Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Voto consciente e o Papel da Política em nossas vidas

Voto consciente e o Papel da Política em nossas vidas

07/09/2014 Fábio Ostermann

Muito se fala, em especial em período eleitoral como o que hoje vivemos, a respeito da necessidade de se votar de forma consciente.

O tal “voto consciente” seria o elemento chave de uma democracia, e, no caso do Brasil, o instrumento redentor de nosso combalido e desacreditado sistema político. Se o eleitor votar de forma consciente, todos os males da nossa política serão extirpados e nos tornaremos um país desenvolvido. Mas o que seria, afinal, o “voto consciente”? Para algumas pessoas, votar consciente significa estar bem informado sobre os candidatos e sobre seus projetos, promessas, trajetórias, formações, realizações, etc. Partindo daí, seria apenas uma questão de comparar projetos e perfis políticos para se ter um voto “consciente”.

Mas será isso o suficiente para um voto verdadeiramente consciente? Creio que não. O voto consciente passa também pela compreensão das funções e limitações dos cargos em disputa (o que faz um vereador, um senador, um prefeito, etc). Mas, antes de tudo, passa pela compreensão do papel da própria política na nossa sociedade, qual é e qual deveria ser. A interferência do Estado nos rumos das vidas de seus cidadãos deve ser tão restrita quanto possível ao minimamente necessário.

As demandas por maior atuação governamental em nossas vidas são o alimento do político corrupto e ineficiente (afinal, isso significa mais e mais poderes em suas mãos). Isso se reflete também na proliferação de partidos socialistas e intervencionistas dos mais variados matizes, sempre dispostos a aumentarem sua parcela de poder e recursos extraídos da sociedade por meio de impostos para buscar suas próprias finalidades. Trata-se, no entanto, de uma ficção com tons tragicômicos acreditar que realmente nos tornaremos uma sociedade mais desenvolvida, próspera e justa simplesmente delegando a eles atribuições e responsabilidades que cabem a nós como indivíduos e como comunidade/sociedade civil.

Como ensinou o pensador francês Frédéric Bastiat, enquanto a maior parte da população continuar vendo o Estado como um meio de viver à custa dos demais (ignorando que é ele quem vive à custa de todo mundo), seguiremos nos frustrando com a política. Vivemos em um sistema onde quem promete mais “direitos” e benesses com chapéu alheio é quem leva o voto do eleitor. Ignoramos que tudo aquilo que o Estado dá a Paulo nada mais é do que uma porção daquilo que ele antes retira do bolso de Pedro, Maria, José e do próprio Paulo.

Seguindo a lição do próprio Bastiat – um pensador monumental, solenemente ignorado no Brasil: “Não devemos esperar senão duas coisas do Estado – liberdade e segurança, tendo bem claro que não se poderia perder uma terceira coisa, sob o risco de perder as outras duas”. Compreender isso é um passo fundamental para o voto consciente.

* Fábio Ostermann é Cientista Político e Diretor do Instituto Liberal.



Administração estratégica: desafios para o sucesso em seu escritório jurídico

Nos últimos 20 anos o mercado jurídico mudou significativamente.


Qual o melhor negócio: investir em ações ou abrir a própria empresa?

Ser um empresário ou empresária de sucesso é o sonho de muitas pessoas.


Intercooperação: qual sua importância no pós- pandemia?

Nos últimos dois anos, o mundo enfrentou a maior crise sanitária dos últimos 100 anos.


STF e a Espada de Dâmocles

O Poder Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Investigativa são responsáveis pela persecução penal.


Lista tríplice, risco ao pacto federativo

Desde o tempo de Brasil-Colônia, a lista tríplice tem sido o instrumento para a nomeação de promotores e procuradores do Ministério Público.


ESG: prioridade da indústria e um mar de oportunidades

Uma pesquisa divulgada recentemente pelo IBM Institute for Business Value mostra que a sustentabilidade tem ocupado um lugar diferenciado no ranking de prioridades de CEOs pelo mundo se comparado a levantamentos anteriores.


Como conciliar negócios e família?

“O segredo para vencer todas as metas e propostas é colocar a família em primeiro lugar.”, diz a co-fundadora da Minucci RP, Vivienne Ikeda.


O limite do assédio moral e suas consequências

De maneira geral, relacionamento interpessoal sempre foi um grande desafio para o mundo corporativo, sobretudo no que tange aos valores éticos e morais, uma vez que cada indivíduo traz consigo bagagens baseadas nas próprias experiências, emoções e no repertório cultural particular.


TSE, STF e a censura prévia

Sabe-se que a liberdade de expressão é um dos mais fortes pilares da democracia.


Sociedade civil e a defesa da democracia

As últimas aparições e discursos do presidente da República vêm provocando uma nova onda de empresários, instituições e figuras públicas em defesa da democracia e do sistema eleitoral no Brasil.


Para além do juramento de Hipócrates: a ética na prática médica

“Passarei a minha vida e praticarei a minha arte pura e santamente. Em quantas casas entrar, fá-lo-ei só para a utilidade dos doentes, abstendo-me de todo o mal voluntário e de toda voluntária maleficência e de qualquer outra ação corruptora, tanto em relação a mulheres quanto a jovens.” (Juramento de Hipócrates).


O sentido da educação

A educação requer uma formação pessoal, capaz de fazer cada ser humano estar aberto à vida, procurando compreender o seu significado, especialmente na relação com o próximo.