Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Tratar do coronavírus sem pânico

Tratar do coronavírus sem pânico

17/03/2020 Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves

Uma coisa o coronavírus já provou. O mundo globalizado, não está preparado para enfrentar problemas decorrentes da própria globalização.

Os coronavírus são conhecidos desde os anos 1960, quando derivaram da alpaca (camelídio lanífero criado no Peru, Chile e Bolívia) e a maioria das pessoas com eles se infecta ao longo da vida, mas de forma branda, moderada e de curta duração. São gripes ou resfriados de poucos dias. Sua circulação foi registrada também em 2002, 2004, 2005 e 2012, vindo de morcegos, bovinos e camelos. A forma agressiva, que hoje amedronta o mundo, surgiu o ano passado na China. Foi transmitida ao humano pelos pangolins, um mamífero coberto de escamas que vive nas zonas tropicais da Ásia e da África. A velocidade da propagação na China, Europa e em outros países do hemisfério norte, colocou o mundo em alerta. A falta de conhecimento sobre a evolução é o grande e aterrorizante complicador.

Até amanhã desta segunda-feira (16), haviam no mundo 169.484 casos confirmados da doença e 6.518 mortes. No Brasil, chegamos a 200 casos confirmados, um aumento de 60%, pois no domingo eram 121, e até agora, sem mortes. Na América do Sul, morreram cinco, sendo duas vítimas na Argentina, duas no Equador e uma na Guyana (inglesa).

Mais do que a possibilidade de infestação e morte, estamos sofrendo uma sinistrose.  O país proibirá a reunião e circulação das pessoas para evitar a transmissão em alta escala que leve à necessidade de internação além da capacidade de nossa rede de saúde, especialmente hospitais com isolamento e UTI. Especialistas divergem na previsão do número de possíveis infectados. O dr. David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, informou que o governo trabalha com a possibilidade do vírus contaminar entre 1% e 10% da população do estado, de 46 milhões de habitantes. Isto que dizer que poderão ser infectados entre 460 mil e 4,6 milhões de pessoas. Mas o infectologista Anthony Wong, diz que, “se chegarmos, será no máximo 2 a 3 mil casos”.

O mercado financeiro está tenso, as empresas aéreas, de turismo, escolas, shoppings, cinemas, restaurantes e outros estabelecimentos de grande movimentação de público tendem a parar e os prejuízos serão inevitáveis, podendo até inviabilizar os negócios atingidos. É importante que as autoridades sejam comedidas para evitar medidas extremas e desnecessárias, que possam produzir efeitos colaterais piores que o próprio problema.

Uma coisa o coronavírus já provou. O mundo globalizado, não está preparado para enfrentar problemas decorrentes da própria globalização. Diferente do passado, quando a relação dos povos se dava através vagarosos navios, hoje temos a celeridade e a grande frota de jatos que decola e pousa diariamente em todos os quadrantes do planeja. Além das medidas profiláticas para evitar o embarque dos males e sua ida de um lugar para o outro, é preciso ter estrutura mínima capaz de garantir a saúde da população nos momentos em que os controles venham a falhar. Uma obrigação de Governo, Parlamento e órgãos de saúde.  Ainda mais: os especialistas lembram que o coronavírus tem taxa de propagação de 2,2 a 2,5, menor do que as influenzas contra as quais nos vacinamos anualmente e infinitamente inferior às do sarampo (18 a 20), da dengue (16) e da catapora (12 a 13). Esses males, presentes endemicamente entre nós, não podem ser negligenciados por conta da epidemia (ou pandemia) agora surgida...



Muito além do chip da beleza

Você, com certeza, nos últimos meses já ouviu falar do famoso “chip” da beleza.


Educação para poucos é o avesso de si

Intitulado “Reimagining our futures together: A new social contract for education”, um estudo recente da Unesco é categórico logo nas primeiras páginas: “Nossa humanidade e Planeta Terra estão sob ameaça”.


Mãe: Florescer é não se esquecer de viver!

Tenho experimentado que o “traço de mãe”, plantado por Deus no coração de cada mulher que Ele criou, vai além da capacidade de gerar filhos, biologicamente.

Mãe: Florescer é não se esquecer de viver!

Bullying: da vítima ao espectador

O bullying é um tipo particular de violência, caracterizado por agressões sistemáticas, repetitivas e intencionais, contra um ou mais indivíduos que se encontram em desigualdade de poder, gerando sofrimento para as vítimas, agressores e comunidade.


Desafios e oportunidades para o saneamento

Considerado um dos menos atrativos na infraestrutura, o setor de saneamento passa por uma profunda mudança de paradigma com a aprovação da Lei 14.026/2020.

Desafios e oportunidades para o saneamento

Os desafios de lidar com maternidade e realização profissional

A experiência da maternidade é o momento mais importante na vida da mulher, no entanto um dos mais preocupantes também.


Como a inteligência de dados auxilia o Open Finance

Imagine que a sua televisão está com defeito. Você busca um modelo um pouco melhor na internet (afinal, você merece) e decide comprá-la em algumas suaves prestações.


Evolução da telessaúde

Maior segurança e respeito à autonomia de profissionais e pacientes.


Explore seu universo de possibilidades

Você sabia que o ser humano enfrenta em média 23 adversidades por dia?


Um doidivanas incorrigível

Todos reconhecem Camilo Castelo Branco, como escritor talentoso. Admiram-lhe a riqueza do vocabulário e a vernaculidade da prosa.


O metaverso vem aí e está mais próximo do que você imagina

Você, assim como eu, já deve ter ouvido falar no Metaverso.


Indulto x Interferência de Poderes

As leis, como de corriqueira sabença, obedecem a uma ordem hierárquica, assim escalonadas: – Norma fundamental; – Constituição Federal; – Lei; (Lei Complementar, Lei Ordinária, Lei Delegada, Medida Provisória, Decreto Legislativo e Resolução).