de irresponsabilidade. A imoralidade do salário mínimo é idêntica à de qualquer outro controle de preços estabelecido pela força. O governo deve proteger a liberdade e a propriedade das pessoas, para que cada um aja de acordo com seu próprio julgamento. Cabe a cada um de nós, para viver e florescer em uma sociedade, decidir sobre o que é melhor e o que não é para si.

Quando um empregador e um empregado estabelecem, livremente, um contrato de trabalho entre si, estão simplesmente fazendo isso. Quando alguém impede que isso ocorra, cassa o direito que cada um tem de decidir sobre a suas próprias escolhas, sobre como viver a sua vida como bem entender. Um salário mínimo estabelecido pela força, não aumenta o valor objetivo do trabalho, apenas obrigará que o empregador elimine aquela função investindo em alternativas mais econômicas.

Essa intervenção criará uma situação de risco para todos, para o empregador que perderá competitividade e, principalmente, para o empregado que perderá seu emprego. Além de violar o direito de ambos, o salário mínimo impede o acesso ao mercado de trabalho daqueles que não tem experiência ou capacidade produtiva para receber mais do que o empregador se disporia a pagar. O mercado de trabalho se transforma assim, num clube fechado, onde somente os mais aptos têm acesso, restando aos demais, viver na informalidade ou sustentado pelas esmolas estatais que garantem apenas votos.

Quem defende uma vida produtiva e independente, baseada na liberdade e na justiça, não aumentaria o salário mínimo, simplesmente o revogaria. Criação e distribuição de renda não se faz por decreto, mas pela inovação e investimento constantes. A participação do governo nessa receita limita-se à proteção da liberdade, da propriedade e do fiel cumprimento dos contratos, ideia que o governo atual e o futuro, parecem não acreditar.

* Roberto Rachewsky é Empreendedor e Colunista do Instituto Liberal.



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