Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Nova taxa da bolsa de valores sobre dividendos inquieta investidor

Nova taxa da bolsa de valores sobre dividendos inquieta investidor

04/02/2020 Ronaldo Murasawa

O ano de 2019 terminou com uma projeção positiva e otimista para o mercado financeiro.

A bolsa iniciou na casa dos 91 mil pontos, bateu recordes e renovou máximas históricas, fechando o período nos patamares de 117 mil pontos, contrapondo a taxa básica de juros (Selic) em 4,5%, a menor da história.

O cenário econômico em aquecimento, impulsionado pelas reformas do governo, trouxe à tona o chamado “Bull Market”.

Entretanto, contrariando as expectativas, no dia 2 de Janeiro - primeiro dia útil de 2020 – a Bolsa de Valores anunciou uma nova política de tarifação sobre dividendos e juros sobre capital próprio, até então, inexistente para pessoas físicas.

A medida trouxe descontentamento por parte do investidor e, desde então, começou a circular nas redes sociais a notícia da cobrança que ficou conhecida como a “CPMF dos proventos”.

De acordo com a nova taxa, a B3 passa a descontar o percentual de 0,12% do pagamento de dividendos e juros sobre capital dos investidores que possuam um patrimônio superior a R$ 20 mil, limitado ao teto de R$5 mil.

A tarifação vai incidir sobre ações e fundos imobiliários. Mas na prática, como isso impacta na carteira do investidor?

Primeiramente, vale destacar que a taxa permanecerá isenta para o pequeno investidor, aqueles que possuem patrimônio sob custódia inferior a R$20 mil.

Lembrando que esse valor é calculado somente sobre o montante investido em ações e fundos imobiliários. Segundo a instituição, esse perfil de investidor representa 65% do total de seus clientes do tipo pessoa física.

Para o investidor que possui mais de R$20 mil em renda variável, passará a incidir o percentual de 0,12% sobre cada pagamento de dividendos ou juros sobre capital próprio, sendo que a taxa não sofre alteração, mas é limitada ao teto de R$ 5 mil por tarifação.

É importante ressaltar que a tarifação é realizada por provento, individualmente, e a limitação do teto também. Isso quer dizer que um investidor pode ter descontos superiores a R$5 mil dentro de um mesmo mês, basta que tenha uma quantidade de proventos que, somados ultrapassem este valor.

Contudo, na data em que foram anunciadas as mudanças, o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, disse que entre as razões para a implementação das medidas, estava o entendimento de que as tarifas poderiam ser um “gargalo” para a atração de novos clientes por parte das corretoras. Ou seja, o foco das mudanças está no pequeno investidor de varejo.

Segundo a B3, as mudanças serão implementadas ao longo do ano e espera-se um impacto positivo para a expansão da base de investidores pessoas físicas. Ficou confuso? Vou explicar.

Para chegarmos a uma conclusão sobre o impacto que as novas medidas irão causar, é imprescindível conhecer e entender todo o novo modelo de tarifação proposto pela B3.

Com as mudanças, a taxa mensal de manutenção de contas será zerada e a taxa de negociação de ações na B3 reduzirá cerca de 10% para pessoas físicas.

Além disso, clientes com até R$ 20 mil em custódia em uma mesma corretora serão isentos das demais taxas de manutenção (como já dito aqui).

Segundo o site da B3, “a medida representa uma redução de aproximadamente R$250 milhões nas tarifas pagas pelos clientes da B3 no ano, considerando os volumes negociados nos últimos 12 meses”.

Ainda, conforme os dados da B3 em 2019, o número de contas ativas na depositária saltou de 643 mil para 1,5 milhão em outubro, sendo que cerca de um terço tem até R$ 5 mil investidos em renda variável.

Dessa forma, percebe-se que, em uma perspectiva geral, as novas medidas de tarifação são favoráveis aos pequenos investidores, que até então são a maioria.

A taxa que incidirá em grandes investidores trará um impacto mínimo visto o benefício que irá proporcionar à maioria. Seria uma tentativa de democratizar o mercado de renda variável?

O que se sabe é que a expectativa é a de incentivar novos entrantes e que as mudanças sejam implementadas ao longo do ano. Resta-nos observar para saber como o mercado irá se adaptar.

* Ronaldo Murasawa é assessor de investimentos da Monteverde Investimentos.

Fonte: Naves Coelho Comunicação



Mercado infantil tem projeções de crescimento para os próximos cinco anos

Ramo de franquias no setor registra alta tanto em faturamento quanto em número de unidades.

Mercado infantil tem projeções de crescimento para os próximos cinco anos

Empresas poderão renegociar dívidas com o Fisco com 70% de desconto

Portaria estende à Receita Federal a modalidade de renegociação chamada de transação tributária.

Empresas poderão renegociar dívidas com o Fisco com 70% de desconto

Gestão de custos e planejamento a longo prazo

Gestão de custos é o processo de planejar e controlar efetivamente os custos envolvidos em um negócio.

Gestão de custos e planejamento a longo prazo

Salário mínimo pode ser de R$ 1.294 em 2023

Se o valor for confirmado, vai ser o quarto ano seguido sem reajuste real.

Salário mínimo pode ser de R$ 1.294 em 2023

CNC prevê alta de 5,3% nas vendas para o Dia dos Pais

Estimativa é criar 18,5 mil vagas temporárias.

CNC prevê alta de 5,3% nas vendas para o Dia dos Pais

Confiança dos pequenos negócios cai em julho

Comércio foi o setor mais confiante e serviços foi o que apresentou menor confiança.

Confiança dos pequenos negócios cai em julho

Arquivei marca presença em grande evento de contabilidade em BH

Coordenadoras da empresa participam de palestra sobre visões estratégicas que podem gerar economia no setor contábil.


Pequenos negócios geram 72% das vagas de emprego no primeiro semestre

Micro e pequenas empresas criam 961 mil postos no período no país.


Quatro principais desafios de vendas para superar até 2023

À medida que o mundo volta a alguma normalidade, começamos a perceber também que a forma de vender mudou fundamentalmente em comparação com os tempos pré-pandemia.

Quatro principais desafios de vendas para superar até 2023

MEI poderá emitir nota fiscal de serviço no Portal do Simples Nacional

Mais de 13 milhões de empreendedores devem ser beneficiados.

MEI poderá emitir nota fiscal de serviço no Portal do Simples Nacional

Mais de 70% dos empresários mineiros estão otimistas com o 2º semestre de 2022

Primeiro semestre do ano teve aumento de 51,9% nas vendas em relação a 2021.

Mais de 70% dos empresários mineiros estão otimistas com o 2º semestre de 2022

Como o “jeito fintech” de fazer negócios tem possibilitado o surgimento de novas empresas

Quem já se aventurou no empreendedorismo ou está fazendo isso agora sabe o quanto é difícil se destacar em um ambiente extremamente competitivo.

Como o “jeito fintech” de fazer negócios tem possibilitado o surgimento de novas empresas