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As 13 razões: apoio espiritual para a saúde mental dos jovens

As 13 razões: apoio espiritual para a saúde mental dos jovens

26/06/2017 Ingrid Peschke

A nova série produzida pela Netflix, levou profissionais da saúde a advertir firmemente os pais e as escolas.

As 13 razões: apoio espiritual para a saúde mental dos jovens

Essa série, baseada no livro de ficção que possui o mesmo título, tem estado em voga na mídia social desde que foi originalmente lançada, no final de março. Ela faz uma crônica da vida da aluna Hannah Baker no ensino médio e das treze razões que ela sente que a levaram a cometer suicídio.

A atenção que a mídia atraiu desde o início e as advertências dos profissionais da área educacional levaram a Netflix a publicar suas próprias orientações relacionadas à forma gráfica como os assuntos delicados são apresentados na série. Muitos se preocupam em que adolescentes vulneráveis assistam ao programa sem contar com a ajuda de um responsável para digerir os assuntos complexos, que, de acordo com os críticos, incluem a apresentação do suicídio como praticamente inevitável, até mesmo de maneira romantizada.

Como mãe de adolescentes, tenho pensado muito em como proporcionar um ambiente propício para conversarmos sobre o que os preocupa na vida. Nossas conversas tendem a estar direcionadas para a fé, visto que o amor a Deus e a sabedoria da Bíblia têm proporcionado um alicerce de valor inestimável para a educação espiritual e a formação do caráter de meus filhos.

Como Cientista Cristã, aprendi a cultivar o hábito de recorrer à oração em busca de orientação para apoiar a saúde mental de meus filhos e para ensiná-los a ter controle sobre os pensamentos que eles decidem aceitar e seguir em suas ações. Quando a pressão surge em sua vida, eles aprenderam que, independentemente do que estão enfrentando, eles são sempre amados e que existe sempre uma solução. No espírito destas palavras do salmista: “Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações” (Salmos 46:1). E destas: “[O Senhor] disse: ‘Com amor eterno eu te amei. Continuo a te amar com uma benignidade que nunca falha’ ” (Jeremias 31:3, conforme a Bíblia em inglês, New International Reader’s Version).

O primeiro episódio de As 13 Razões destaca o lado sombrio da mídia social. Quando o rapaz que aparece na vida de Hannah envia uma foto provocante para a maioria do corpo estudantil da escola, a imagem cria um cenário que parece verdadeiro para quem está observando mas que, em realidade, é uma falsificação dos acontecimentos. Hannah sente-se humilhada e mais tarde lamenta: “A verdade se desviará, a menos que alguém esteja interessado na verdade”. Esse se torna o ponto central da série, com Hannah explicando, por meio de fitas cassetes que ela envia para todas as pessoas a quem ela culpa pela sua morte, a razão pela qual cometeu suicídio. “Talvez você tenha feito algo cruel”, a gravação diz, “ou talvez você tenha simplesmente assistido ao que estava acontecendo. Talvez você nem tenha percebido que estava sendo cruel...”

Cada um de nós pode apoiar a inocência e a saúde mental dos jovens presentes em nossa vida, ao nos empenharmos em ver sua verdadeira identidade, à semelhança de Deus, e também ajudando-os a ressaltar o bem em seus companheiros. Eles se sentirão apoiados quando forem orientados a estabelecer hábitos que condizem com maneiras de pensar e de agir que envolvem respeito, honestidade, pureza, desprendimento, discernimento. Isso inclui a maneira como eles falam a respeito de si mesmos e de seus colegas e de como apresentam a si mesmos e os colegas na mídia social. Em nossa casa, essas conversas ocorrem com frequência, e meu marido e eu nos esforçamos para entender as plataformas da mídia social que nossos filhos utilizam para se comunicar. Nós também ajudamos os filhos a encontrar apoio na comunidade da Escola Dominical da igreja que frequentamos, na qual assuntos podem ser discutidos em um ambiente seguro e dentro do contexto da sabedoria proporcionada pelas Escrituras.

O programa As 13 Razões chama suficientemente a atenção, para que os adolescentes queiram assistir de maneira desenfreada todos os treze episódios em apenas poucos dias. Essa é a razão pela qual é tão importante ajudá-los a escolher cuidadosamente o tipo de mídia a que eles se expõem e conversar sobre suas reações à mídia.

Umas das principais lições que tirei de minha prática espiritual e que passei para meus filhos consiste em ajudá-los a proteger seu estado mental contra influências mentais perigosas ou sombrias. Conversamos sobre a importância de confiar no poder do bem e de reconhecer que impulsos nocivos não se originam neles, porque esses impulsos não provêm de seu Criador, Deus, que é a fonte de todo o bem. O próprio fundamento do Cristianismo está alicerçado nos princípios que Jesus comprovou em sua vida, ao nos mostrar como o amor vence o ódio e a luz tem de eliminar a escuridão. Conforme um dos meus versículos bíblicos favoritos afirma: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jeremias 29:11).

Uma amiga adolescente, com quem conversei sobre As 13 Razões, advertiu-me a respeito de assistir mais do que os primeiros episódios, dizendo-me: “A série simplesmente se torna muito gráfica”. Eu lhe disse que ligaria para ela se precisasse de apoio! Nós duas rimos. Mas agora falando sério, estou fazendo o esforço de apoiar mentalmente os jovens, para que eles se sintam seguros e confiantes com relação à sua vida e saibam que não estão sozinhos ponderando sobre essas questões. Existem muito mais do que treze razões pelas quais vale a pena viver.

Ingrid Peschke é uma profissional de Ciência Cristã, que escreve sobre espiritualidade e saúde. Ela também integra o Comitê de Publicação da Ciência Cristã em Massachusetts, EUA. Email: brasil@compub.org

Artigo publicado originalmente em Huffington Post.



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