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A presença da arte no Brasil

A presença da arte no Brasil

20/04/2015 Suli de Moura

A cultura deixou de ser consumo exclusivo das classes mais altas e passou a ser disseminada em outras camadas sociais. Exceto no Brasil.

O entendimento teórico do papel da arte na sociedade surgiu a partir do século XVII e foi concebido com certa euforia pelas elites europeia e americana.

Com a ascensão de partidos políticos e movimentos populares, a cultura deixou de ser consumo exclusivo das classes mais altas e passou a ser disseminada em outras camadas sociais. Exceto no Brasil.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), aproximadamente 3% das despesas totais das famílias brasileiras são destinadas à cultura, o que corresponde a 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Desta parcela, 85% são referentes a práticas realizadas dentro do domicílio, ou seja: televisão, vídeos, música e leitura. O acesso a museus, cinemas e teatros é feito por uma fatia extremamente reduzida da população, mostrando que não é um hábito comum ao brasileiro sair de casa para consumir arte.

A informação mais interessante é a forma como se divide a aquisição destes produtos. As classes A/B são responsáveis pelo dispêndio de quase metade do capital cultural, apesar de representarem apenas 12% da população. Já as classes D/E correspondem a mais de 60% da nação brasileira, mas realizam apenas 23% dos gastos.

Este cenário, ainda que não seja um dos melhores, tem sido acompanhado de perto pelo Ministério da Cultura. A troca de presidentes na Funarte (Fundação Nacional de Artes) – entra Francisco Bosco, sai Guti Fraga – é um exemplo claro da preocupação com o baixo consumo de conteúdo artístico. Segundo o Ministro da Cultura, Juca Ferreira, a instituição deve ter uma função cultural tão importante quanto o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) e a Ancine (Agência Nacional do Cinema), e terá como principal objetivo reerguer a presença da arte no país.

Do ponto de vista global, em 2014, o segmento cresceu em torno de 7%, em comparação a 2013. Segundo dados divulgados pela Tefaf (The European Fine Art Foundation), o faturamento de 51 bilhões de Euros foi o maior já registrado na história. Os principais compradores se dividem entre Estados Unidos, com 39% do total, China e Reino Unido, com 22% cada.

Dentre os países citados pela Fundação, o Brasil não se enquadra em nenhuma posição. A movimentação financeira no setor foi tão baixa, que não atingiu um patamar mínimo para integrar o ranking, indo na contramão das tendências mundiais.

A contradição é grande, uma vez que o número de museus no país, de acordo com estudo realizado pelo Ministério da Cultura, já chega a 2.496. Ainda que distribuídos de maneira desigual entre as regiões brasileiras, o marco ultrapassa a maior parte dos países europeus, ficando atrás somente da Alemanha, com 6.175 instituições.

Filósofo, Bosco tem um grande desafio pela frente. As ferramentas para fazer do Brasil um país de consumidores de conteúdo estão à disposição: o apoio do MinC, tanto em questões políticas, como financeiras, recursos e espaços de atuação, funcionários e artistas. Falta somente o público. Resta esperar os primeiros resultados de uma gestão que promete conquistar espectadores, fieis, por meio de ingressos gratuitos ou de baixo custo, novas exposições e muito trabalho.

*Suli de Moura é Diretora Acadêmica do campus de Perdizes da Faculdade Santa Marcelina (FASM)



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