Portal O Debate
Grupo WhatsApp


Um filme em que você é o herói

Um filme em que você é o herói

19/02/2018 Pedro Panhoca da Silva

Esse tipo de entretenimento não é novidade: existe pelo menos desde a década de 1930 na literatura.

Já há um tempo que a Netflix planeja um novo tipo de entretenimento: um programa/filme/curta no qual o próprio telespectador é quem decide como o enredo continua.

Esse tipo de entretenimento não é novidade: existe pelo menos desde a década de 1930 na literatura e desde 1980 na indústria de games, seja nos jogos dos primeiros computadores como os Text Adventures (sendo Zork um famoso expoente) ou os livros-jogos (séries como Fighting Fantasy, Lone Wolf e outras dezenas delas) os quais muito jogador de RPG tinha como “ritual de iniciação”.

Assim como antigamente se evitavam filmes de super-heróis por falta de recursos, hoje se acredita que o famoso provedor global de filmes e séries de televisão via streaming tenha tecnologia suficiente para fazê-los, e com sucesso. Mas será que o boom vai ser o mesmo conseguido pelas produtoras que apostaram nas eternas rivais Marvel e DC? Alguns creem que seja uma visão utópica, pois o que o assinante gosta mesmo é de consumir passivamente o que lhe é oferecido. Porém, o conteúdo muitas vezes pode ser de alto padrão de complexidade, fazendo-o refletir como questões, tabus e regras podem ser questionadas hoje no mundo. Pois então: o consumidor quer mais do mesmo ou inovação no formato?

Uma boa noite de sono pode ser uma boa metáfora para tal. Comparando tal situação com um sonho (com o perdão do trocadilho, ela ainda o é), os “passivos” diriam que já que tomaram inúmeras decisões em seu dia, como que caminho é o melhor para se chegar ao cliente, qual tarefa precisa ser prioritária nos serviços do dia, o que comer no almoço, entre outras. De fato, nossa vida é interativa. Por isso, o sono deveria nos guiar e não ser guiado, deveria apenas ser obedecido, seguido, aceito. Já os mais “ativos” adorariam aprender a controlar também seus sonhos e torná-los lúcidos para poderem não só vivenciarem 100% de seu dia, mas principalmente por poderem “realizar” atos impossíveis na vida real. Portanto, ambos têm bons argumentos.

De qualquer forma, só avaliamos o produto depois de finalizado. Custa à Netflix tentar, e seu público, avaliar. O certo é que se somos técnicos de futebol e mudaríamos a escalação de nossos times e jogadas em campo, e por vezes também somos roteiristas que fariam do enredo algo diferente.

Fazer o filme algo controlável? Se concorda, sorria e imagine essa novidade chegando em nossas telas. Se discorda, desacredite e torça para a Netflix também o fazer. Querendo ou não, já começamos nossas escolhas por aqui, não?

* Pedro Panhoca da Silva é mestrando em Literatura do programa de Pós-Graduação em Letras da Unesp – Câmpus de Assis. Atualmente é professor de Leitura e Produção de Textos da Fundação Hermínio Ometto.



Woody Allen e Dylan Farrow

A possível síndrome de falsas memórias.


A CPMF e a saída do seu autor

A CPMF foi mal porque, em vez de substituir outros impostos, constituiu-se em mais um.


CPMF: o que foi e como poderá ressurgir na reforma tributária

O Imposto sobre Transações Financeiras (ITF) poderá ser a recriação antiga CPMF.


O Brasil e a agropecuária sustentável

A pecuária brasileira tem se pautado ao longo dos anos pela sustentabilidade em toda cadeia produtiva e pela qualidade e segurança dos alimentos.


“Tô de férias, cadeia é férias pra mim”

É uma vergonha que delinquentes ainda venham desdenhar do sistema carcerário e das autoridades penais.


Locações de curta temporada em aplicativos

Saiba os direitos e deveres da propriedade imobiliária.


O Século das Cidades

“Não somos melhores, nem piores, somos iguais… melhor mesmo é a nossa causa…” (Thiago Mello)


Hollywood e o mundo real

Uma abordagem psiquiátrica do filme Gente como a Gente.


A liderança feminina e seus potenciais

Companhias que possuem, pelo menos, uma mulher em seu time de executivos são mais lucrativas.


A bolsa brasileira é a bola da vez

O ano de 2019 tem sido de recordes para o investidor brasileiro.


Dia do Profissional de Educação Física

No dia 1º de setembro é comemorado o dia do profissional que promove a saúde e a qualidade de vida da população, o profissional de educação física.


A complexidade do saneamento

O Congresso Nacional tem a grande missão de dar um rumo certo para o saneamento brasileiro.