Portal O Debate
Grupo WhatsApp

O que está em jogo com o jogo no Brasil?

O que está em jogo com o jogo no Brasil?

13/02/2020 Julio Gavinho

Escrevi um artigo há uns três anos sobre o jogo no Brasil intitulado “O jogo no Brasil e o sofá do corno”.

Minha perspectiva era comparável a do marido traído pela esposa no sofá da sala com o vizinho e que, para evitar novas traições, jogou fora o sofá.

Meu argumento é a contra a ideia de que o jogo vai inaugurar uma fase de violenta evasão fiscal, como se a receita federal não existisse para coibir exatamente isso.

Não aceito, muito pessoalmente, o argumento de que não podendo fiscalizar os cassinos, eles devem ser proscritos. Tertúlia flácida para adormecer bovinos.

O legislativo está sentado sobre um projeto de lei que regula os jogos de azar no patropi desde 1991. São 29 gloriosos anos em que o debate foi o menos presente dos elementos democráticos no congresso nacional brasileiro.

É como se não existissem jogos ilegais, como se eles não alimentassem o monstro da violência mafiosa no Rio, como se os bingos não vivessem a sombra da realidade e enfim, como se a sociedade não participasse deste feroz conluio criminoso comprando nossas cartelinhas de R$ 5,00 nos bingos clandestinos ou “colocando” nossas moedas de R$ 1,00 na águia ou no veado.

Estamos todos com as mãos comprometidas, pintadas da tinta azul dos carimbos ou cartelas ilegais de bingo.

Entre legalizar o que já deveria ser legal e distribuir licenças por meio de um pacto federativo no mínimo ineficiente, o legislativo e a Caixa Econômica Federal (braço executivo da jogatina) devem olhar para o jogo no Brasil como olham os investidores.

Estes possíveis futuros donos/investidores em cassinos ou bingos olham primeiramente para uma sigla chamada GGR (receita bruta de jogo em português).

Ela determina o apetite ou não por vultuosos investimentos em uma certa cidade ou região e, a partir daí, calculam o volume de investimento a ser feito.

Por exemplo, um cassino em São Paulo com um hotel de 1 mil apartamentos e parrudo centro de eventos tomaria cerca de R$ 2,5 bi de investimentos.

Muita grana, não é? Sim e é diretamente proporcional as receitas de jogo, hospedagem, alimentação e eventos de um complexo como este.

Aonde mais poderíamos considerar números e investimentos desta dimensão? Talvez em um ou dois resorts de praia no NE.

Gravitam ao redor deste racional, pequenos bingos em diversas cidades do Brasil, gerando impostos e empregos aonde existem impostos e empregos a serem gerados.

Esta porém não é uma realidade estática como advogam alguns usando o exemplo de Las Vegas – desenvolvida sob o signo de ilegalidade, bem no mafioso século passado.

Quando há a discussão sobre a distribuição de licenças de jogo a sombra (não a luz!) do pacto federativo, não só criamos produtos e oportunidades que não interessam ao capital investidor como limitamos a possibilidade de maiores investimentos para os grandes centros turísticos.

Esta análise de viabilidade não pode ser feita jogando dados políticos e torcendo por um resultado favorável.

Além do entendimento da operação que queremos, estamos naquele momento crítico de definir como ficamos mais bonitos e atraentes aos grandes galãs do jogo no mundo.

A Caixa Econômica Federal precisa estudar e definir um pacote de apoios e incentivos nos mesmos moldes de grandes fábricas etc.

Uma operação deste nível e deste setor enfrentará desafios monumentais para lograr êxito. As barreiras vão desde projetos arquitetônicos e construção civil até o muro quase intransponível da mão de obra turística brasileira.

Recrutar e selecionar funcionários para um hotel cassino relevante será um desafio talvez tão grande quanto treinar e desenvolver as mesmas equipes de cassino, de hospedagem e de alimentação.

O Brasil é a última grande fronteira do jogo mundial. Algo assim como a refilmagem da série dos anos 1960 “Star Trek”, só que com dinheiro de sobra para efeitos especiais.

Receber os investimentos dos grandes “cassineiros” como Apollo Investments, do mega-fichas Stanley Ho ou o one-man-show Sheldon Adelson significa colocar terras bazucas sob os holofotes da imprensa mundial – especializada em turismo ou não.

Veja só: os Portugueses que fincaram o pé em Macau ao redor de 1560, legalizaram o jogo chamado por lá, chamado de “sorte ou azar” em 1847. 1847!

Hoje, 20 anos depois que foi declarada em acordo sino-lusitano “região administrativa especial de Macau”, a receita de impostos do jogo cresce a cada ano e é uma das mais relevantes. Não vou gastar tinta de impressora para falar de empregos, transformação social, receita de impostos, blábláblá.

O que vou fazer é pedir, gentilmente a subcomissão do jogo no Congresso que por favor use o sofá ou desocupe-o de uma vez para acabar com essa ansiedade toda.

* Julio Gavinho é diretor na Lyon Capital Investimentos Imobiliários; professor do curso de MBA em Hotelaria de Luxo e do curso de MBA em arquitetura de luxo da Faculdade Roberto Miranda.

Fonte: Vervi Assessoria



Multas e sanções administrativas podem ‘matar’ uma PME

Como evitá-las adequando-se à LGPD?

Autor: Ricardo Maravalhas

Multas e sanções administrativas podem ‘matar’ uma PME

Minas atrai investimento que vai gerar 300 vagas para engenheiros na Grande BH

Empresa Wabtec anuncia construção de novo centro de engenharia em Contagem após Minas vencer concorrência com estados de dez países.

Autor: Divulgação


Como empresas e empresários devem agir para sobreviver às intempéries

Intempérie. No dicionário, a definição para esse substantivo feminino traz como significado: mau tempo ou tempestade.

Autor: Haroldo Matsumoto

Como empresas e empresários devem agir para sobreviver às intempéries

Desafios empresariais

Empreender envolve correr riscos e encontrar soluções para os problemas das pessoas.

Autor: Leonardo Chucrute

Desafios empresariais

Um líder de verdade ensina o que sabe

Não são incomuns as histórias de profissionais que, voluntariamente, trocam de emprego para ganhar menos do que em suas posições anteriores.

Autor: Yuri Trafane

Um líder de verdade ensina o que sabe

Luciano Hang apoia manifesto isenção de impostos nas compras até US$50

Na noite de sexta-feira, 17, o dono da Havan, Luciano Hang, participou do jantar de encerramento do 39º Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais (CNSE), em Balneário Camboriú (SC).

Autor: Divulgação


Como usar a inteligência emocional para lidar com os negócios?

Ser um empreendedor em um negócio altamente estressante é como estar em uma montanha-russa emocional.

Autor: João Roncati

Como usar a inteligência emocional para lidar com os negócios?

Azul cria fundo social para captação de recursos para desastres nacionais

Itaú Unibanco se torna o primeiro apoiador após doação de R$ 5 milhões.

Autor: Divulgação


Ultrapassei o limite do MEI e agora?

Entenda como funciona a transição para Microempresa.

Autor: Divulgação

Ultrapassei o limite do MEI e agora?

Por que tantas recuperações judiciais?

Nas últimas semanas, a imprensa reproduziu amplamente o indicador de recuperações judiciais produzido e monitorado pela Serasa Experian, a concorrente britânica do histórico SPC, este desenvolvido pela Câmara dos Dirigentes Logistas, que oferece serviços de proteção ao crédito.

Autor: Carlos Gomes


Empreendedorismo com propósito

Nasci em Nova Iguaçu, cidade do estado do Rio de Janeiro, e comecei a empreender desde muito cedo.

Autor: Leonardo Chucrute

Empreendedorismo com propósito

Reforma tributária: os desafios para impulsionar o crescimento econômico

“A simplificação do sistema tributário pode resultar em um catalisador para a criação de empregos, impulsionando a economia do país”, diz especialista.

Autor: Divulgação

Reforma tributária: os desafios para impulsionar o crescimento econômico